Memorial

Companheiros de Pensamentos

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Recordar é Viver (Parte 10)

Há um ano atrás voltámos a acordar bem cedinho. Apesar de o dia amanhecer nublado e até um pouquinho frio, lá fomos cheios de energia (e a ouvir as minhas amigas sempre a perguntar onde estava o calor do nosso Verão… e eu a dizer que ele ainda ia aparecer …)
Passámos pela Figueira da Foz e Quinhendros, lugares que fazem parte das memórias dos pais da Li e da Te.
Depois de um pulinho rápido a Montemor-o-Velho, chegámos a um lugar que, para as minhas amigas e para mim, tem um carisma especial: Coimbra, cidade dos estudantes.
Passear pelas suas Faculdades, admirar a Universidade, espreitar a Biblioteca, andar pelas suas ruas e até “encontrar” com João de Deus, pedagogo (como nós), tem um sabor muito especial, pois vivemos intensamente a nossa vida universitária e imaginamos como seria vivê-la no ambiente desta bela cidade.
Almoçamos no Restaurante “Casarão” que fica bem pertinho do “Portugal dos Pequenitos”, onde as minhas amigas deram um passeio por aquelas construções que não agradam só aos pequenitos.
De Coimbra, dirigimo-nos à Batalha para visitar o belo Mosteiro de Santa Maria da Vitória e se clicar aqui pode fazer uma Visita Virtual a esse monumento.
“A construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, iniciou-se em 1387 ou 1388, por vontade de D. João I para assinalar a vitória na Batalha de Aljubarrota e, quase ao longo de 200 anos, até cerca de 1533, mobilizou extraordinários recursos humanos e materiais, proporcionando a introdução e o aperfeiçoamento de várias técnicas e artes em Portugal.
O Mosteiro representa um marco histórico na arquitectura portuguesa, numa grandiosa construção do período final do Gótico, onde assistimos ao nascimento do importante estilo Manuelino que daqui irradiou para todo o país. A junção de vários estilos no Mosteiro deve-se ao grande número de mestres que dirigiram as obras, nomeadamente Afonso Domingues, Huguet, Martins Vasques, Fernão D`Évora e Mateus Fernandes.
No Século XVI, na década de 30, foi construída a Tribuna das Capelas Imperfeitas, constituindo a última intervenção no Mosteiro.
Alguns historiadores defendem que foi no Mosteiro da Batalha que se praticou pela primeira vez em Portugal a técnica do Vitral – oriunda do centro da Europa. Os vitrais da Capela-Mor e da Casa do Capítulo, de 1514, são magníficos testemunhos desta arte ancestral.
A doação do Mosteiro à Ordem Dominicana em 1388, foi prestigiante para a Vila, nomeadamente ao nível dos estudos aí ministrados.
A extinção das Ordens Religiosas em Portugal, em 1834, levou ao abandono do então chamado Convento dos Dominicanos. D. Fernando II impressionado pelo estado em que se encontrava o edifício, deu início às obras de restauro do monumento, sob orientação de Luis da Silva Mouzinho de Albuquerque.
Em 1907 foi-lhe atribuído a classificação de Monumento Nacional e em 1983 a UNESCO reconheceu-o como Património Mundial da Humanidade, tendo-lhe sido em 2007 atribuído o título de Maravilha de Portugal.
E retornámos a casa com esta Maravilha de Portugal impressa no nosso olhar e imensamente felizes por ver a grande satisfação que as minhas amigas tiveram ao ver este lindo Mosteiro.


E do outro lado do oceano, no presente;

- A Te "diz":

ANA
CRESCI OUVINDO A MINHA AVÓ DIZER QUE TODA SEMANA IA A PÉ DA SUA TERRA ATÉ COIMBRA PARA FAZER COMPRAS E VENDER PRODUTOS. COITADINHA, COMO É LONGE!!!!!!E AINDA CHEIA DE ENCOMENDAS!!! UI !!
É BEM VERDADE QUE  EU JÁ CONHECIA ESTA BELA CIDADE, HÁ 12 ANOS ATRÁS COM O MEU PAI, ENTRETANTO VER COM A LI E COM VOCÊS, FEZ MUITA DIFERENÇA.
COIMBRA É UMA CIDADE QUE TRANSBORDA CONHECIMENTO E CULTURA. É TÃO BONITO PODER VER TANTO O CONJUNTO ARQUITETÔNICO DAS UNIVERSIDADES QUANTO AS IMPONENTES SÉ NOVA E SÉ VELHA. DESLUMBRANTE!!!
VOCÊ BEM SABE ANA, QUE AQUI NO BRASIL, O MÁXIMO QUE POSSUÍMOS EM ARQUITETURA É DE NO MÁXIMO, DO ANO DE 1500 . OU SEJA, A NOSSA BELEZA É MUITO MAIS A NOSSA NATUREZA QUE TRANSBORDA EM CORES E AROMAS DO QUE A NOSSA HISTÓRIA.
MAS, ENTRAR NA EUROPA E VER TODA A SUA HISTÓRIA COM TANTA DIVERSIDADE HISTÓRICA ENCHEM OS OLHOS DE QUEM ADMIRA ESTAS MARAVILHAS.
JÁ NA BATALHA, VER UMA OBRA TÃO IMPONENTE DEIXA A SENSAÇÃO DE VIAJAR NO PASSADO E TENTAR IMAGINAR AS INÚMERAS PESSOAS QUE TRABALHARAM ANOS AFIM PARA LEVANTAR UM MOSTEIRO TÃO BEM CONSTRUÍDO NOS SEUS VÁRIOS ESTILOS.
COMO É BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM VIAJAR E APRENDER COISAS NOVAS!!!!!!
BEIJOS DA TEREZINHA DO BRASIL

- A Li "diz":

Ana,
Acordar cedo para ver lugares lindos faz bem ao corpo e a alma. O verão de Sobreiro nada se parece com o calor de minha terra, mas é convidativo, nos faz transpirar e aquecer a alma. Conhecer as terras de nossos avós e bisavós foi emocionante. Locais que ouvimos desde crianças, contados em detalhes, sobre como era a vida naqueles tempos longínquos. Meu Deus...chegar a Coimbra, colinas majestosas, cantada em verso e prosa pelos meus avós e pais, com detalhes da vida, costumes e histórias familiares vividas naquela terra amiga. Nela vieram as lembranças da faculdade de Letras, onde a professora de Literatura Portuguesa contava sobre a Universidade, sobre a cultura que pulsa naquele ambiente de tantos poetas e  homens que trouxeram vida e luz a língua portuguesa. O que senti em Coimbra foi um misto de saudade, de recordações, de brilho nos olhos, gravei cada imagem, cada pedacinho de chão, cada minuto vivido nesta bela cidade. As estátuas enormes, imaginar tantas mentes brilhantes que por lá passaram, tantos artistas que trabalharam na construção de cada espaço histórico. Cada rua fazia recordar as histórias narradas de uma tia-avó que trabalhou na Faculdade de Medicina, na limpeza das salas; de mamãe contando sobre os estudantes e suas capas pretas, e as tunas e suas guitarras entoando músicas. O almoço foi delicioso. Portugal dos Pequenitos, outro local de tantas histórias familiares. Cada uma de nós elegeu a sua morada. Mosteiro de Santa Maria da Vitória, ou como eu sempre ouvi de mamãe, Mosteiro de Batalha, fiquei emocionada. Novamente, a história pulsa com muita força de família. A história e a riqueza de obra tão magnífica me deixou fascinada. Como cega tocava os redilhados de cada pilastra, de maneira que pudesse gravar na memória, através do tato, aquela obra de arte deixada por artistas anônimos que construiram a história da arte em Portugal. Talvez um dia eu consiga expressar em palavras a gratidão que tenho por Ana e Carlos, ao permitir que nós pudéssemos vivenciar tantas emoções, recordar tantas histórias, viver tantas alegrias e emoções. As sensações levarei para sempre comigo nas lembranças, nas impressões do meu espírito. Beijos

6 comentários:

Anne Lieri disse...

Rosa,que passeio de sonho!Maravilhosas imagens e seu relato está delicioso de ver!Bjs,

Maria João disse...

Um país cheio de recantos e encantos, este nosso Portugal!

Um beijinho

Regina Rozenbaum disse...

Nossa que viagem!!! Ai as queijadas lá embaixo...ai que saudades dessa terrinha...
Beijuuss n.a.

Cadinho RoCo disse...

Saudade de Coimbra!
Cadinho RoCo

TEREZINHA disse...

ANA

CRESCI OUVINDO A MINHA AVÓ DIZER QUE TODA SEMANA IA A PÉ DA SUA TERRA ATÉ COIMBRA PARA FAZER COMPRAS E VENDER PRODUTOS. COITADINHA, COMO É LONGE!!!!!!E AINDA CHEIA DE ENCOMENDAS!!! UI !!

É BEM VERDADE QUE EU JÁ CONHECIA ESTA BELA CIDADE, A 12 ANOS ATRÁS COM O MEU PAI, ENTRETANTO VER COM A LI E COM VOCÊS, FEZ MUITA DIFERENÇA.

COIMBRA É UMA CIDADE QUE TRANSBORDA CONHECIMENTO E CULTURA. É TÃO BONITO PODER VER TANTO O CONJUNTO ARQUITETÔNICO DAS UNIVERSIDADES QUANTO AS IMPONENTES SÉ NOVA E SÉ VELHA. DESLUMBRANTE!!!

VOCÊ BEM SABE ANA, QUE AQUI NO BRASIL, O MÁXIMO QUE POSSUÍMOS EM ARQUITETURA É DE NO MÁXIMO, DO ANO DE 1500 . OU SEJA, A NOSSA BELEZA É MUITO MAIS A NOSSA NATUREZA QUE TRANSBORDA EM CORES E AROMAS DO QUE A NOSSA HISTÓRIA.

MAS, ENTRAR NA EUROPA E VER TODA A SUA HISTÓRIA COM TANTA DIVERSIDADE HISTÓRICA ENCHEM OS OLHOS DE QUEM ADMIRA ESTAS MARAVILHAS.

JÁ NA BATALHA, VER UMA OBRA TÃO IMPONENTE DEIXA A SENSAÇÃO DE VIAJAR NO PASSADO E TENTAR IMAGINAR AS INÚMERAS PESSOAS QUE TRABALHARAM ANOS AFIM PARA LEVANTAR UM MOSTEIRO TÃO BEM CONSTRUÍDO NOS SEUS VÁRIOS ESTILOS.

COMO É BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM VIAJAR E APRENDER COISAS NOVAS!!!!!!

BEIJOS DA TEREZINHA DO BRASIL

Alicinha disse...

Ana,
Acordar cedo para ver lugares lindos faz bem ao corpo e a alma. O verão de Sobreiro nada se parece com o calor de minha terra, mas é convidativo, nos faz transpirar e aquecer a alma. Conhecer as terras de nossos avós e bisavós foi emocionante. Locais que ouvimos desde crianças, contados em detalhes, sobre como era a vida naqueles tempos longínquos. Meu Deus...chegar a Coimbra, colinas majestosas, cantada em verso e prosa pelos meus avós e pais, com detalhes da vida, costumes e histórias familiares vividas naquela terra amiga. Nela vieram as lembranças da faculdade de Letras, onde a professora de Literatura Portuguesa contava sobre a Universidade, sobre a cultura que pulsa naquele ambiente de tantos poetas e homens que trouxeram vida e luz a língua portuguesa. O que senti em Coimbra foi um misto de saudade, de recordações, de brilho nos olhos, gravei cada imagem, cada pedacinho de chão, cada minuto vivido nesta bela cidade. As estátuas enormes, imaginar tantas mentes brilhantes que por lá passaram, tantos artistas que trabalharam na construção de cada espaço histórico. Cada rua fazia recordar as histórias narradas de uma tia-avó que trabalhou na Faculdade de Medicina, na limpeza das salas; de mamãe contando sobre os estudantes e suas capas pretas, e as tunas e suas guitarras entoando músicas. O almoço foi delicioso. Portugal dos Pequenitos, outro local de tantas histórias familiares. Cada uma de nós elegeu a sua morada. Mosteiro de Santa Maria da Vitória, ou como eu sempre ouvi de mamãe, Mosteiro de Batalha, fiquei emocionada. Novamente, a história pulsa com muita força de família. A história e a riqueza de obra tão magnífica me deixou fascinada. Como cega tocava os redilhados de cada pilastra, de maneira que pudesse gravar na memória, através do tato, aquela obra de arte deixada por artistas anônimos que construiram a história da arte em Portugal. Talvez um dia eu consiga expressar em palavras a gratidão que tenho por Ana e Carlos, ao permitir que nós pudéssemos vivenciar tantas emoções, recordar tantas histórias, viver tantas alegrias e emoções. As sensações levarei para sempre comigo nas lembranças, nas impressões do meu espírito. Beijos