Memorial

Companheiros de Pensamentos

quinta-feira, 26 de março de 2015

Parabéns, sempre!

Quando me perguntam quando o meu pai faleceu… sei o ano (2000) e o mês (agosto) mas, quanto ao dia, tenho que fazer um enorme esforço e, mesmo assim…
No entanto, lembro perfeitamente o dia do seu nascimento: 26 de março de 1927.
Será que isto quer dizer que não me importo com a morte?
Não será bem não me importar, mas uma das muitas coisas que aprendi com ele, é que temos que valorizar cada dia da nossa VIDA.
E por falar em coisas que ele me ensinou, ui, foram tantas, tantas frases, pensamentos, respostas, que permanecem na minha memória e (por incrível que possa parecer) vejo-me repetindo-as.
Apenas para citar umas poucas:

- Não nasceste rica. Terás que trabalhar, porém não escolhas a tua profissão porque está na moda ou porque dá status ou porque é “fácil”. Isso não importa. Escolhe aquela que irá dar-te o prazer de levantar a cada dia para ires trabalhar. A pior coisa que pode existir, é ires para o trabalho já revoltada, com mau humor. Escolhe aquela que, mesmo ficando cansada, te deixe feliz.

- Não te vou dizer para não beberes. Só te peço duas coisas: não mistures bebidas e NUNCA deixes o teu copo sozinho. (o mais engraçado é que só bebia com meus pais e, agora, só bebo com meu marido)

- O teu avô (paterno) morreu com enfizema pulmonar devido ao cigarro. Eu, apesar de ver o seu sofrimento, fumo quatro maços de cigarros, por dia. Sim, sou burro. Agora, cabe a ti, tomares uma atitude inteligente. (nunca fumei)

- Nunca tenhas vergonha se te apontarem o dedo e dizerem “aquela é pobre”. Ergue a cabeça, pois isso não é vergonhoso. Vergonha, seria, se dissessem que roubas, enganas ou tens duas caras!

- Não me importa se as tuas colegas vão ali ou acolá. Elas não são minhas filhas. Tu és!

- Não te exijo que sejas a melhor da turma. Exijo, sim, que sejas a melhor para ti.

(quando eu andava na escola primária, um dia perguntei-lhe o que ia ganhar se passasse de ano, pois minhas colegas iam receber prendas de seus pais)
– Nada. A tua profissão é ser estudante. O teu pagamento são as tuas notas. Da mesma forma, que vês como fico feliz ao trazer, ao fim de cada mês, o meu salário, espero que fiques feliz ao passar de ano, pois nós ficaremos.
(Verdade seja dita que, mesmo nunca prometendo recompensas nem prendas, ao fim de cada ano, eu sempre ganhava um livro em cuja dedicatória, escrita por meu pai, constava “Parabéns pelas boas notas. Continua a ser essa aluna aplicada. Com orgulho, teus pais.)

(quando ainda era adolescente) - Minha menina, espero que saibas que ainda és muito nova para namoros. Mais importante que namoricos, é o estudo!

(Um diálogo algumas vezes repetido, até que desisti de perguntar:)
- Pai, o que significa (uma qualquer palavra)?
- Procura no dicionário.
- O pai não sabe?
- Sei.
- Então porque não diz logo?
- Se eu disser, amanhã vais perguntar outra vez. Se tu procurares no dicionário, para além de aprenderes como procurar, "essa" palavra nunca mais vais esquecer.

(Quando eu fazia parte de um grupo de violões, no fim das atuações, meu pai nunca me aplaudia, enquanto que minha mãe até ficava em pé. Perguntei-lhe o porquê dessa atitude dele.)
- Não sou eu que tenho que aplaudir minha filha. Para mim, tocas muito bem. O prazer é ver os outros aplaudirem-te.

- Não esperes uma determinada data para mimares alguém. Sempre que puderes, dá um miminho. Se quiseres elogiar alguém, elogia. Não esperes por um momento especial. Faz tu, o momento especial.


E tinha tantas, tantas mais mas, uma das que acredito que é muito importante, é que ele fazia o que dizia. O seu discurso não era diferente das suas ações. Não eram apenas belas palavras da boca para fora, não. Para ele não existia "faz o que eu digo, não o que eu faço".
Precisamos de mais atitude e menos discurso!

domingo, 15 de março de 2015

Gabriel o Pensador - Chega





É um grito que está atravessado na garganta de muita gente!
Sim, o Gabriel Pensador está a falar do seu País... será???? Será que só se aplica ao Brasil? Para mim, é muito familiar, infelizmente...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Arriscar


Se calhar, há momentos da nossa vida em que temos que ter a coragem de ARRISCAR...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

FELIZ 2015



Este ano não foi o melhor mas também não foi dos piores. Porém, continuo com a esperança que o próximo poderá ser melhor!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Feliz Natal

A todos os que passam por aqui!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Revista WOOF



 A revista WOOF já vai no seu 4º número.
É uma revista completa: histórias, dicas, lições, curiosidades, diversão... É uma revista que coloca, em primeiro lugar, o CÃO.
Não é uma daquelas revistas especializadas em exposições, raças, enfim...
Neste número de dezembro, saiu a história do meu KIBON!!!!!!
Para mim, foi um verdadeiro presente!

Quem não achou muita graça foi o Tejo...
Acho que ficou com uma boa dose de ciúmes...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Parabéns, Tejo!

PARABÉNS, TEJO !


E obrigada!

Há quase 9 anos recebíamos um presente fofo, maluco, divertido.
Um cão sem dono, sem pedigree, sem afixo, sem pais campeões, sem "raça" definida. Não sabíamos nada sobre ele, nem a idade ao certo. Apesar de não ser católica, decidimos que comemoraríamos o seu aniversário no dia 8 de dezembro. E tem sido uma benção na minha vida! Um cão ser uma benção? Sim, uma benção.
2004 não foi um ano nada feliz. Iniciei o ano com o falecimento de minha mãe, pela metade do ano, perdi os meus bebés e terminei o ano com um aborto espontâneo. Foram momentos muito dramáticos e estava muito difícil seguir em frente.
Já tinha a companhia do Kibon mas a chegada de um furacão em casa, obrigava-me a reagir rapidamente.
E foi assim que este cão rafeiro, vira-lata, ajudou-me muito a não cair numa depressão.
Ele obrigava-me a ensinar-lhe "boas maneiras".
Ele obrigava-me a brincar.
Ele obrigava-me a rir.
Ele obrigava-me a ver que a vida continua e que as pessoas que nos amam, mesmo não estando presentes fisicamente, querem sempre ver-nos felizes. 
E foi assim, que este cão "maluquito" evitou que eu caísse numa depressão (não tenho dúvidas).
E se alguém pensar: "E o seu marido?"
O meu marido viveu as mesmas dores (ele gostava imenso da minha mãe); portanto, não é exagero dizer que este cãozito ajudou, não uma, mas duas pessoas a voltarem a viver.

9 anos (mais ou menos = 61 aninhos) Valeu, Tejo!

domingo, 30 de novembro de 2014

Rena Tejo e Kibon Natal

Este post dá voz aos cães:

Não, não estou com "cara" de doente!
Não, não estou com "cara" de quem já vai para os 15 anos!
Esta é a "cara" de AGUEEEEENNNNTA ESSA DONA!!!!!!!
(Ass: KIBON)

Eu sei!
Lá vem ela, outra vez, querer transformar-me em rena.
Deixa para lá! É só uma vez por ano!
Afinal... esta é SÓ a 9.ª vez!
Eu aguento!
(Ass: TEJO)

sábado, 29 de novembro de 2014

Cheirinho a Natal!


Gosto imenso do Natal e não tem nada a ver com os presentes.
Desde criança, meus pais sempre procuraram mostrar que não são as "datas" que mandam nos comportamentos e atitudes das pessoas.
Não é preciso esperar o Natal para "ter" que lembrar de alguém.
Não é preciso esperar o Natal para praticar a solidariedade.
Não é preciso esperar o Natal para "ser bonzinho".
O Natal é sempre que nós quisermos.
Então, qual o motivo para gostar tanto do Natal?
O Presépio!
Meus pais contavam-me histórias através das figuras do presépio. Como eu deliciava-me com essas histórias. E a cada ano, eu pedia para repetirem as mesmas histórias. Histórias essas que eu transmito a quem vem visitar-me e aproveita para "passear" pelo presépio que começou a ser comprado por meu avó paterno de 1950 até 1960. Com o seu falecimento, o presépio ficou como ele deixou.
E desde essa época montamos sempre o presépio.
É claro que também montamos a árvore de Natal mas é o presépio que tem toda a magia e "cheirinho" a Natal.
"Cheirinho" esse que espalha-se pela casa em variadas decorações.

È assim que começa: serradura.

Desembrulhar todas as peças.

O anjo de "asa quebrada" também entra.


Uma variação deste ano.
Pensando na , Margarida e no João,
um gatinho também faz companhia ao Menino Jesus,

À direita..

... ao centro...

... à esquerda.





Sem esquecer as botas do Pai Natal!