Companheiros de Pensamentos

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Guri

Desde que nasci (literalmente) sempre convivi com cães.
Tive cães maravilhosos que têm um lugar permanente no meu coração.
Sou uma apaixonada por esses cãopanheiros.
Nunca quis ter gatos.
Não por não gostar, de forma alguma; apenas achava que não seria uma boa dona de gatos.
Meus pais tiveram um gato: Tupi.
Sempre contaram-me lindas histórias sobre esse gato preto (o tipo de gato preferido de meu pai); aliás, meu pai costumava dizer que eles não tiveram um gato... o gato é que os teve.
Em outubro do ano passado, faleceu o meu cãopanheiro Tejo, com 13 anos.
O meu meigo Tejo!
Afirmei, em concordância com meu marido: Não quero mais cães!
Quando o coração sangra e essa dor está tão viva em nossa mente, a única coisa coisa que desejamos é não sentir essa dor novamente.
O meu marido “lida” muito bem com gatos.
Ele dizia algumas vezes que, quando não tivéssemos cães, poderíamos ter um gato.
E veio o Guri, um gatinho com 2 meses que estava para adopção.
Juntamente com o Guri, veio o receio, a preocupação, a dúvida e as minhas eternas questões:
- saberei respeitar a personalidade, a independência dele?
- saberei entender os seus comportamentos?
- saberei atender às suas necessidades?
- saberei ser uma boa dona para ele?
O Guri está no nosso convívio há 2 meses.
Ele respondeu a todas as perguntas apenas com uma resposta:
“Eu sou o teu dono e vou ensinar-te tudo o que precisas saber para viveres comigo.”
Posso afirmar que estou, verdadeiramente, apaixonada por este bichano.
E também afirmo que é possível ter DOIS AMORES:
- continuo uma apaixonada por cães e estou apaixonada por gatos!
Amo-te, meu Guri!