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Companheiros de Pensamentos

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Recordar é Viver (Parte 3)


Há um ano atrás, meu marido e eu, seguimos bem cedinho com destino a Sail para ir buscar as minhas amigas. Mas com uns Tios tão hospedeiros e amáveis, tivemos também direito a um passeio, conduzidos por eles, a Arganil, passando por um rio com águas tão transparentes que convidou a que molhássemos os pés e relembrássemos nosso tempo de infância, fazendo as pedras “saltitarem” sobre as águas. Escusado será dizer que não consegui fazer saltitar nenhuma pedra, apesar da paciência dos Tios das minhas amigas em ensinar-me e até a escolher os melhores seixos. Nada feito. Após esta atividade tão “cansativa” fomos almoçar e tivemos mais um momento delicioso: a Tia Carmina ofereceu-nos uma comida tipicamente portuguesa (que eu ainda não tinha saboreado) = CHANFANA de cabra.
Depois de termos deliciado tão boa iguaria tomámos a direção para Piódão.
Felizmente, a estrada está muito melhor do que da outra vez que fui (melhor nem lembrar).
E a Li e a Te ficaram encantadas com a Aldeia. Visitámos o pequeno museu mas muito interessante, a linda Igreja Matriz e percorremos o labirinto das ruas.
Estava na hora de começarmos o caminho de regresso. Aí a Te veio com uma conversa sobre uma localidade chamada Carvalho, terra da avó materna… E foi assim que a Te proporcionou-nos conhecer um lugar que, infelizmente, faz parte da história da Força Aérea Portuguesa.
A seguir transcrevo o que fui buscar no blog do Clube dos Especialistas do AB4.

Foi no dia em que se comemorava o 3º aniversário, da Força Aérea Portuguesa, 1 de Julho de 1955, que ocorreu o mais trágico e lamentável acidente da sua história, que vitimou oito pilotos, sendo considerado um dos maiores do género, a nível mundial, atendendo ao número de aviões envolvidos. Segundo o Diário “as beiras online” de 4 de Julho de 2005 e de acordo com Aniceto Ferreira de Carvalho, que na altura do acidente tinha 20 anos e era mecânico da FAP, “os aviões eram doze ao todo e iam a voar em formação. Iam quatro à frente, quatro atrás mas mais baixo, por causa do remoinho (movimento do vento), e outros quatro ainda mais baixo. Nesse dia estava nevoeiro e só os primeiros quatro, nos quais se incluía o capitão Rangel de Lima passaram a serra; os restantes oito embateram no terreno, tendo os seus pilotos tido morte imediata”
Perpetuando a memória dos pilotos falecidos, foi erguido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, um monumento no local do acidente, assinalando um acontecimento que deixou a Força Aérea, as famílias dos pilotos e todo o país envolto num manto de luto.
Para reforçar o simbolismo do local a autarquia construiu ainda uma capela em honra de Nossa Senhora do Ar e, na passagem dos cinquenta anos sobre o desastre, em 2005, foi inaugurado um monumento numa rotunda da vila, feito em parceria com a Força Aérea Portuguesa, para assinalar, marcar e manter viva a memória histórica do acidente ocorrido naquela serra.
Pensado por um arquitecto das FAP, o monumento a que se deu o nome de “Voo dos Anjos”, é constituído por oito colunas (numa alusão directa aos oito aviões que se despenharam vitimando os respectivos pilotos), encimadas por um vidro azul céu e alguns pares de asas, uns abertos e outros fechados, a fazerem referência ao levantar e aterrar dos aviões.
"O Voo dos Anjos", monumento construído para assinalar o 50º aniversário do acidente. Foi colocado numa rotunda à entrada de Vila Nova de Poiares.
Depois desta aula da história da aviação, e de prestarmos a nossa homenagem, regressámos a casa.

E do outro lado do oceano, no presente;
- A Te "fala":


ANA
QUE DIA!!!!!!!
PRIMEIRO NÃO FOI FÁCIL ME DESPEDIR DOS MEUS TIOS QUE HAVIAM NOS ACOLHIDO COM O MAIOR CARINHO EM NOSSA PEQUENA ESTADIA EM SAIL.
DEPOIS, PARTIR PARA UM DOS 5 LUGARES QUE EU MAIS AMEI EM PORTUGAL!!!!!!
SABE ANA, EU ADORO ARQUITETURA!!!!
PIÓDÃO É UM DOS LUGARES MAIS FANTÁSTICOS EM PROJETO ARQUITETÔNICO!!!!!!
O QUE É AQUILO??????? EU AMEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIII!!!!!!! TODOS OS PORTUGUESES PRECISAVAM CONHECER AQUELA ALDEIA TÃO DIFERENTE E AO MESMO TEMPO TÃO A CARA DE PORTUGAL!!!!! LINDA, DIFERENTE E ACONCHEGANTE!!!!!
CONFESSO QUE SE EU PUDESSE TERIA FICADO DIAS ALI, SENTADA NAQUELAS CADEIRAS OLHANDO AS FACHADAS DAS CASAS. FOI SHOWWWWWWWWWW!
DEPOIS, FOI UM MOMENTO PRA REVER E AGRADECER A DEUS, POR PODER ESTAR VOLTANDO DEPOIS DE 12 ANOS, ÀS TERRAS DA MINHA AVÓ.
CRESCI COM A MINHA AVÓ E MÃE ME CONTANDO A RESPEITO DESTA TRAGÉDIA NA AVIAÇÃO PORTUGUESA.
ACHEI MARAVILHOSA A TUA BUSCA POR UM TEXTO RETIRADO DO BLOG DO CLUBE DOS ESPECIALISTAS DO AB4!!!!! AMEI!!!!!!!!!!
E O MONUMENTO EM HOMENAGEM AO VOO DOS ANJOS????? QUE MARAVILHOSO!!!!
ANA E CARLOS VOCÊS SÃO DEMAIS!!!!!!
MUUUUUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA E QUE DEUS POSSA VOS RETRIBUIR EM SAÚDE E FELICIDADE, TODA A ALEGRIA QUE NOS PROPORCIONARAM.
BEIJOS DA TEREZINHA DO BRASIL!!!!!

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 - A Li "fala":

Amiga,
Sail realmente é tudo de maravilhoso. A natureza é bela, forte e bonita. Os tios são hospitaleiros, alegres e incansáveis em nos fazer sentir bem. Quanto aprendizado, histórias e amor recebemos!!!! Piódão foi a paixão a olhos vistos.Que local diferente pitoresco. Nunca imaginei existir lugar tão belo. Carvalho foi emoção do início ao fim. Os momentos mais intensos de saudade, da família , das histórias contadas desde a infância.Desde pequenina ouvia falar do desastre que ocorreu com riqueza de detalhes de quem viu e ouviu sobre o fato. Era um sonho de infância poder pisar naquela terra que representa "Tara" (...E o vento levou) para os meus antepassados. Não pude evitar as lágrimas que teimavam em cair. Pura emoção e muita saudade!!!!! Vocês não pouparam esforços em nos fazer felizes. Obrigada a vocês por tanta emoção!!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Florbela Espanca


Gosto muito de ler os poemas de Florbela Espanca.
Uma mulher muito à frente de seu tempo.
Seus poemas podem ter algo triste, melancólico,
até dramático, mas de grande sensibilidade.

(E amanhâ vamos voltar a "Recordar é Viver".)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Financeiros Familiares

(“Recordar é Viver” estará suspenso por dois dias, pois há um ano atrás, as minhas amigas estavam a conhecer mais lugares lindos do nosso Portugal pelas mãos dos seus queridos e simpáticos Tios.)

(imagem tirada da net)
Um dia destes estava a ver televisão quando a apresentadora de um programa anunciou, como sua convidada, uma “financeira familiar”.
O nome da profissão chamou-me a atenção, desconhecia que existisse tal ocupação e fiquei curiosa em saber no que consistia.
Pois a profissional tem a função de dar dicas, orientações em como a família deve gerir o seu orçamento e como deve iniciar os filhos nesse gerenciamento. E até forneceu algumas dicas, por exemplo:
- os pais devem chamar as crianças para presenciarem como se distribui o salário para as respectivas despesas (água, luz, prestações, etc);
- os pais devem estimular para que as crianças tenham 3 mealheiros destinados a POUPAR, GASTAR e DOAR;
- os pais devem fornecer uma semanada ou mesada aos seus filhos.
Como não podia deixar de ser, lembrei-me de meus pais e como eles sempre me chamavam para estar junto quando separavam o dinheiro do seu salário.
Naquele tempo meu pai chegava em casa, no fim de cada mês, com um envelope onde trazia o seu salário. Minha mãe, de seguida, ia buscar uns envelopes. E eu presenciava (um bocadinho contrariada, pois o que queria era ir brincar) a separação das notas e a sua colocação nos envelopes que tinham escrito: RENDA, LUZ, ÁGUA, MERCEARIA, MATERIAL ESCOLAR,…
Coincidência ou não, isso também passou a fazer parte da minha vida adulta. É claro que sem envelopes, mas ficando tudo registado em minha agenda, para “não dar um passo maior do que a perna”.
Com respeito aos mealheiros, lembro-me do 1º mealheiro que recebi de meus pais. Devia ter uns 5 ou 6 anos, talvez. O mealheiro tinha a forma de uma mãe africana com seu bebé e todas as moedinhas que conseguíssemos colocar nele, seria para ajudar as crianças de África. Ainda lembro da minha excitação quando entreguei aquele mealheiro carregadinho de moedinhas, na certeza de que seria de grande ajuda.
O meu 1º mealheiro foi destinado a DOAR.
A partir dos 12/13 anos ganhei outros mealheiros onde colocava moedinhas que meus pais iam dando. (O meu violão (viola) foi comprado com o auxílio de um mealheiro que levei um ano a encher…)
Agora com respeito à semanada ou mesada… nunca tive. Quando era adolescente, perguntei à minha mãe porque não me davam uma mesada, já que todas as minhas colegas tinham. Ela olhou-me e fez a seguinte pergunta: “- Por quê? Falta-te alguma coisa?”
Não. Mesmo com todas as dificuldades, mesmo com os baixos salários, mesmo com a enorme ginástica que meus pais faziam para esticar o dinheiro… nunca me faltou nada!
Afinal, meus pais eram “financeiros familiares”!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Recordar é Viver (Parte 2)

 
Há um ano atrás, acordámos muito cedo e as minhas Amigas tiveram, como despertador, o sino da igreja e os bons dias, bem molhados, de dois cães malucos.
Era o início de um dia cheio de muita emoção, pois elas iriam visitar parentes que, uma, nem conhecia e, outra, não via há muitos anos. E lá fomos para Ranhados, terra do pai delas. Quanta emoção! Ver onde o pai viveu, onde estudou, onde trabalhou, almoçar com seus parentes, falar com pessoas que lembravam dele, telefonar para o pai e dizer-lhe onde exatamente estavam… À noite, já em Sail, jantámos e pernoitámos na casa de uns Tios fantásticos que não deixaram que fizéssemos a viagem de noite.
No dia seguinte, deixámos as “Meninas” bem entregues, nas mãos dos Tios, e regressámos à nossa casa.
Elas teriam 2 dias para aproveitar a companhia tão simpática da Tia Carmina e do Tio Alcides.
Nós retornaríamos com o roteiro dos passeios, em mãos.




E do outro lado do oceano, no presente;
- A Te "fala":

ANA
QUE DIA EMOCIONANTE!!!!!!!
REVER AS TERRAS DO MEU PAI, MEUS PARENTES, MINHA HISTÓRIA......
AI, QUE SAUDADES!!!!!!!!
12 ANOS DEPOIS EU ESTAVA LÁ!!!!!
QUE FELICIDADE!!!!!
 EU ESTAVA MUUUUUUUUUUUUUUUITO CONTENTE POR PODER MOSTRAR À MINHA IRMÃ UM POUCO DA HISTÓRIA QUE O MEU PAI ME MOSTROU, ANOS ANTES.
AINDA BEM QUE UM DIA INVENTARAM A MÁQUINA FOTOGRÁFICA!!!!! DESTE JEITO A MEMÓRIA NUNCA VAI FALHAR!!!!
E SAIL???? MEUS TIOS DO CORAÇÃO!!!! É DESTE JEITO QUE EU ME REFIRO À ELES. FORAM 2 DIAS DE MUITOS PASSEIOS POR OUTRA REGIÃO BELÍSSIMA ( SERRA DA ESTRELA, SABUGUEIRO, SEIA, BUÇACO, MORTÁGUA, LUSO, AS TERRAS DOS MEU AVÔ..... )
ANA, COMO PORTUGAL É BELÍSSIMO,
HISTÓRICO E IMPORTANTE PRA MIM!!!!!
MUITO OBRIGADA POR MAIS UM DIA DE IMENSA RECORDAÇÃO!!!!VOCÊ E O CARLOS FORAM DEMAIS!!!!!!
BEIJOS DA TEREZINHA DO BRASIL!!!!!!
 

Anónimo- A Li "fala":

 

Você está especialista em fazer sua amiga chorar. Quanta saudade de tanta vida, de tantos momentos mágicos. Como você expressa com perfeição esse turbilhão de emoções e lembranças! Realmente estou revivendo com muita alegria e emoção. Já sinto que este é o começo de muitos sentimentos de alegria, saudade, aprendizado e fraternidade, porque só vocês para a construção de tantos dias de pura magia. Hoje eu entendo o mundo encantado de "Alice no país das maravilhas", com certeza você participou de todas as aventuras, criando de maneira fantástica esses dias encantados. Já aguardo os próximos dias........Beijos

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Recordar é Viver (Parte 1)


… já dizia a minha mãe, talvez porque gostava do tema interpretado por Vitor Espadinha.
Mas acredito que quando recordamos momentos felizes, alegres, especiais, temos a sensação de vivenciá-los outra vez e, assim, como por magia, o tempo volta atrás e o sorriso teima em ficar no nosso rosto e coração.
É por isso que vou recordar, nestes próximos dias, o que vivemos há um ano.
Precisamente no dia 15 de Agosto de 2010, reencontrei-me com duas Amigas muito Especiais, depois de 11 anos de separação.
Estava previsto que o avião chegasse do Brasil às 6h55m. Nem dormi, de tanta excitação. Chegámos ao aeroporto às 6h 30m da manhã. Só depois das 9h30m é que voltava a ver as minhas Amigas: as “Meninas do Brasil”, como meu pai tão carinhosamente as chamava (não tenho dúvida que meus pais gostavam delas como se fossem filhas).
Levantei bem alto o cartaz que tinha feito com fotos dos meus cães, pois era mais fácil elas reconhecerem os cães do que a mim. AHAHAHAHAHAH
Abraços, risos, lágrimas a bailar pelos cantos dos olhos que só não caíram por causa da intervenção do meu marido: “Vocês não vão chorar, pois não? Então, não é momento de alegria?”
E lá começamos o nosso passeio por Portugal.
Primeiro, um passeio pelo Chiado, um cafezinho n”A Brasileira”, um tour pela Baixa de Lisboa.
Depois rumámos à Boca do Inferno, almoçámos na Praia das Maçãs (Restaurante “Nautilus” = boa comida, excelente atendimento), Cabo da Roca, Azenhas do Mar e Sobreiro, para tentar organizar o fuso horário.
 
 
E do outro lado do oceano, no presente:
A Terezinha "fala":
ANA
Q U E S A U D A D E S !!!!!!!!!!
VOCÊ VAI PASSAR OS DIAS RECORDANDO AÍ EM PORTUGAL E NÓS AQUI NO BRASIL!!!!!!!!EH EH EH EH EH EH!!!!
FORAM MOMENTOS MARAVILHOSOS PARA TODAS NÓS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
SABE ANA, APRENDI A AMAR PORTUGAL ATRAVÉS DOS MEUS PAIS E AVÓS QUE FALAVAM DESTE PAÍS COMO SE FOSSE UM LUGAR QUE TRANSBORDAVA HISTÓRIAS INTERESSANTES E LUGARES ESPECIAIS.
DEPOIS TIVE A FELICIDADE DE PODER TER TE CONHECIDO NA FACULDADE E NOVAMENTE TER ATRELADO OS LAÇOS DE AMIZADE COM PORTUGAL ATRAVÉS DE TI E DOS TEUS PAIS.
VOLTAR A TE ENCONTRAR FOI RECORDAR O TEMPO EM QUE ESTIVEMOS NA PÓS GRADUAÇÃO E A AMIZADE QUE FIZEMOS COM OS TEUS PAIS, SÓ QUE EM PORTUGAL, A TUA TERRA.
EU E A LI QUEREMOS TE AGRADECER DO FUNDO DO CORAÇÃO POR TODOS OS ROTEIROS, AS RISADAS, AS LENDAS DE PORTUGAL, OS AMIGOS NOVOS QUE FIZEMOS ATRAVÉS DE TI E DO CARLOS, OS ALMOÇOS, OS JANTARES, OS SORVETES, AS FOTOGRAFIAS E OS QUATRO CANTOS DE PORTUGAL POR ONDE ESTIVEMOS.
PARA ETERNIZAR AQUELE PRIMEIRO MOMENTO, NO AEROPORTO, ENQUADRAMOS O CARTAZ ONDE APARECEM O KIBON E O TEJO E O COLOCAMOS NUM LUGAR ESPECIAL DA NOSSA CASA. EH EH EH EH EH EH EH EH EH !!!!!!!!
ASSIM, TODAS AS VEZES QUE PASSARMOS POR ALI, VAMOS LEMBRAR DA PRIMEIRA IMAGEM QUE OS NOSSOS OLHOS VIRAM AO SAIR DO AEROPORTO, ANTES DE AVISTARMOS VOCÊS, É CLARO!!!!!!!
MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA A VOCÊ E AO CARLOS E QUE DEUS VOS RETRIBUA EM DOBRO TODO O CARINHO, RESPEITO E DEDICAÇÃO POR NÓS E PELA NOSSA IMENSA VONTADE DE CONHECER PORTUGAL!!!!!
BEIJOS DA TEREZINHA DO BRASIL!!!!!!


A Alice "fala":

Ana, depois de tanta recordação acabei por chorar. As recordações realmente nos dão um ânimo novo, alegrias imensas. Quando cheguei em Portugal, terra do meu pai e antepassados e tua terra também, tive emoções enormes. Você foi a mentora e produtora de todas as belas emoções vividas por nós. Cada dia recordado está repleto de lendas, histórias e alegrias. Você, o Carlos, S. Henrique, Dona Guida e minha avó Clementina são os responsáveis por cada minuto inesquecível que vivemos na terra querida. Posso viver centenas de anos e não serão suficientes para agradecer tantas emoções. Amiga querida, peço a Deus que abençoe a vocês. Os Bebés são mais alegrias desde a chegada. Eles enriquecem nossas vidas e foram eternizados pelo quadro. O texto que você escreveu está simplesmente lindo. Creio que nasce uma escritora com alma pura e gentil. Até a próxima recordação.Beijos

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Há 11 anos ...


Acabadinho de chegar em casa...
Quando tirei a carta de condução e comprei o meu primeiro carro, meu pai disse: “Agora já podemos ter um cão, pois podemos levá-lo às vacinas, às consultas e aos passeios, de carro. Quando arranjarmos um cão, gostava que se chamasse Kibon, em homenagem àqueles sorvetes (gelados) do Brasil, que tanto gostávamos.”
Tenho a impressão que meus pais sempre contaram com a companhia de cães e sempre os trataram como verdadeiros companheiros. E assim me ensinaram.
Pois bem.
O Kibon nasceu no dia 12 de Agosto. Infelizmente, o meu pai faleceu no dia 23 do mesmo mês. Nunca chegou a conhecer e muito menos a saber que, afinal, já tinha nascido aquele que viria a ser o “Kibon”.
Com a partida de meu pai, achei que um cão seria uma boa companhia para a minha mãe, enquanto eu estivesse a trabalhar.
Em conversa com uma vizinha, disse-nos que sabia de uma senhora cuja cadela tinha tido filhotes e que estaria a procurar donos. Ela própria marcou um encontro e lá fomos conhecer os cachorros.
A cadela-mãe era uma cocker spaniel de uma cor lindíssima. O pai? A dona não tinha certeza pois como o marido era caçador e tinha cães de várias raças… vai lá saber!
E lá estavam 3 filhotes: 2 machos e 1 fêmea. Disse logo que não queria fêmea. (A nossa Boneca ainda estava bem viva nas nossas memórias. Não queríamos outra fêmea para ocupar o lugar dela.)
... com 6 semanas.
Havia um macho preto, todo elétrico, pelo qual me encantei e havia um outro, com uma cor muito parecida com a da mãe, que minha mãe pegou ao colo e ele… adormeceu!
Minha mãe olhou-me e disse: “Parece que a escolha está feita, não? Ele gostou do meu colo!”
Confesso que não fiquei muito entusiasmada, afinal, um filhote muito paradão não é um bom sinal, certo? Mas, não tive coragem de contradizê-la. Ao ver minha mãe, com o seu luto carregado, sorrindo para aquele filhote… (ora, bolas!)… está feita a escolha! Porém, pelo sim, pelo não; fomos de seguida ao veterinário. E claro que tinha que haver um motivo para tamanha prostração: o bichinho estava carregadinho de vermes e pulgas!
Lógico que o nome estava escolhido: Kibon.
E assim o Kibon passou a ser o grande companheiro da minha mãe. Seguia-a para todo o lado.
Sempre perto da minha Mãe.
Até quando estava a preparar as refeições, ele deitava-se entre seus pés.
Lambia-lhe as mãos quando elas eram tomadas pelas dores da artrite. As dores que minha mãe sentia eram tantas que ela nem as mexia, nem falava nada, mas ele levantava-se de onde estivesse e vinha lambê-las. Será que ele “sentia” ou “cheirava” a dor? Não sei, pouco importa.
Também é claro que houve momentos de grande irritação, quando o “paradão” do Kibon destruiu a passadeira do corredor; comeu diversos chinelos; arrancou e rasgou a roupa do estendal; tirou as plantas e a terra dos vasos; estraçalhou a cortina da porta da cozinha; roeu os pés das cadeiras; desfez um taco de madeira do chão da casa; fez inúmeros buracos no chão de cimento do quintal; enfim…
Resumindo: Amo este cão! Com toda a sua personalidade, com todo o seu carinho, com aquele olhar tão meigo, com aquela patinha sempre a pedir festinhas.
Sim; sei que faz 11 anos.
Sim; sei que já vejo a sua barbicha a ficar branquinha.
Sim; sei que o seu coração já não é tão jovem.
Sim; sei que sinto um aperto no coração só de pensar que um dia…
Mas, enquanto ele for o nosso “cãopanheiro”, o nosso “anjo canino”, será sempre muito amado e tratado com todo o respeito que merece.
Parabéns, Kibon! (e que fiques muito tempo conosco)
Kibon lindo!
Uma refeição diferente para um dia especial.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Anjos Caninos

Tejo refletindo na vida!


"Tenho por vezes refletido sobre a causa última que leva as vidas dos cães a ser tão curtas e chego à inequívoca conclusão de que é um ato de compaixão para com a raça humana: pois se sofremos o que sofremos pela perda de um cão com quem estivemos dez ou doze anos, o que aconteceria se eles pudessem viver o dobro desse tempo?"


(Sir Walter Scott)



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Apenas bestas.

Fico imaginando como o nosso mundo não ficaria muito melhor se "certa juventude" canalizasse o seu ímpeto, a sua energia, a sua "pseudo" revolta, para vivenciar atitudes do BEM.
(imagem da net)
Só para dar alguns exemplos:
- Se resolvessem (já que têm tanto tempo livre) visitar, conversar, colaborar com pessoas idosas que vivem sozinhas;
- Se resolvessem visitar aqueles doentes que não recebem visitas e levar-lhes um pouco dessa energia que tanto têm;
 - Se fossem dar um pouco de atenção e cuidado aos canis e gatis, por que não?
Dizem que o futuro está nas mãos dos jovens! Meu Deus, que futuro nos espera?
E desde quando eu descarrego a minha revolta na vida dos outros?
Apesar de alguns comentaristas, sociólogos, psicólogos, jutificassem tais atitudes com o desemprego, com a "crise"; ... não vi jovens saquear para roubar comida.
Só vi apenas o prazer em destruir, em estragar...
Prazer em partir tudo, queimar tudo, prazer em fazer mal.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Simon and Garfunkel



Gosto muito de receber comentários no meu blog. Para mim, é uma demonstração de atenção, de carinho. E, muitas vezes, além de trazerem alegria, também trazem lições.
Por isso, resolvi colocar este tema cantado por esta dupla incrível (ainda tenho um disco de vinil "LP"), devido a um comentário que recebi no outro post, com este mesmo tema.
Há pouco tempo conheci um blog que sinto um grande prazer em visitar e cujo autor deu-me a alegria de ser meu "companheiro de PensaSentimentos".
"Pinguim", aprendi a gostar deste tema através destes grandes cantores, aliás o Paul Simon é o seu criador, e confesso que também gosto muito mais de ouvi-la interpretada por eles.
Aqui a tem, como forma de agradecimento pelas suas "visitas" a este meu cantinho.

sábado, 6 de agosto de 2011

Bridge Over Troubled Water - Elvis Presley


Sempre gostei desta melodia, desta letra. Se calhar, porque muitas vezes sentia-me assim...