Páginas

Companheiros de Pensamentos

Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de agosto de 2016

Rio 2016


Gostei imenso da cerimônia de abertura do Rio 2016. 
Sem dúvida que sou Lusa-Brasileira. 
Emocionei-me quando a Bandeira de Portugal entra no estádio e voltei a emocionar-me quando vejo entrar a Bandeira do Brasil. 
Gostei imenso da referência ao 14 Bis. Está mais do que claro de quem foi o Pai da Aviação. 
Emociono-me com a alegria desse povo que, quando se empenha, é capaz de grandes feitos.
Apesar dos políticos, apesar da corrupção, admiro o povo brasileiro. Como diz a canção: 
É também um pouco de uma raça
Que não tem medo de fumaça ai, ai
E não se entrega não.
Um país que tem tudo para ser uma imensa potência; capaz de se impor ao mundo.
Só lhe falta um verdadeiro Líder, com carácter, com ética, com honestidade.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

COPAN

Via uma reportagem sobre o edifício COPAN (Companhia Pan-Americana de Hotéis) na televisão e fui transportada para essa grande e complexa cidade: São Paulo.
Conheci essa grande metrópole pelas mãos de meu pai, em 1977. Algo deixava – me muito intrigada, o fato de meu pai amar essa cidade, logo ele que fugia do stress, das aglomerações… Quando perguntava-lhe como conseguia gostar daquela confusão, ele, simplesmente, respondia:
- Não é confusão. É movimento organizado!
Passados uns anos, mais precisamente em 1993, trabalhei nessa metrópole durante 6 meses e constatei que era mesmo um movimento organizado. Aliás, tinha que ser… com a população existente!
Foram seis meses de muito cansaço, stress, “garoa” mas de uma maravilhosa experiência.
Conheci pessoas fantásticas!
Estava “cedida” pela COSIPA ao Ministério de Infra-Estrutura (não sei se ainda tem o mesmo nome), desempenhando as funções de secretária (eu… que trabalhava num laboratório de análises clínicas…). Porém, tive a sorte de encontrar Grandes Profissionais: excelentes chefes, maravilhosos colegas. Aprendi imenso!
A par da experiência profissional, ao circular pelas suas avenidas, ruas, admirava aquele mundo:
- suas imensas vias;
- seu trânsito enérgico;
- seus edifícios que “arranhavam” os céus;
- o bairro da Liberdade;
- o parque do Ibirapuera; e, claro,
- o COPAN.
Este edifício destacava-se e alimentava minha imaginação. Tantas vidas num mesmo lugar, tantas pessoas tão próximas e tão distantes!

Apesar de entender que uma cidade como São Paulo é um centro de inúmeras experiências, oportunidades, culturas, artes, comunidades… enfim… prefiro a calma e a amplitude de uma paisagem alentejana!


(Para conhecer um pouco mais desse grandioso COPAN,
pode visitá-lo aqui.)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

BRAVA GENTE BRASILEIRA

 
Meu avô paterno participou da comissão que organizou a comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, e, devido a isso, foi ao Brasil com a minha avó, por essa altura. Apaixonou-se de tal forma por aquele país que "foi ficando".
Meu pai era brasileiro. "Carioca da gema!"; como gostava de dizer pois tinha nascido no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro.
Meu avô retornou, com a família, a Portugal porque seu pai tinha adoecido gravemente; não voltando mais ao Brasil.
Meu pai passou a ter dupla nacionalidade e meu avô sempre insistiu para que ele nunca esquecesse onde tinha nascido e vivido sua infância, ao ponto de meu pai ter se apresentado ao serviço militar nos dois países: Portugal e Brasil.
Após muitos anos e depois de muitas voltas que o destino nos prega, fui viver com meus pais para o Brasil.
Eu, "alfacinha da gema", filha de brasileiro, também passei a ter dupla nacionalidade. No Brasil, perante a Constituição Brasileira, era "brasileira nata" (até podia ser presidente de república, algo que era vetado aos "naturalizados").
A minha infância foi vivida em Portugal mas a minha adolescência, a minha juventude, o início da minha vida adulta, foi toda passada na Terra Adorada, entre outras mil.
Inúmeras vezes, constatei que as subidas dos preços ocorriam sempre em dois momentos: CARNAVAL e CAMPEONATOS DE FUTEBOL.
Nesses momentos, ninguém se importava com mais nada além da fantasia para desfilar na Escola de Samba ou torcer nos estádios de futebol.
Bastava haver SAMBA, CERVEJA E FUTEBOL que tudo estava bem.
Em casa ou em tertúlias, discutia-se como era possível que esse povo não tivesse plena consciência da imensa riqueza que o Brasil possui: natureza, minérios, ouro, agricultura, clima, recursos hídricos, enfim... tudo; porém com um povo facilmente manipulável...
Mas HOJE...quando vejo, nos jornais, que o POVO brasileiro não quer estádios mas, SIM, escolas, hospitais,... sinto um desejo enorme de colocar o HINO DA INDEPENDÊNCIA do Brasil, com melodia de D. Pedro I, do Brasil (D. Pedro IV, de Portugal):
 
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.