Não
foi um ano escolar nada fácil. Uma turma com dois anos de escolaridade (3º e
4º); a preocupação de realizar uma boa preparação para as provas finais (4º
ano), uma pedagogia diferenciada para o aluno com necessidades educativas
especiais, o desenvolvimento dos conteúdos inerentes ao 3º ano, sem descurar
todo o envolvimento pessoal e afetivo com os alunos…
Apesar
do ano letivo ter chegado ao fim… ainda há muita coisa pela frente: relatórios,
análises de resultados, exames, acompanhamento extraordinário, reuniões,
reuniões e reuniões…
Depois…
continua a angústia, a incerteza, a frustração, o receio do que ainda pode vir
por aí.
Procuro
encontrar serenidade nas “minhas” agitadas andorinhas.
Quando
retornam ao fim de um ano de ausência, encontram sua “casa” completamente
destruída e, de imediato, põem “asas” à obra e a reconstroem entre os poucos
dias de sol que eram interrompidos por tantos dias de chuva que esta nossa
primavera trouxe.
Passam
os dias num verdadeiro carrossel em voos rasantes, terminando-os em calmas “conversas”
ao por do sol.
E
assim tudo acontece até ao fim do verão, quando partem para outras terras, sem
terem a certeza de que, ao retornarem, encontrarão a sua “casa” tal e qual como
a estão a deixar…
Pois
é… apenas incertezas ou será certezas?
Certezas
de que amanhã será um outro dia.
Melhor
ou pior?
Não
importa.
Importa
que haja o nascimento de um novo dia.