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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

AFETO


Uma Professora pergunta aos seus alunos o que quer dizer afeto.
Ninguém sabe.
Ela dá uma dica para tentar ajudar:


- É o que eu sinto por vocês.
Rapidamente respondem:

- AMOR.

Como soube bem saber que eles sabem que os amo!


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um Adolescente Especial

No dia das mães, do ano passado, escrevi numa rede social o seguinte estado:

"É sempre o pior dia do ano...
Mãe devia ser imortal...
Filhos não deviam morrer antes da mãe..."

E, nessa mesma rede social, nesse momento, uma mãe de um ex-aluno partilhou-me o seguinte:


Hoje no caminho da escola para casa, deu-se o seguinte diálogo:
Filho: Mãe viste a publicação da professora?
Eu: Qual publicação? (já imaginando que fosse sua...)
Filho: Uma em que ela escreve que os filhos não deviam morrer antes dos pais...
Eu: Sim, essa vi.
Filho: Fiquei a pensar porque terá ela escrito aquilo.
Eu: Porque foi no domingo o dia da Mãe e a Professora deve ter pensado que nem ela nem os seus filhos não tiveram a oportunidade de celebrar juntos este dia.
Filho: Ah pois, deve ter sido por isso... Coitada, deve ter ficado tão triste... Quando é o dia da Mãe para o ano?
Eu: Acho que é sempre no primeiro domingo do mês de Maio, porquê?
Filho: Porque para o ano quero dar-lhe um miminho nesse dia. Importas-te Mãe?
Eu: Não (Respondo já de nó na garganta)
Filho: Não é que a professora seja para mim como tu és, mas ela esteve sempre ao meu lado em alturas muito difíceis da minha vida, por isso acho que devo estar ao seu lado em datas como esta, que são especialmente difíceis para ela. Se eu a fizer sentir um bocadinho menos triste no próximo dia da Mãe, já fico muito contente por mim e por ela! O que achas Mãe?
Eu: Acho que fazes bem. (Respondi com dificuldade, mas cheia de orgulho do filho que tenho.)
Provavelmente para o ano vai-se esquecer do que hoje planeou, mas fique com a intenção e sincera vontade de a ver um bocadinho menos triste nesse dia...

Hoje, 5 de maio de 2014, a telefonista da escola liga para a minha sala e diz que tenho uma "visita". Já sei que quando dizem isso, estão a referir-se a algum ex-aluno. Por antecipação, fico logo muito feliz com essas visitas.
Era mesmo um ex-aluno, o Alexandre.
Lá vem ele com seu sorriso e diz-me: "Olá, professora, trouxe-te um miminho. É por causa daquilo que escreveste."
Agradeci imenso, mas não perguntei a que ele se referia, pois (conhecendo-o como o conheço) deduzi que talvez não conseguisse controlar aquelas gotas que, às vezes, pulam dos olhos. Mas tive a impressão que talvez tivesse a ver com o dia das mães.
Quando cheguei em casa, a sua mãe contactou-me, através da mesma rede social, e relembrou-me o texto que transcrevi acima. Sinceramente, já não me lembrava mas

ELE NÃO ESQUECEU!


Como li algures: os filhos são o reflexo dos pais.

É uma enorme felicidade ter a oportunidade de conhecer "pessoas tão especiais".

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ainda sobre as CRIANÇAS...

(imagem tirada da net)
No dia das mães, escrevi numa rede social o seguinte estado:

"É sempre o pior dia do ano...
Mãe devia ser imortal...
Filhos não deviam morrer antes da mãe..."

Hoje, nessa mesma rede social, uma mãe de um ex-aluno partilhou-me o seguinte:



Hoje no caminho da escola para casa, deu-se o seguinte diálogo:
Filho: Mãe viste a publicação da professora?
Eu: Qual publicação? (já imaginando que fosse sua...)
Filho: Uma em que ela escreve que os filhos não deviam morrer antes dos pais...
Eu: Sim, essa vi.
Filho: Fiquei a pensar porque terá ela escrito aquilo.
Eu: Porque foi no domingo o dia da Mãe e a Professora deve ter pensado que nem ela nem os seus filhos não tiveram a oportunidade de celebrar juntos este dia.
Filho: Ah pois, deve ter sido por isso... Coitada, deve ter ficado tão triste... Quando é o dia da Mãe para o ano?
Eu: Acho que é sempre no primeiro domingo do mês de Maio, porquê?
Filho: Porque para o ano quero dar-lhe um miminho nesse dia. Importas-te Mãe?
Eu: Não (Respondo já de nó na garganta)
Filho: Não é que a professora seja para mim como tu és, mas ela esteve sempre ao meu lado em alturas muito difíceis da minha vida, por isso acho que devo estar ao seu lado em datas como esta, que são especialmente difíceis para ela. Se eu a fizer sentir um bocadinho menos triste no próximo dia da Mãe, já fico muito contente por mim e por ela! O que achas Mãe?
Eu: Acho que fazes bem. (Respondi com dificuldade, mas cheia de orgulho do filho que tenho.)
Provavelmente para o ano vai-se esquecer do que hoje planeou, mas fique com a intenção e sincera vontade de a ver um bocadinho menos triste nesse dia...
Como li algures: os filhos são o reflexo dos pais.
É uma enorme felicidade ter a oportunidade de conhecer "pessoas tão especiais".

terça-feira, 31 de maio de 2011

Para lembrar mais tarde


Mais uma "pérola"!
Diálogo entre a Profesora e um seu aluno:

Professora:
- Oh, menino, coloque os seus óculos.

Aluno:
‎- Pois é, com respeito a isso... a professora não vai achar normal ao que eu tenho para lhe dizer... O que acha de alguém que leva os óculos para casa e, simplesmente, não sabe onde os colocou?

Professora:
-Isso não é normal!

Aluno:
- Pois, eu disse-lhe; mas é uma realidade!

(fiquei sem palavras)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Para lembrar



Sempre pela altura da Páscoa, lembro-me de uma determinada aula, numa turma de 3º ano, que tive no Brasil.
Estávamos na Semana Santa e resolvi falar sobre o significado da Páscoa em diversas religiões.
Tudo corria bem enquanto falava sobre Moisés e sobre a preparação que Cristo fazia com respeito aos seus discípulos; ambas as situações referidas a “passagem”.
Então falei que Jesus, sabendo que em breve seria crucificado, reuniu os seus discípulos (lembro que usei o termo de “os mais chegados”) para uma última refeição.
Mas quando referi que Jesus serviu Pão e Vinho, imediatamente, um aluno gritou:
"- O QUÊ? ERAM AMIGOS E SÓ DEU PÃO E VINHO? NÓS SOMOS MUITO POBRES MAS QUANDO MEUS PAIS CONVIDAM OS AMIGOS PARA COMEREM LÁ EM CASA, DÃO MUITO MAIS QUE PÃO E VINHO!"
Confesso que tive que fazer um enorme esforço para não desatar a rir.
O meu aluno falava com uma grande indignação, não aceitando o fato de Cristo, o Filho de Deus, dar muito menos que os pais, que tinham tantas dificuldades.
Rapidamente argumentei que havia mais comida sobre a mesa, mas que o pão e o vinho foram utilizados como símbolos do corpo e do sangue de Cristo, segundo o cristianismo.
E meu aluno acalmou-se!








quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para lembrar mais tarde

Hoje, a minha turma de 3º ano recebeu a visita da Guarda Nacional Republicana para uma palestra sobre Bullying.
O guarda captou a atenção da turma e conseguiu que os alunos participassem com perguntas e opiniões.
A certa altura, o guarda perguntou à turma se, alguma vez, tinham sofrido alguma pressão, alguma ameaça de algum colega.
Um de meus alunos, prontamente, levantou a mão para participar:
- Quando eu estava no 1º ano, houve um colega mais velho que queria que trouxesse dinheiro para dar-lhe.
Ao que o guarda questionou:
- E tu? O que fizeste? Contaste aos teus pais?
E o meu menino, com a cabeça bem erguida, respondeu:
- Não. Contei à minha professora. Ela falou com o meu colega e ele nunca mais me chateou.

(O que mais me impressionou é que já não me lembrava desta situação. Mas o meu aluno não esqueceu...)

domingo, 14 de novembro de 2010

Para lembrar mais tarde...

Sempre fui acostumada, pelos meus pais, a contar tudo o que se passava na escola, mais tarde, no trabalho.
E assim foi quando comecei a ser professora.
Chegava em casa e, para além de contar como tinha sido o dia de trabalho, também partilhava as participações de meus alunos, suas frases curiosas, suas perguntas interessantes. E meu pai sempre me aconselhava a registar essas participações pois, com o tempo, esqueceria muitas delas.
Como sempre, tinha razão. Não registei e já esqueci algumas delas.
Mas resolvi também usar este meu "cantinho" para passar a registar o que ouço, nas minhas salas de aula, e que me surpreende.
Aproveito para escrever as poucas que ainda me lembro.
É claro que não vou mencionar nomes, nem escolas, nem lugares; serão apenas frases de alunos.
(Seria muito interessante que, neste mundo virtual, algum de meus ex ou atuais alunos se "visse" em alguma participação aqui registada).
E, para começar...
Um dia, voltei-me para a turma e desabafei:
- Vocês fazem-me nascer cabelos brancos!
Um aluno olha-me com um semblante muito sério e responde, respeitosamente:
- Não fazemos, não, professora. Quem faz isso é a velhice!