Companheiros de Pensamentos

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domingo, 1 de abril de 2012

Dia 1 de Abril

Nunca achei muita graça ao dia das mentiras.
KIBON
Meus pais também não eram amantes dessa prática. Lembro-me que a única partida que meu pai pregava à minha mãe era dizer-lhe que estava um gato a fazer xixi no vaso da roseira. Ela saía disparada para afastar o gato que NUNCA estava lá. O mais divertido era que meu pai pregava SEMPRE a mesma partida e minha mãe SEMPRE caía, ano após ano. Só quando ela percebia que afinal não havia gato e via que eu já estava a rebolar de tanta risada, é que ela dava conta que tinha caído, NOVAMENTE, na partida de meu pai.
Há 7 anos, meu marido pregou-me a primeira e última mentira de 1 de abril.
Ele acorda-me a dizer, muito rapidamente, que os nossos cães tinham escapado pelo potão. Levanto-me num rompante, visto um casaco por cima do pijama, pensando que caminho devia tomar para tentar ir ao encontro deles, rezando para que não fossem atropelados, que não se encaminhassem para a estrada nacional e quando estou a encaminhar-me para a porta... "tropeço" nos meus cães que vinham dar-me os bons-dias. Olho para o meu marido que desata a rir e a dizer "primeiro de abril".
TEJO
Eu, simplesmente, tiro o casaco, vou para o quarto, deito-me, calada, esperando que meu coração diminua o ritmo que tinha alcançado.
Meu marido aproxima-se, de mansinho, estranhando o fato de eu ter ficado tão calada.
- Então? Foi uma brincadeira de primeiro de abril!
Eu, calmamente, respondo:
- Nunca mais faça qualquer tipo de brincadeira que envolva os meus cães. Certo? Aliás, nunca mais faça "brincadeiras" de primeiro de abril que coloquem meu coração acelerado e uma dor de cabeça e na nuca.
Para mim, não foi brincadeira. Só a idéia de perder os meus cães...