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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Chegando o fim do Ano

Estamos chegando ao fim de mais um Ano!
Este vai deixar memórias boas e uma triste: o Tejo partiu! Um cão super meigo, super companheiro, vai deixar um grande vazio nos nossos corações.
Resolvemos receber um novo companheiro e, pela primeira vez, temos um gato!
É verdade! Um gatinho de 2 meses veio morar na nossa casa.
Seja muito bem acolhido, GURI.


sábado, 10 de novembro de 2012

Gatos

MEUS GATOS
Nunca tive um gato.
Meus pais tiveram um; aliás, eles costumavam dizer que foi o gato que resolveu ir viver com eles. Falavam-me muito dele, pois eu ainda não era nascida.
Era um gato preto, já adulto. Foi batizado com o nome de TUPI.
Naquela altura, viviam quatro cães em casa. Ele deu-se bem com todos, especialmente com um pastor alemão (era na barriga dele que o Tupi dormia).
Bem, com todos, menos um: o “fox terrier”; apesar de nunca se terem enfrentado ou brigado, nunca partilharam o meu espaço. Eles próprios desenvolveram uma “boa” convivência, respeitando o espaço do outro.
O Tupi foi castrado, supostamente, para que ficasse mais “caseiro”. Nada feito. Tupi continuava a dar as suas saídas para namorar ou, simplesmente, para “vadiar”. Passados alguns poucos dias voltava, às vezes, bem sujinho ou com marcas das suas briguinhas. Nesses retornos, a quem é que ele recorria? Pois claro; à minha mãe, para que cuidasse de suas feridas.
Em nenhum momento, Tupi mostrou as garras a qualquer elemento da família e, apesar de nunca terem sido cortadas, nunca arranhou nenhum móvel ou porta de casa.
Meu pai sempre discordou das pessoas que costumavam dizer “gato não conhece dono”; “gato é falso”; “gato não é fiel”; e argumentava com a atitude que o Tupi teve com o meu avô.
Meu avô não gostava de gatos mas isso não era empecilho para o Tupi conquistar aquele que viria a ser o seu “companheiro” de fim de noite.
Tupi levou semanas a colocar o seu plano em ação até conseguir o objetivo: ao terminar do jantar, ficar no colo do meu avô, até ele se recolher ao quarto.
O gato “sabia” as horas que meu pai e avô regressavam do trabalho e ia esperá-los à porta de casa. Quer dizer, ele ia esperar o meu avô. E como havia esta certeza? A certeza de que o Tupi esperava o meu avô surgiu após o falecimento dele. O Tupi, mesmo depois de meu pai entrar em casa, continuava à espera do meu avô. Ficava ainda um tempo a olhar para a porta, por fim, lançava um miado e ia deitar-se no seu canto.
Parecia que a sua razão de viver estava diminuindo. Escusado será dizer que o Tupi também “partiu” pouco tempo depois.
Sempre ouvi meus pais enaltecerem as características dos gatos: independência, personalidade, meiguice, inteligência, higiene…
Por tudo isso, tenho receio de não saber ser uma boa dona de gato, ou melhor dizendo: uma boa companheira de gato.
Sempre tive cães (desde o meu nascimento) e aprendi com minha mãe a melhor forma de os ter, de cuidar, de os ensinar, de os amar. (Com meu pai, aprendi como “deseducá-los”!)
E por quê estou a pensar nisso agora?
Porque o meu marido “atirou-me” a seguinte frase: “Estou com vontade de ter um gatinho…”
Ui!!!
E agora?
Temos dois cães: um com 13 anos e com 12 kilos; e outro com 7 anos e 27 kilos.
E agora?
Saberei ter, cuidar, “ensinar”, lidar com um gato? Pois, AMAR, tenho a certeza que saberei.