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domingo, 15 de março de 2015
Gabriel o Pensador - Chega
É um grito que está atravessado na garganta de muita gente!
Sim, o Gabriel Pensador está a falar do seu País... será???? Será que só se aplica ao Brasil? Para mim, é muito familiar, infelizmente...
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Camerata Heitor Villa-Lobos - Parte 01
No Dia Mundial da Música, presto minha homenagem a um Grande Maestro e Excelente Professor; o meu Professor António Manzione.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Pedaço de Mim - Chico Buarque
Deixei de ser filha só porque os
meus pais morreram?
Não continuo a dizer que meu pai gostava disso ou minha mãe costumava dizer aquilo?
Então continuo a SER mãe, mesmo
de filhos mortos.
Há dez anos, encontrava-me
grávida de gémeos.
Tudo corria bem, apesar de ser
uma primeira gravidez, apesar de ter mais de 40 anos, apesar de ser uma
gravidez de gémeos.
Era seguida e bem acompanhada
pela minha médica, através de análises, ecografias, até amniocentese…
Até que… durante uma ecografia,
só ouvimos um coraçãozinho.
Lembro, exatamente, o que a minha
médica disse, naquele momento: “Perdemos
um.”
A pressão arterial teve uma
subida abrupta que causou uma tensão placentária, impedindo o desenvolvimento
dos meus bebés.
Segui, imediatamente, para a
Maternidade Alfredo da Costa para tentar salvar o outro bebé, pois o Pedro já
tinha falecido. (E não me venham falar que não posso dar um nome a um feto
morto. Dentro da minha barriga, já era
meu filho).
Através de uma cesariana, nasceu
o Henrique com 27 semanas e 630
gramas .
Não me deixaram ver o Pedro e nem
o Henrique que seguiu, de imediato, para a Sala 5.
O Henrique lutou, cada minuto,
durante 22 dias.
Durante 22 dias, vi Anjos (na
forma de enfermeiras/os e médicas) entrarem nessa luta de corpo e alma. As
doutoras e as enfermeiras/os estavam sempre atentas a tudo e também tinham a
paciência de explicar-me tudo o que se passava com o meu filho.
Até as voluntárias da Sala 5,
eram pessoas especiais. Lembro de um dia em que o Henrique lutava mais uma vez
pela vida, rodeado por uma equipa de médicos e enfermeiros. Ao ver aquele
alvoroço, fiquei sem reação. Surgiu logo uma voluntária para apoiar-me. Com uma
mistura de graça e seriedade, foi contando a situação e acalmando-me.
No dia seguinte, essa voluntária
aproximou-se de mim, olhou-me bem nos olhos e disse: “Pois é. Ontem, o Henrique
quis ir jogar à bola com o irmão, mas o irmão mandou que voltasse, pois ainda
não havia vaga na equipa.”
Ao fim de 22 dias, o Henrique
juntou-se à equipa do Pedro.
Hoje, os meus filhos fariam 10
anos.
Sim, os meus filhos.
É claro que não perco tempo a
acompanhar os seus trabalhos de casa, a fazer-lhes a comida, a levá-los à
escola, ao futebol…
É claro que não perco tempo nas
consultas médicas, nas reuniões de pais, nas festas de aniversários para os coleguinhas…
Mas… alguém já pensou no que faço
para preencher todos esses espaços vazios?
Alguém, por acaso, pensa que ao
enterrar-se um filho, ele desaparece de nosso coração, de nossa memória?
Por favor, não digam que tenho
mais disponibilidade porque não tenho filhos.
Eu não tenho filhos por opção
profissional ou pessoal.
Eu tenho filhos e, apesar
de não ter a experiência que muitas mães têm nas atividades que desenvolvem com
os seus, acreditem que tenho uma experiência que pouquíssimas têm: o de
levá-los ao cemitério para serem lá depositados.
Há 10 anos tenho ouvido muitas
frases, acredito, que com as melhores intenções para o meu consolo; porém,
depois de sermos mães (mesmo de filhos falecidos), ficamos com a sensibilidade
mais aguçada. Não quero compaixão. Quero compreensão!
("PEDAÇO DE MIM" foi composta para uma peça teatral, “A ÓPERA DO MALANDRO”, na qual a
personagem perde um filho, após nove meses de gestação e mostra todo o sofrimento
da mãe na perda do filho-, o grande sinónimo do poema é a saudade e a dor
incontroláveis.Vale a pena prestar atenção na letra deste tema de Chico Buarque.)
Oh,
pedaço de mim
Oh,
metade afastada de mim
Leva
o teu olhar
Que
a saudade é o pior tormento
É
pior do que o esquecimento
É
pior do que se entrevar
Oh,
pedaço de mim
Oh,
metade exilada de mim
Leva
os teus sinais
Que
a saudade dói como um barco
Que
aos poucos descreve um arco
E
evita atracar no cais
Oh,
pedaço de mim
Oh,
metade arrancada de mim
Leva
o vulto teu
Que
a saudade é o revés de um parto
A
saudade é arrumar o quarto
Do
filho que já morreu
Oh,
pedaço de mim
Oh,
metade amputada de mim
Leva
o que há de ti
Que
a saudade dói latejada
É
assim como uma fisgada
No
membro que já perdi
Oh,
pedaço de mim
Oh,
metade adorada de mim
Lava
os olhos meus
Que
a saudade é o pior castigo
E
eu não quero levar comigo
A
mortalha do amor
terça-feira, 30 de julho de 2013
First Day Of My Life
Gosto desta música e da letra e é uma das "nossas" músicas pois o maridão também adora.
Como estou na semana em que completamos 10 anos de casamento... "baixou" o meu lado romântico...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Ana Moura - Desfado
Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum
Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente
Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste
Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse"
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro
Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande incerteza de não estar certa de nada
(Até poderia ser o MEU desfado...)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
ESPERANÇA
2012 não foi um dos melhores anos;
porém, também não foi dos piores.
Desta vez, não vou fazer "balanço".
Conseguimos "viver" e espero continuar
a "viver" com o mesmo espírito:
sábado, 17 de novembro de 2012
La vita è adesso - Renato Russo
Há
8 anos, após sofrer um aborto espontâneo (ocorrido depois de perder os meus gémeos),
enquanto chorava imenso, sentindo-me atirada contra um muro intransponível, uma
enfermeira de nacionalidade angolana (e menciono o país porque ele traz-me
sempre boas recordações de sua gente) diz-me:
-
Olhe, preste atenção; água que cai na areia não se apanha mais.
Agora,
só lhe resta seguir em frente com a sua vida!
Palavras
simples, acompanhadas por um forte abraço, conseguiram derrubar o muro à minha
frente.
Acabaram
com o vazio que sentia? Claro que não! Enxugaram as minhas lágrimas? De maneira
nenhuma!
Mas
permitiram que respirasse fundo. Permitiram que olhasse para o meu marido e
visse, também, a sua dor. Aliás, as suas dores: a dor de perder a oportunidade
de termos um filho e a dor da sua impotência perante a minha dor.
Nunca
mais vi essa Enfermeira, mesmo porque estava para se reformar e, infelizmente,
não sei o seu nome.
Gostaria
de ter a oportunidade de lhe dizer como aquela frase marcou, profundamente, um
momento tão triste.
Gostaria
que ela soubesse que a sua frase passou a fazer parte da forma como encaro os
muros que podem parecer intransponíveis.
O
passado já passou, deixando suas lições agradáveis ou não.
O
futuro … quem sabe?
O
presente é isso: presente! E como um presente, pode ser o presente pedido ou
uma surpresa (boa ou má), mas será sempre um presente que estará nas nossas
mãos para dar-lhe a melhor utilidade.
Exatamente,
a vida é agora!
sábado, 27 de outubro de 2012
"GENTE HUMILDE " (Chico Buarque)
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a tudo quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde que vontade de chorar.
Tenho andado bastante ausente do meu blog e dos blogues dos meus companheiros de "pensasentimentos" e peço desculpas.
Confesso que o meu nível de esperança, neste país, está bastante em baixo.
Cada vez mais sinto-me perdida, descrente, revoltada...
A minha "neura" leva-me a crer que não consigo escrever algo de positivo; portanto não escrevo nada.
(Obrigada pelas vistas e pelas palavras de ânimo.)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Geraldo Vandré
Pra não dizer que não falei das flores
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Jorge Amado faria 100 anos.
Modinha Para Gabriela
Gal Costa
Quando eu vim para esse mundo,
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, ê meus camaradas!
Eu nasci assim, eu cresci assim,
E sou mesmo assim, vou ser sempre assim:
Gabriela, sempre Gabriela!
Quem me batizou, quem me lumiou,
Pouco me importou, é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela!
Eu sou sempre igual, não desejo o mal,
Amo o natural etc, e tal.
Gabriela, sempre Gabriela!
Quando eu vim para esse mundo,
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, ê meus camaradas!
Eu nasci assim, eu cresci assim,
E sou mesmo assim, vou ser sempre assim:
Gabriela, sempre Gabriela!
Quem me batizou, quem me lumiou,
Pouco me importou, é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela!
Eu sou sempre igual não desejo o mal
Amo o natural, etc e tal.
Gabriela, sempre Gabriela!
Quando eu vim para esse mundo,
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, ê meus camaradas!
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, ê meus camaradas!
Eu nasci assim, eu cresci assim,
E sou mesmo assim, vou ser sempre assim:
Gabriela, sempre Gabriela!
Quem me batizou, quem me lumiou,
Pouco me importou, é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela!
Eu sou sempre igual, não desejo o mal,
Amo o natural etc, e tal.
Gabriela, sempre Gabriela!
Quando eu vim para esse mundo,
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, ê meus camaradas!
Eu nasci assim, eu cresci assim,
E sou mesmo assim, vou ser sempre assim:
Gabriela, sempre Gabriela!
Quem me batizou, quem me lumiou,
Pouco me importou, é assim que eu sou
Gabriela, sempre Gabriela!
Eu sou sempre igual não desejo o mal
Amo o natural, etc e tal.
Gabriela, sempre Gabriela!
Quando eu vim para esse mundo,
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela, ê meus camaradas!
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Reza - Rita Lee
Rita Lee sempre foi (e continua a ser) única.
Única na irreverência, na sua postura, na sua ideologia, na sua filosofia de vida.
Não há meio termo: ou gostam dela ou odeiam-na.
Eu, apesar de não tê-la como um MODELO,
gosto imenso de seus temas,
gosto da sua irreverência,
gosto daquilo de "não ter papas na língua",
gosto dela.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
No Mercado Persa; de Albert Ketelbey
O Maestro Antonio Manzione dava/dá as suas aulas para turmas com vários alunos. Ele não dava aulas individuais para ensinar a tocar violão.
Nas suas aulas não aprendíamos apenas a TOCAR violão. Aprendíamos a OUVIR música, a OUVIR diversos instrumentistas e, principalmente, a OUVIR o colega.
Um dia, ele trouxe um disco de vinil (LP) com obras de Ketelbey e colocou este tema para que percebêssemos os vários instrumentos que participavam na execução desta obra.
Nós, enquanto alunos, observámos que um dos nossos colegas, a meio do tema, adormeceu. Como havia sempre um espaço significativo entre nós (para que não atrapalhássemos o colega do lado, enquanto tocássemos) era impossivel "acordá-lo" sem que o professor notasse o nosso movimento.
E agora?
Com certeza que o Professor vai dar-lhe um valente raspanete...
Afinal, ele DORMIU na aula!!!
A música chega ao seu término e o Professor fez o que era o seu hábito: perguntar a cada um de nós, as nossas impressões. (Entretanto, o nosso colega já tinha acordado, ao ouvir a voz do Maestro.) E assim foi questionando cada um, ouvindo com toda a atenção, até que chegou ao nosso colega.
Porém, em vez de formular uma questão "aberta" (tipo: - Então, gostou?): formula uma questão bem específica.
Nosso pensamento foi geral: "danou-se!"
O colega engasga, baixa a cabeça, começa a gaguejar e o Professor diz:
- Não sabe, "né"? Você adormeceu!
E o aluno, todo envergonhado, pede desculpas.
E é no momento seguinte que o Professor Maestro Antonio Manzione dá, a todos nós, uma grande lição:
- Desculpa? Está a pedir desculpa por a música ter, VERDADEIRAMENTE, cumprido a sua missão?
A música tranquilizou-o. A música levou-o a um estado de tal relaxamento que até o fez transportar para outro plano. Esta é a missão da música: levar-nos para longe! Não peça desculpa! Você deixou que a música cuidasse de si.
O Professor Antonio Manzione não ensinava APENAS a tocar violão!
terça-feira, 10 de abril de 2012
"Caixinha de Música", de Isaías Sávio
Esta era a preferida de minha mãe e a única que toquei em "solo" para o público.
Quando o Maestro Antonio Manzione entregou-me a partitura de "Caixinha de Música", de Isaias Sávio, disse-lhe prontamente que não seria capaz de tocá-la. E ele respondeu-me, de uma forma muito própria:
"- Você acha que se não fosse capaz, eu a entregaria para você? Tenha santa paciência!"
(Tenho que ir tirar o pó ao meu violão... acho que ando muito saudosista...)
Green Sleeves
Conta a lenda que Greensleeves foi composta pelo rei inglês Henrique VIII (1491 - 1547). A lenda refere que Henrique VIII a fez para a sua amante e futura rainha consorte Ana Bolena. Ana rejeitou as tentativas de Henrique de seduzi-la e esta rejeição é aparentemente a que se refere na canção, quando o escritor do amor "vazio". No entanto, Henrique não escreveu "Greensleeves", que provavelmente é do período Isabelino e é baseado num estilo italiano, cuja composição não chegou a Inglaterra até depois da sua morte.(fonte: Wikipédia)
O que é fato é que é uma das músicas que minha mãe adorava que lhe tocasse.
Tradução livre em português:
Ai, meu amor, você me leva aos erros,
Para me abandonar grosseiramente
Eu lhe amei tanto tempo,
Me aprazendo em sua companhia
Refrão:
Mangas-Verdes são toda minha alegria
Mangas-Verdes são o meu prazer
Mangas-Verdes são meu coração de ouro
E quem senão minha Dama-das-Mangas-Verdes
Seus votos foram violados como meu coração (quebrou)
Porque você me arrebatou?
Agora estou em um mundo diferente
Mas meu coração está em cativeiro
Refrão
Eu estava em suas mãos
E lhe concederia o que tu me pedisses
Eu havia apostado na vida e no mundo
Seu amor e bem estar para sempre
Refrão
Se tu pretendes assim desdenhar
Isso só vai me arrebatar mais
Logo, ainda sou
Um amante em cativeiro
Refrão
Meus empregados estavam vestidos de verde
E sempre esperaram alguma vez
Tudo isso foi tão galante
Mas tu ainda não me amas
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Camerata e cidade de Santos - Desde 2007
E agora é para matar saudades da cidade onde vivi metade da minha existência.
Esta cidade é linda! A gente desta terra mora no meu coração.
(todos os sons são produzidos apenas por violões; até o som do comboio/trem é feito com recurso ao violão)
História da Camerata Villa-Lobos
Sempre que visito o blog de Nuno, sinto uma grande melancolia pois lembro de uma vivência maravilhosa que faz parte desta história. Todos os ensaios, todas as apresentações sempre foram mágicas e inesquecíveis.
domingo, 1 de abril de 2012
Maestro Manzione ensinando Romance de Amor; de Antonio Rovira
Meu Maestro, Grande Professor, Grande Lutador! Quanta saudade!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
CHICO BUARQUE - VAI PASSAR
Mais do que uma Marchinha de Carnaval, uma crítica (muito atual) e aplicável a certos Países!
Chico Buarque, um grande Poeta, um grande Filósofo, um grande Pensador!
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
Chico Buarque, um grande Poeta, um grande Filósofo, um grande Pensador!
Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
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