Companheiros de Pensamentos

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sábado, 12 de novembro de 2016

Adeus, Kibon.




Para alguns, foi apenas um cão. Para outros, como eu, foi um CÃOpanheiro de 16 anos e 3 meses.

Alguns nunca entenderão porque outros, como eu, choram a morte de um animal.

Nem vou me dar ao trabalho de explicar porque alguns nunca irão entender.

No entanto outros, como eu, choram a morte do Kibon.

Mas este choro vai parar porque vou apenas relembrar todas as peraltices que ele fez, todas as lambidelas que deu, todas as peripécias que vivemos juntos, a grande companhia que proporcionou às pessoas que o amaram.

"Amor? Mas alguém ama um cão?" (dirão alguns.)

Sim, responderão outros, como eu, porém nunca amaremos tanto quanto nos amou.

SERÁS SEMPRE O MEU "KIBON LINDO"
E OBRIGADA POR TERES SIDO
UM BOM E GRANDE CÃOPANHEIRO!

domingo, 3 de maio de 2015

Pior Dia do Ano

Para mim, este é o pior dia do ano pois, para além de já não ter a minha Mãe Sábia, Amiga, Companheira, Confidente para mimá-la, também não tenho os meus filhos para receber seus mimos.
Dor em dobro: não tenho a minha Mãe Amiga, mesmo tendo maravilhosas memórias de momentos vividos; não tenho meus filhos e, pior, nem momentos vividos para recordar...
Não quero pena, nem compaixão!
Apenas peço respeito!
Pelo menos num dia do ano, não me obriguem a pensar em agradar os outros.
Pelo menos num dia do ano, não esperem que seja a "animada".
Pelo menos num dia do ano, deixem-me chorar...
Felizmente, tenho alguém ao meu lado que entende, que respeita e que faz tudo para que possa passar esse dia, da melhor forma possível.

(Rosa Amarela = "Não há, talvez, nenhuma outra flor que possa trazer para fora um sorriso guardado ou devolver a alegria perdida em momentos difíceis.")

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

COPAN

Via uma reportagem sobre o edifício COPAN (Companhia Pan-Americana de Hotéis) na televisão e fui transportada para essa grande e complexa cidade: São Paulo.
Conheci essa grande metrópole pelas mãos de meu pai, em 1977. Algo deixava – me muito intrigada, o fato de meu pai amar essa cidade, logo ele que fugia do stress, das aglomerações… Quando perguntava-lhe como conseguia gostar daquela confusão, ele, simplesmente, respondia:
- Não é confusão. É movimento organizado!
Passados uns anos, mais precisamente em 1993, trabalhei nessa metrópole durante 6 meses e constatei que era mesmo um movimento organizado. Aliás, tinha que ser… com a população existente!
Foram seis meses de muito cansaço, stress, “garoa” mas de uma maravilhosa experiência.
Conheci pessoas fantásticas!
Estava “cedida” pela COSIPA ao Ministério de Infra-Estrutura (não sei se ainda tem o mesmo nome), desempenhando as funções de secretária (eu… que trabalhava num laboratório de análises clínicas…). Porém, tive a sorte de encontrar Grandes Profissionais: excelentes chefes, maravilhosos colegas. Aprendi imenso!
A par da experiência profissional, ao circular pelas suas avenidas, ruas, admirava aquele mundo:
- suas imensas vias;
- seu trânsito enérgico;
- seus edifícios que “arranhavam” os céus;
- o bairro da Liberdade;
- o parque do Ibirapuera; e, claro,
- o COPAN.
Este edifício destacava-se e alimentava minha imaginação. Tantas vidas num mesmo lugar, tantas pessoas tão próximas e tão distantes!

Apesar de entender que uma cidade como São Paulo é um centro de inúmeras experiências, oportunidades, culturas, artes, comunidades… enfim… prefiro a calma e a amplitude de uma paisagem alentejana!


(Para conhecer um pouco mais desse grandioso COPAN,
pode visitá-lo aqui.)

sábado, 12 de maio de 2012

Pedro e Henrique

(imagem tirada da net)
É impossível não lembrar.
Por mais que tenha seguido "em frente",
por mais que "pareça" forte,
por mais que tente arranjar "consolos" ou "justificações";
hoje fariam 8 anos.

sábado, 5 de maio de 2012

Minha Mãe

Não existem palavras suficientes para descrever o que sinto pela minha Mãe.
Minha grande e, muito sábia, Amiga, meu colo, minha cura, minha conselheira, meu TUDO.
Conhecia-me como ninguém... Eu não precisava falar para que ela me “ouvisse”.
Lia a minha alma.
Tinha sempre a palavra certa para toda e qualquer situação, por mais difícil que fosse.
Era o alicerce da nossa casa (como meu pai costumava sempre dizer a todos os seus amigos e colegas).
Possuía uma grande Fé; fé em Deus e no ser humano. Para ela, todas as pessoas mereciam uma segunda, terceira, quarta, ... , oportunidade.
Nunca desistia de nada e de ninguém. Sempre foi uma lutadora.
Era dona de uma força enorme que ultrapassava em muito a sua pequena e, aparente, frágil estatura. Sempre via “a luz ao fim do túnel. O seu lema era: melhores dias virão.
Nunca a ouvi ralhar, gritar ou elevar a voz. Inúmeras vezes, quando criança, não seguia as suas recomendações e acabava estatelada no chão, com joelhos e mãos esfolados. Corria, chorosa, para perto dela, temerosa que fosse ouvir um valente ralhete. Em vez disso, lá ia ela buscar o seu estojo de “primeiros socorros” e, ao mesmo tempo que tratava das minhas feridas, dizia “eu avisei, eu disse-te que isto podia acontecer”. E assim reagiu comigo sempre que alguma coisa corria mal, por não ter ouvido seus conselhos. Curava as minhas feridas, sem reprimendas, cuidava.
Transmitia uma calma, uma serenidade, não só ao meu pai e a mim, como a todos que se aproximavam dela, independente se fossem crianças, jovens ou adultos.
Minhas colegas de estudo preferiam realizar os trabalhos da escola/faculdade na minha casa, apesar de ser muito mais simples e humilde do que a delas, porque lá "sentiam paz".
Os animais sempre a procuravam (era incrível); os nossos cãezitos, quando estavam doentes ou sentiam dores, eram para ela que corriam.
Meu pai e eu, quando doentes, melhorávamos, quando ela pousava sua mão em nós.
Gostava muito do meu marido e, pela primeira vez na vida, não lutou contra a dor... Sentiu que ele iria fazer-me feliz e ... partiu ... Como ela mesma dizia, foi encontrar-se com o amor da sua vida, o meu pai.
Como sempre, ela estava certa.
A vida da minha mãe foi uma permanente lição: lição de como viver, como amar, como ser feliz, como fazer os outros felizes, como transformar cada momento em momentos especiais. Mas ela não me ensinou como fazer para que ela fosse eterna, apesar de ser eterna nas minhas lembranças.
Deixou uma grande saudade... Fazes-me muita falta, Mãe.

sábado, 16 de outubro de 2010

Da minha janela...

O que vejo da janela do meu local de trabalho?

Vejo memórias de momentos maravilhosos!Vejo pessoas únicas que são amigas únicas!

Vejo o desejo de ter o poder de congelar os momentos.

Vejo que a verdadeira amizade não se desfaz com a distância.

Vejo que um oceano é nada, comparado com o sentimento sincero de querer o bem do outro.

Vejo, também, que sou feliz por ter certas pessoas em meu coração, por ter a profissão que tenho

e que me proporciona momentos únicos, inesquecivéis;

como aqueles momentos passados naquela Serra de Sintra.

E vocês? O que vêem?