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Companheiros de Pensamentos

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Discurso X Ação

Alguém disse que sou do século passado…
É verdade!
E desde o século passado que ainda não consegui aceitar como algumas pessoas conseguem ter um discurso e agir, completamente, de forma diversa.
Não consigo entender! E porque será?
Talvez porque tive a sorte de ter tido pais que educaram-me através de suas atitudes, de seus exemplos. O modo de vida deles era o “meu caderno de exercícios”.
Nunca os ouvi dizer “faz o que digo e não o que faço”.
Já adulta, quando resolvi praticar uma arte marcial, tive a ”sorte” de conviver com mestres que “praticavam” a filosofia que pregavam. Assim, aprendi que Karatê é para ser “vivido” a cada dia e não, apenas, numa academia.
Ao tornar-me professora, assumi que tinha a responsabilidade acrescida de manter este ensinamento, ou seja, o meu discurso não podia dissociar-se da minha prática.
Infelizmente… sou encarada (por alguns) como uma “ave rara”!
Infelizmente? Não!
Tenho orgulho de permanecer fiel a mim, aos meus princípios, ao meu “discurso”.


Mesmo que seja a única pessoa a não compactuar com o lançamento de balões…



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Código de Conduta

Elaborar um Código de Conduta para os membros do Governo.


Ops!!!
Mas não é suposto que os políticos, membros de um Governo, tenham uma conduta irrepreensível????


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Grrrrrr

Alguém pode explicar
porque ainda me aborreço em certas reuniões?

domingo, 15 de março de 2015

Gabriel o Pensador - Chega





É um grito que está atravessado na garganta de muita gente!
Sim, o Gabriel Pensador está a falar do seu País... será???? Será que só se aplica ao Brasil? Para mim, é muito familiar, infelizmente...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

LIBERDADE


Nasci e cresci em regimes ditatoriais, em dois países: Portugal e Brasil.
A Ditadura é um bom regime?
Ninguém gosta de viver com o sentimento de que está constantemente a ser vigiado e controlado.
Meu avô paterno era monárquico e, até à sua morte (1961), sempre ostentou na lapela de seu casaco o pin da monarquia. Frequentava os cafés de Lisboa, como “Brasileira”, “Nicola”; e sempre manteve grandes diálogos, sobre assuntos como música e política, mesmo tendo a plena consciência de que, na mesa ao lado, estariam elementos da PIDE.
Meu pai, por duas vezes, quis tentar “melhorar de vida”, saindo de Portugal. Na primeira vez, foi chamado à PIDE para responder a várias questões: queria ir para onde?; para quê?; por quê?
Após responder a todas as questões e mais algumas, voltou a ser chamado para mais uma série de questões. Pelo meio do interrogatório, meu pai olhou bem para o agente e “atirou”:
- O senhor sabe mais da minha vida do que eu próprio. Já sabe as respostas antes de fazer-me as perguntas. Portanto, vamos parar de gastar o nosso tempo: ou autoriza a minha saída, ou não.
(Meu pai nunca foi o exemplo de serenidade; muito pelo contrário, manifestava-se sempre contra toda a atitude de prepotência e injustiça.)
E assim meu pai foi trabalhar 4 anos no Brasil.
Na segunda vez, logo à primeira “entrevista”, meu pai “atirou” a mesma frase e poupou-se muito tempo: foi para Angola, indo minha mãe e eu, passado pouco tempo.
Será que eles tinham sorte? Não sei.
Será que nunca sofreram represálias por não terem filiação política?
Talvez.
Sei que nunca alteraram a sua maneira de ser, a sua postura, as suas convicções no que diz respeito a justiça e respeito ao outro e a si mesmo, enquanto indivíduo.
Após a revolução de cravos, já em 1975, decidimos ir para o Brasil, pois por estas bandas, no auge da “tal” liberdade, impediam que todas as pessoas que voltavam de Angola tivessem acesso ao emprego. Sim, inúmeras vezes estava tudo encaminhado para meu pai preencher determinada vaga, ATÉ ele mencionar o seu último emprego. AÍ, como magia, a vaga deixava de existir.
Bem, se aqui tínhamos a PIDE, lá no Brasil, tínhamos o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). Desde o momento que fomos ao Consulado do Brasil para pedir a autorização de entrar no país, até a receber, passaram 4 meses. Meu pai, tendo nascido lá, teve que esperar que o DOPS pesquisasse toda a sua vida, principalmente se tinha envolvimentos de ordem política.
Sim, o regime ditatorial é controlador.
Agora vivemos com LIBERDADE!
Liberdade essa que manipula a forma como se ensina; liberdade essa que força recém licenciados a sair de seu país; liberdade que “usurpa” direitos adquiridos, à custa de muita luta; liberdade que “deixa” manifestar-te à vontade para, a seguir, premiar-te com a “NÃO RENOVAÇÃO” do teu contrato de trabalho ou, melhor, “promove-te” para um outro lugar bem mais distante da tua residência; liberdade que “rouba” os nossos salários e obriga-nos a trabalhar mais tempo.
Se calhar, os CAPITÃES DE ABRIL, lá no seu íntimo, devem estar a perguntar-se: FOI PARA ISTO ?
E agora surge a questão: - Prefiro viver numa ditadura ou numa democracia?
Desejo viver num regime político onde todos tenham a liberdade para ter acesso a um sistema público de saúde eficiente e de qualidade; onde todos tenham a liberdade para ter acesso a um ensino público de ensino onde se respeite o ritmo de aprendizagem de cada indivíduo e valorize-se as suas capacidades e competências; onde todos tenham a liberdade de ter acesso a um trabalho com condições e salário dignas; onde todos tenham a liberdade de ir e vir em segurança; onde todos tenham a liberdade de ter acesso a um serviço de justiça, verdadeiramente, imparcial; onde todos tenham a liberdade de poder desejar envelhecer pois sabem que terão uma velhice com qualidade.

Neste momento, sinto que vivo num regime muito pior do que a ditadura…

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Qual o problema?


Uma mulher tem um filho. Quando esse filho completa um ano, o seu pai morre.
A mulher sente-se muito triste e, para a ajudar, a sua mãe (também recentemente viúva) vem viver com ela. Assim, essas duas mulheres cuidam, educam, acompanham o crescimento desse menino, passando pela sua infância, adolescência…
Esse menino transforma-se num homem que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
O menino que cresceu num agregado familiar sem a referência masculina tornou-se num bom profissional, bom marido, bom pai, enfim, num ser humano completo e equilibrado.

(imagem tirada da net)
Duas mulheres conhecem-se e apaixonam-se. Resolvem viver juntas e, passado um tempo, adotam um menino com um ano de idade. Assim, essas duas mulheres cuidam, educam, acompanham o crescimento desse menino, passando pela sua infância, adolescência…
Esse menino transforma-se num homem que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
O menino que cresceu num agregado familiar sem a referência masculina tornou-se num bom profissional, bom marido, bom pai, enfim, num ser humano completo e equilibrado.

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Um homem e uma mulher casam-se e, passado algum tempo, têm uma bebê.
Infelizmente, quando a menina completa um ano, a sua mãe vem a falecer e, para além desta perda, o homem fica desempregado.
O pai deste homem (também viúvo) convida-o a ir viver com ele, para ajudá-lo. Assim, estes dois homens cuidam, educam, acompanham o crescimento dessa menina, passando pela sua infância, adolescência…
Essa menina transforma-se numa mulher que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
A menina que cresceu num agregado familiar sem a referência feminina tornou-se numa boa profissional, boa esposa, boa mãe, enfim, num ser humano completo e equilibrado.

(imagem tirada da net)
Dois homens conhecem-se e apaixonam-se. Resolvem viver juntos e, passado um tempo, adotam uma menina com um ano de idade. Assim, estes dois homens cuidam, educam, acompanham o crescimento dessa menina, passando pela sua infância, adolescência…
Essa menina transforma-se numa mulher que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
A menina que cresceu num agregado familiar sem a referência feminina tornou-se numa boa profissional, boa esposa, boa mãe, enfim, num ser humano completo e equilibrado.
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Qual o problema da adoção por casais homossexuais?

 O problema é o …PRECONCEITO.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sugestão de Aposentadoria

"Amei" a sugestão do senhor Miguel S. Tavares: as pessoas que tivessem mais filhos, aposentavam-se mais cedo.
 
(Conheço algumas que se aposentariam antes de começar a trabalhar...)

 Quem me conhece sabe o quanto respeito ser PAI / MÃE ... o que é bem diferente de ser APENAS progenitores.

domingo, 16 de setembro de 2012

Início de Ano Letivo

Inicia-se um novo ano letivo.
Confesso que este início de ano letivo vem acompanhado de uma grande frustração e revolta.
A grande insegurança que tenho, frente a um futuro próximo tão incerto, deixa-me com uma certa “neura”.
Revolta-me o fato de como sou roubada, constantemente, no resultado do meu trabalho. Até conformava-me com a falta de aumentos salariais mas tirarem-me o que já conquistei… é duro!
Devido às medidas economicistas de um governo que não respeita, nem valoriza a educação, tenho uma turma com o limite máximo permitido de alunos, com dois anos de escolaridade e com alunos que possuem necessidades educativas especiais. Em defesa de uma pseudo economia, prejudicam o percurso dessas crianças que mereciam melhor atenção por parte daqueles que “supostamente” são os doutores da educação.
Para quem sobra?
Para a professora que tem que ser “3 em 1”:
- tem que ser a professora do 3º ano;
- tem que ser a professora do 4º ano;
- tem que ser a professora para atender todas as necessidades educativas especiais dos seus alunos.
E isto tudo, ao mesmo tempo.
É fácil? Claro que não. Mas é frustrante, pois temos sempre a sensação que não fazemos tudo o que eles merecem.
Há algo de positivo nesta situação?
É claro que há: basta entrar na sala de aula, olhar os seus rostos, ouvir as suas risadas, perceber a vontade de aprender, de crescer que os seus olhinhos transmitem.
Como já disse e repito: ainda não nasceu o ministro de Educação que me fez perder a paixão pela minha profissão!
 
(imagem tirada da net)
 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Vergonha!


(imagem retirada do blog Professores Lusos)

Hoje, milhares de professores estão à espera para saber se têm ou não trabalho e onde.
Situação que se repete todos os anos.Depois de saberem se têm colocação, e se essa colocação for distante da residência, têm que correr para procurar quarto ou casa para alugar, pois têm que se apresentar na segunda-feira; para além de começar a preparação para as aulas.
Ah, mesmo que a distância seja superior a 100 km, não têm SUBSÍDIO DE DESLOCAÇÃO, não têm AJUDAS DE CUSTO.
E não são só os Professores Contratados que estão nessa situação; são todos os Professores.
Afinal, quem mandou escolher a Profissão de Professor?

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Por quem os sinos dobrem?"

Ando sem vontade para andar por aqui. Acredito que deve-se a tudo que se passa ao nosso redor. Injustiças sociais, corrupção, violência, desemprego, cada vez mais o mês é bem mais comprido que o nosso salário. É claro que tudo fica insignificante quando nos deparamos com a notícia da morte de um rapaz com 39 anos. Rapaz que morre a trabalhar, devido a um acidente, que podemos chamar de "estúpido". Um rapaz que tinha dois filhos, que contribuía para a economia do país, que contribuía para manter no emprego outros país de família, que tinha todo um futuro pela frente. Perante isto, o que nos resta pensar? Apenas que devemos viver cada dia, da melhor forma possível, fazendo uma força enorme para sorrir pois, apesar de tudo, ainda estamos vivendo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Apenas bestas.

Fico imaginando como o nosso mundo não ficaria muito melhor se "certa juventude" canalizasse o seu ímpeto, a sua energia, a sua "pseudo" revolta, para vivenciar atitudes do BEM.
(imagem da net)
Só para dar alguns exemplos:
- Se resolvessem (já que têm tanto tempo livre) visitar, conversar, colaborar com pessoas idosas que vivem sozinhas;
- Se resolvessem visitar aqueles doentes que não recebem visitas e levar-lhes um pouco dessa energia que tanto têm;
 - Se fossem dar um pouco de atenção e cuidado aos canis e gatis, por que não?
Dizem que o futuro está nas mãos dos jovens! Meu Deus, que futuro nos espera?
E desde quando eu descarrego a minha revolta na vida dos outros?
Apesar de alguns comentaristas, sociólogos, psicólogos, jutificassem tais atitudes com o desemprego, com a "crise"; ... não vi jovens saquear para roubar comida.
Só vi apenas o prazer em destruir, em estragar...
Prazer em partir tudo, queimar tudo, prazer em fazer mal.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Evidências



Pedem-me evidências.
Tenho que relatar evidências do meu trabalho.
Será que posso escrever como os olhos do meu aluno ficam brilhantes ao descobrir que as letras podem fazer sentido? Será que posso descrever esse olhar como uma evidência de que estou a mostrar-lhe o início de um mundo novo?
Será que posso escrever como evidência de “Articular Conteúdos”, a alegria que sinto quando um aluno resolve uma situação problemática, seja ela matemática ou não?
Será que posso mencionar como evidência de “Formar para a Vida”, a emoção que sinto ao observar os meus alunos ao longo de um Ciclo e constatar todo o progresso que atingiram?
Será que posso registar como evidência da “Articulação Escola/Família/Comunidade”, todo o respeito, apoio, colaboração e carinho que recebo dos pais e familiares dos meus alunos? Sim, sei que a imprensa está sempre a falar que os pais não apoiam os professores mas, desde que sou professora, tenho tido a “sorte” (chamemos assim) de receber todo o respeito dos encarregados de educação.
Será que estas evidências podem constar de um relatório de auto-avaliação?
Não, não podem. Neste momento, somos comandados por números, estatísticas, níveis de desempenho e blá, blá, blá.
E, eu, sinto-me engolida numa máquina que ordena-me que processe papéis em que estejam presentes números, estatísticas, evidências…

Resta-me um consolo. Esse olhar brilhante, aquele sorriso triunfante, aquela frase sentida pronunciada por um avô, entre tantas outras “evidências”, são as minhas notas de desempenho que forçam-me, cada vez mais, a continuar nesta profissão que tanto amo e respeito.