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Companheiros de Pensamentos

domingo, 5 de maio de 2013

Surpresa

Após um post de desabafo, vivo um momento que vem reforçar o porquê ainda continuo nesta profissão.
Como já escrevi neste " meu cantinho", o dia da mãe não é dos melhores do ano.
Na semana passada, uma aluna perguntou-me se eu tinha filhos. Respondi-lhe que já tinha tido mas que haviam falecido. Ela apenas disse: - Acho isso triste. E dirigiu-se para o recreio.
Pois na sexta-feira passada, sou surpreendida por toda a turma:
 
Para além de preencher o quadro com palavras e mensagens carinhosas,
 
 
 
também pintaram pequenas caixinhas
 
 
 
 
que continham lindos desenhos e belos poemas.
 


 

São gestos como estes,
vindo de crianças que,
de certa forma,
passam uma boa parte de seus dias com os professores,
que nos mostram como
VALE A PENA SER PROFESSORA.

domingo, 21 de abril de 2013

Não teremos mais nada!

"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro."  (D. Pedro II)


Sinceramente, gosto muito de ser professora mas fico indignada com a falta de respeito, ou melhor, com a falta de conhecimento sobre a nossa função.
Sempre ouvi meus pais dizerem que: "na escola recebes a instrução, em casa recebes a EDUCAÇÃO."
Desde cedo, isto é, desde o primeiro ano de escolaridade, meus pais ensinaram-me que EU era a responsável pelo meu trabalho como aluna; o que englobava: prestar atenção nas aulas, tirar todas as dúvidas com os professores, realizar as tarefas pedidas (tanto na escola como em casa) e, principalmente, exercitar a educação que levava de casa.
Meus pais nunca "se preocuparam" se eu tinha ou não trabalhos para casa, se eu tinha ou não que estudar para testes.
Deixaram sempre bem claro que a minha profissão era ser aluna e, portanto, tinha que aprender, desde cedo a organizar-me, a ser responsável nas minhas tarefas.
É claro que deram-me as "ferramentas" necessárias: uma alimentação saudável, muito carinho, uma presença constante enquanto pais/amigos/companheiros.
Mas nunca questionaram se havia muito trabalho para casa, se havia muitos testes...
Quando eu reclamava porque algum professor aplicava um "teste surpresa", ouvia como resposta: "É tua obrigação estar preparada!"
Quando eu reclamava que tinha testes em dias consecutivos, recebia como resposta: "Organiza-te; mesmo porque não se estuda SÓ de véspera!"
Sim, em minha casa, respeitava-se a profissão de Professor.
Significa que Professor nunca erra? Claro que não! Em todo o meu percurso enquanto aluna, houve uma situação que meu pai teve que falar com uma professora e houve outra que eu discuti com o professor (porque dirigiu-se ofensivamente à turma). Respeito é uma via de "mão dupla".
No entanto, nos dias de hoje, a impressão que tenho é que "certos" pais infantilizam demais seus filhos. Chamam para si responsabilidades que cabem a seus filhos.
Nos dias de hoje, colocam os filhos no futebol, no balé, na banda, no judo, no basquetebol, na natação,... e a escola que, no meu entender, deveria ser a 1ª prioridade fica renegada a acessório. E o pior: não sobra tempo para a criança BRINCAR.
E aí sobra para o Professor! Que não devia mandar tarefas para casa, a fim de consolidar os conteúdos trabalhados em aula, que não devia marcar muitos testes, que não devia puxar tanto pelos alunos... sem falar que também há quem reclame por o Professor "insistir" para que o aluno coma o seu lanche, para que não fique muito tempo sem se alimentar (!).
Há dias que tenho vontade de "chutar o balde".
Por outro lado, felizmente, muitos pais conhecem bem a nossa função e, o mais importante, educam os seus filhos, preparando-os para serem responsáveis, ativos, participativos.
E lá se foi mais um desabafo!
Amanhã, terei uns olhinhos risonhos, umas carinhas prontas para receber e dar muita energia.
 
 

domingo, 14 de abril de 2013

E AS "MINHAS" ANDORINAS CHEGARAM !!!!

Os pardais "ocupas" não conservaram o lugar que invadiram
(sem autorização).

Mas as andorinhas já começaram o seu trabalho de reconstrução.

Admiro muito estas avezitas!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Páscoa Feliz

Páscoa é "passagem".
Passagem para algo que, espera-se, seja melhor.
Foi assim antes de Cristo e, também, depois de Cristo.
E anseio que continue a ser sempre
uma PASSAGEM para algo bom.
Desejo a todos que esta Páscoa
possa ser mais uma "passagem" para algo bem melhor.
Uma Páscoa bem Feliz para todos os
que me presenteiam com a vossa visita!

terça-feira, 26 de março de 2013

CHUVA

Será que já não chega de tanta chuva?
Será que já não chega de tantos dias cinzentos?
Tenho saudades do céu azul.
Tenho saudades dos dias luminosos.
Tenho saudades da PRIMAVERA.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Andorinha

E a Primavera chegou!
Confesso que ando sem disposição para “passear” por estas bandas. Agradeço imenso as palavras carinhosas mas ando mesmo desanimada com tantas notícias ruins e com tanta falta de vergonha na cara… enfim…
Mas a Primavera chegou, finalmente!
Começa a minha estação favorita pois, com ela, chegam umas lindas visitantes: as andorinhas.
Gosto imenso de ver o dia a dia delas.
Começam por consertar o ninho pois, após um ano, são sempre necessários uns retoques.
Depois, adoro ver as suas acrobacias aéreas: rasantes, descidas vertiginosas, curvas apertadas, aterrissagens meticulosas.
Por fim, há o encanto de ouvir as suas “conversas” do fim do dia!
Confesso que, se um dia arriscasse fazer uma tatuagem, seria a de uma andorinha.
A tatuagem de andorinha significa a volta para casa e a lealdade a um amor verdadeiro, seja por amigos, seja pela família ou pela pessoa amada, pois as andorinhas são aves que possuem um único parceiro para toda sua vida.
Quem sabe, um dia… não me encho de coragem e… quem sabe!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Professor está sempre errado

(imagem tirada da net)
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência;
É velho, está superado!
Não tem automóvel, é um pobre coitado;
Tem automóvel, chora de "barriga cheia”!
Fala em voz alta, vive gritando;
Fala em tom normal, ninguém escuta!
Não falta ao colégio, é um “caxias”;
Precisa faltar, é um “turista”!
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos;
Não conversa, é um desligado!
Dá muita matéria, não tem dó do aluno;
Dá pouca matéria, não prepara os alunos!
Brinca com a turma, é metido a engraçado;
Não brinca com a turma, é um chato!
Chama a atenção, é um grosso;
Não chama a atenção, não sabe se impor!
A prova é longa, não dá tempo;
A prova é curta, tira as chances do aluno!
Escreve muito, não explica;
Explica muito, o caderno não tem nada!
Fala corretamente, ninguém entende;
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário!
Exige, é rude;
Elogia, é debochado!
O aluno é reprovado, é perseguição;
O aluno é aprovado, deu “mole”!
É, o professor está sempre errado...
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!!!

(Jô Soares)

Tem dias que sinto exatamente isto...
Porém, também há dias que compensam os outros...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Dia dos Namorados

(Pastelaria "7 Momentos")
Já tinha publicado este post no blog. Há uns dias mandei-o para um jornal local que o publicou.
Hoje, o jornal foi entregue pelo correio e o meu marido foi o primeiro a lê-lo.
Foi uma bonita surpresa.
Quando saí do trabalho, meu marido foi buscar-me e fomos tomar um café que veio acompanhado com uma doce surpresa: o cupcake da foto.
Em tempos de crise, com o marido no desemprego, com cortes no salário, não podemos fazer grandes comemorações; porém, o mais importante são os pequenos gestos do dia a dia.
Não sou poeta para falar sobre o Amor.
Só sei que tenho ao meu lado, alguém que é muito especial.
Alguém que ajudou-me a ultrapassar uma fase muito difícil e triste.
Alguém que sabe, exatamente, o que sinto.
Alguém que adivinha os meus desejos e vontades.
Alguém que ouve a minha revolta, mesmo que não a entenda.
Alguém que me aceita como sou.
Alguém que "ensina-me" a ser mais paciente e tolerante.
Alguém que não sabe escrever lindas cartas de amor mas sabe colher as mais lindas flores do campo, para mim (as minhas preferidas).
Alguém que começou a ver os animais com outros olhos, com o meu olhar.
Alguém que pode esquecer a data do nosso casamento (já esqueceu uma vez) mas não escolhe nenhuma data para tratar-me com carinho, para dedicar-me atenção, para fazer-me feliz.
Alguém que tratou a minha mãe como se fosse o próprio filho (nunca vou esquecer isso).
Alguém com quem gosto de passar todos os dias (e noites).
É com esse alguém que estou a viver um eterno Namoro, um bom e feliz Casamento, um forte e grande Amor.
Feliz Dia dos Namorados, Carlos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Qual o problema?


Uma mulher tem um filho. Quando esse filho completa um ano, o seu pai morre.
A mulher sente-se muito triste e, para a ajudar, a sua mãe (também recentemente viúva) vem viver com ela. Assim, essas duas mulheres cuidam, educam, acompanham o crescimento desse menino, passando pela sua infância, adolescência…
Esse menino transforma-se num homem que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
O menino que cresceu num agregado familiar sem a referência masculina tornou-se num bom profissional, bom marido, bom pai, enfim, num ser humano completo e equilibrado.

(imagem tirada da net)
Duas mulheres conhecem-se e apaixonam-se. Resolvem viver juntas e, passado um tempo, adotam um menino com um ano de idade. Assim, essas duas mulheres cuidam, educam, acompanham o crescimento desse menino, passando pela sua infância, adolescência…
Esse menino transforma-se num homem que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
O menino que cresceu num agregado familiar sem a referência masculina tornou-se num bom profissional, bom marido, bom pai, enfim, num ser humano completo e equilibrado.

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Um homem e uma mulher casam-se e, passado algum tempo, têm uma bebê.
Infelizmente, quando a menina completa um ano, a sua mãe vem a falecer e, para além desta perda, o homem fica desempregado.
O pai deste homem (também viúvo) convida-o a ir viver com ele, para ajudá-lo. Assim, estes dois homens cuidam, educam, acompanham o crescimento dessa menina, passando pela sua infância, adolescência…
Essa menina transforma-se numa mulher que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
A menina que cresceu num agregado familiar sem a referência feminina tornou-se numa boa profissional, boa esposa, boa mãe, enfim, num ser humano completo e equilibrado.

(imagem tirada da net)
Dois homens conhecem-se e apaixonam-se. Resolvem viver juntos e, passado um tempo, adotam uma menina com um ano de idade. Assim, estes dois homens cuidam, educam, acompanham o crescimento dessa menina, passando pela sua infância, adolescência…
Essa menina transforma-se numa mulher que vem a casar e a ter seus próprios filhos.
A menina que cresceu num agregado familiar sem a referência feminina tornou-se numa boa profissional, boa esposa, boa mãe, enfim, num ser humano completo e equilibrado.
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Qual o problema da adoção por casais homossexuais?

 O problema é o …PRECONCEITO.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cozido à Portuguesa

Almoço de domingo!
Alguém é servido?
 
Com este friozinho, até que cai muito bem uma comida desta nossa maravilhosa gastronomia.