Memorial

Companheiros de Pensamentos

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mentira


Existem pessoas que convivem muito bem com a mentira, com o cinismo, com a hipocrisia, com a falsidade.
Será que as pessoas têm noção de quando estão a mentir?
Será que as pessoas esquecem de qual é a verdade e, por isso, mentem?
Ainda me faz muita confusão quando as pessoas têm duas caras.
Por quê? Para quê?
Não consigo confiar em pessoas assim. E quando confiava, e chego à conclusão que essa pessoa não era transparente, aberta, sincera, com carácter, perco a confiança e, dificilmente, encontro-a novamente.
Pessoas assim, apenas provocam distância em mim.
Pessoas assim, quebram laços, cortam nós, destroem pontes.
Tenho pena mas aprendi a conviver com a verdade, mesmo quando é feia, mesmo quando é cruel.
Tenho pena...
Tenho verdadeiro horror à hipocrisia, não lido muito bem com a mentira, detesto a falsidade.
Lamento, mas não consigo mudar minha opinião.
Por quê mentir? Por quê esquecer a verdade?
Tenho pena mas perco, totalmente, a confiança.

domingo, 25 de abril de 2010

O que se passa pela cabeça do Kibon...

Visitando o blog da Verena, li o post Bichinhos - SACO MESMO É SER GATO !!!.
Achei muito bem feito, vou tentar escrever o que acho que se passa pela cabeça de um dos meus cães.

Tenho quase 10 anos e chamo-me Kibon. Minha mãe era uma cocker spaniel e meu pai … bem… dizem que era um pinsher. Mas isso nunca importou para as minhas donas.
Pois é, quando vim para esta casa, havia duas donas: uma mais velha e outra mais nova. Depois percebi que eram mãe e filha. Sempre fui e sou muito mimado. Quando era criança, fiz muitas asneiras: acabei com chinelos e sandálias, camisolas, blusas, calças, tacos de madeira do chão do corredor, rodapés, arranquei plantas dos vasos, tapetes, destrui quatro ou cinco ou seis camas (perdi a conta), enfim… Eu tinha sempre a companhia da dona mais velha mas quando ela também tinha que ir a algum lugar… bem… eu tinha que me distrair.
Mas uma vez, apanhei bastante da dona mais nova, quando acabei com uma esponja de banho. Na hora não percebi porque estava a apanhar tanto no meu rabinho por ter estragado algo tão simples (já tinha destruído muita coisa e mais cara). Procurei entender e … aceitei. A esponja pertencia ao pai dela. Ele tinha falecido na altura que eu nasci. Aliás, sei que ele dizia que, quando tivessem um cão, gostaria que se chamasse “Kibon”. Sei que ele gostava muito das minhas donas mas ficou feliz ao ver que eu tomava conta delas.
Minha dona ainda sente a falta dele… (Ela também se arrependeu de me ter batido tanto. Naquela noite, fiquei no colo dela até adormecer. Ela não estava batendo em mim, mas na dor que tinha no peito…)
E assim fui crescendo com as duas, cheio de carinho, cuidados, boa comida, água sempre fresca, passeios, brincadeiras e muita companhia.
Depois chegou lá em casa, um homem. A dona mais nova deu-me logo a entender que ele também seria meu dono. Ok! Mais um para tomar conta. O mais importante é que ele se revelou muito porreiro. Quando faz petiscos… divide comigo. (Ai, se a minha dona sabe disto!) E trata-me muito bem. Também se não me tratasse, a minha dona não vivia com ele. Ah, pois não!
Um dia, a dona mais velha foi levada por umas pessoas de branco e … não voltou mais. Senti muito a falta dela, pois éramos muito companheiros. Eu sei para onde ela foi e sei que ela está bem.
Sempre que a minha dona mais nova chora (apesar dela ser muito brincalhona, às vezes fica triste), sento-me bem pertinho dela, coloco meu focinho na perna e tento, com o meu olhar, dizer-lhe isso. Acho que ela entende, acalma-se.
Ora bem, um certo dia, meus donos trouxeram outro cão.
No início, fiquei um pouco desconfiado. Será que eles iam trocar-me?
Não, pelo contrário. Queriam dar-me um companheiro.
Desde o início, ensinaram aquele “maluco” que eu sou o rei da casa. Apesar de ele ser um pouco “cabeça-dura”, entendeu.
Tornámo-nos grandes amigos, inseparáveis.
Mas há coisas que não entendo.
Às vezes, os meus vizinhos fazem-nos perguntas estranhas:
- Tua corrente é comprida?
O que é corrente?
- Aquela coisa que te colocam no pescoço e te prendem a um lugar.
Mas… não temos nada no pescoço e andamos pelo quintal e pela casa toda!
- Conseguiste dormir esta noite com o frio que fez, com a trovoada?
Claro, como todas as noites. Como posso sentir frio dentro da casa dos meus donos?
- Vocês não têm medo dos carros?
Não. Sempre que vamos sair, nossos donos põem-nos umas coisas que eles chamam de peitorais e guiam-nos de forma segura.
- Ó velhote! Então a tua dona já te trocou por um mais novo? Ela já não te liga, pois não?
Minha dona continua na mesma. Trata-me da mesma forma e continua a chamar-me de “meu Kibon lindo”.
Sinceramente, não entendo.
Então os donos não são todos iguais aos meus?

Conflito

O diferente sempre diferenciado

torna-se diferente quando o diferem,

enlaçando-se na indiferença,

sentindo-se privilegiado com a indiferença

diferente dos indiferenciados.

Vejo dentro de mim luta interna constante;

venço, perco batalhas, brigo, choro, canto,

e não gosto do meio em que vivo,

apenas aceito...

por isso vivo no eterno conflito.


(desconheço a autoria; mas traduz meus sentimentos)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Eric Clapton Tears In Heaven ( tradução ) Lágrimas no Paraiso


Para vocês, Henrique e Pedro, onde estiverem. (Saberiam o meu nome se me vissem no paraíso?)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Selo do Comentarista Excelente

Obrigada Fatucha, de "Para lá das lentes", que me ofereceu este selinho e irei copiar o que foi escrito no blog dela, pois descreve na perfeição sobre como caracterizar um comentarista excelente:
"Este selo, que visa distinguir os comentaristas que, não apenas pela assiduidade e cuidado dos seus comentários, incentivam com eles à reflexão, a um empolgamento, a uma discussão salutar, uma empatia criada entre quem escreve e aqueles que lêem e que "alimenta" muitas vezes um texto para além do seu derradeiro ponto final. Longe de querer contestar a atribuição deste selo, agradeço uma vez mais a lembrança de alguém que, através dos seus blogues e da sua escrita, sempre mereceu a minha mais cuidada atenção."
Como habitual neste tipo de selos, que visam enaltecer as melhores qualidades de alguns blogues/bloggers, existem regras, que começam por fazer referência a quem nos homenageou e indicar alguns blogues, cujos autores merecem de igual forma a distinção de comentaristas excelentes, que são:

- Sonia Silvino; de blog da Sonia Silvino;
- Sônia Schmorantz; de Um vento na ilha;
- Verena; de Bichinhos Amados;
- Rita Bueno; de LegalmenteLoira;
- Carlos Albuquerque; de Conversas daqui e dali;
- Maria João; de Pequenos Detalhes;
- Aluisio Cavalcante; de Coração de Professor;
- Eduardo Poisl; de Uma Ilha para Amar.

Dúvida?

Ana Paula ou Rosa Carioca???
A Maria João colocou essa questão e eu vou explicar, direitinho.
Meu nome é Ana Paula.
"Rosa Carioca" é mais uma forma de lembrar meus pais: "Rosa" é o sobrenome de minha mãe e "Carioca" tem a ver com meu pai, pois ele nasceu no Rio de Janeiro, portanto, carioca. Desta forma, já está tudo esclarecido.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mensagem de uma Amiga Querida

Olá Ana Paula!

Há já algum tempo que não visitava o teu blog, mas hoje "bateu-me qualquer coisa" e lá fui eu...
Como sempre não fiquei surpreendida com o que encontrei: textos recheados de sensibilidade, respeito, amizade, amor, ternura, valores....
Conheço-te há uns bons pares de anos e tenho de ti opinião de alguém frontal, que pauta a sua conduta por rectidão e honestidade, por vezes um pouco impulsiva (desculpa), mas sempre em defesa daquilo que considera o mais acertado e correcto.
Sempre apreciei a tua integridade de carácter e a tua amizade é para mim de grande valor.
Como profissional, sempre apreciei a tua preocupação em transmitir aos alunos os valores do respeito por si próprio, pelo outro, pela natureza... da conduta socialmente ajustada, para que cresçam MAIORES e MAIS PESSOA.
Não vou tecer nenhum comentário sobre qualquer dos textos, pois em todos eles eu vejo e revejo, a Mulher, a Professora, a Amiga com quem partilhei bons e menos bons momentos da minha vida profissional e também pessoal.
Recordo com muita saudade as nossas conversas, as divergências, a partilha, os desabafos... a colaboração.
Lamento não escrever comentários no blog, mas sou "analfabeta funcional" nessa área e sobretudo, assim, sinto mais que estou a escrever para ti, mas não tenho nada contra a partilha do comentário.

Vou ter que parar por aqui, porque a minha gata MIA, está só a chamar-me para a hora da brincadeira. Ainda não conheces a minha Mia pois não?
Termino "oferecendo-te"uma poesia do Alexandre O' Neil, bem tua conhecida certamente.
Beijos da amiga
Nela


AMIGO
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!
"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!
"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca
(Obrigada, Amiga. É muito bom ter a tua amizade. Estiveste presente em momentos felizes e em outros, nem tanto. Conversámos, discutimos, rimos e chorámos. Mas, acima de tudo, sempre houve e continuará a existir, um grande respeito. Preciso conhecer a Mia. Até o nosso próximo chá. Grande beijinho.)

domingo, 4 de abril de 2010

Como o Mar...


Quando olho para trás, para o que vivi até aqui, e quando olho ainda mais para trás, para a vida que meus Pais tiveram, penso imediatamente no Mar.
Costumava sempre dizer à minha Mãe que a nossa vida sempre foi como o Mar: cheia de ondas.
Umas vezes, ondas enormes; outras, ondas pequeninas; ainda outras vezes, ondas bem distanciadas umas das outras. Mas todas as ondas, acabavam sempre na praia.
Olho para o Mar e relaciono-o sempre com a minha vida: sempre amplo, sempre imprevisivel, sempre fornecendo várias direcções, vários desafios, mas, também, plenitude, calmaria.
Respeito o Mar, admiro-o, da mesma forma que respeito e admiro a Vida.
E assim vamos vivendo, esperando as próximas ondas; na esperança de serem pequeninas, pois não sei nadar...
(A foto é da Praia das Maçãs. Um local cheio de recordações boas e de momentos preciosos.)

sábado, 3 de abril de 2010

Mar


Há momentos que são preciosos.
Há momentos que não têm preço.
Há momentos que nos dão novo alento.
Momentos simples.
Momentos despretenciosos.
Momentos vividos.
Momentos que ficam guardados no arquivo da nossa existência.
Momentos como um almoço.
Momentos como um almoço, numa Sexta-Feira Santa, comendo um belo peixe assado na brasa, olhando o mar, na companhia de alguém muito especial.
E o preço da refeição?
Interessa?
Para mim, o que mais interessa é o momento passado com alguém que me completa a vida.
E depois do almoço, depois desse momento precioso, outro momento precioso.
Outro momento simples.
Outro momento que, talvez, para muitos seria puro tédio.
Mas, para nós dois, foi mais um momento agradável: ficar à beira-mar, ouvindo o bater das ondas, sentindo uma leve brisa... Momento revigorante.
E conversando sobre o almoço, sobre o mar, sobre aquele pato que passou com seu vôo apressado, sobre como devemos viver a nossa vida, sobre como devemos sempre aproveitar, na totalidade, os bons momentos que sugem e, se não surgem, buscá-los, transformá-los, enfim...
Não há dinheiro que traga de volta um bom momento desperdiçado, portanto, vamos viver os momentos ùnicos que temos ao alcance de nossas mãos, de nossos corações e ser feliz.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Para reflectir...

"Na Infância as escolas ainda não tinham fechado.
Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas.
Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores."
(Rosa Lobato Faria)