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Companheiros de Pensamentos

terça-feira, 10 de abril de 2012

Green Sleeves



Conta a lenda que Greensleeves foi composta pelo rei inglês Henrique VIII (1491 - 1547). A lenda refere que Henrique VIII a fez para a sua amante e futura rainha consorte Ana Bolena. Ana rejeitou as tentativas de Henrique de seduzi-la e esta rejeição é aparentemente a que se refere na canção, quando o escritor do amor "vazio". No entanto, Henrique não escreveu "Greensleeves", que provavelmente é do período Isabelino e é baseado num estilo italiano, cuja composição não chegou a Inglaterra até depois da sua morte.(fonte: Wikipédia)

O que é fato é que é uma das músicas que minha mãe adorava que lhe tocasse.

Tradução livre em português:

Ai, meu amor, você me leva aos erros,
Para me abandonar grosseiramente
Eu lhe amei tanto tempo,
Me aprazendo em sua companhia

Refrão:
Mangas-Verdes são toda minha alegria
Mangas-Verdes são o meu prazer
Mangas-Verdes são meu coração de ouro
E quem senão minha Dama-das-Mangas-Verdes

Seus votos foram violados como meu coração (quebrou)
Porque você me arrebatou?
Agora estou em um mundo diferente
Mas meu coração está em cativeiro

Refrão

Eu estava em suas mãos
E lhe concederia o que tu me pedisses
Eu havia apostado na vida e no mundo
Seu amor e bem estar para sempre

Refrão

Se tu pretendes assim desdenhar
Isso só vai me arrebatar mais
Logo, ainda sou
Um amante em cativeiro

Refrão

Meus empregados estavam vestidos de verde
E sempre esperaram alguma vez
Tudo isso foi tão galante
Mas tu ainda não me amas

Concurso do Tigre


O Tejo está prontinho para brincar com o Tigre!
Ele adora esse osso amarelo oferecido pelas Amigas do Brasil.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa

(nosso folar)

Páscoa!
Mudança!
Passagem!
Recomeço!
Renascimento!
Durante a nossa existência,
deparamo-nos com mudanças,
recomeços, passagens para novos desafios,
e em cada mudança, passagem, recomeço,
estamos sempre renascendo a cada dia!
A todos os meus companheiros de pensamentos
e a todos aqueles que passam por este meu cantinho,
desejo que, na vossa vida, tenham sempre
PÁSCOAS FELIZES!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Camerata e cidade de Santos - Desde 2007



E agora é para matar saudades da cidade onde vivi metade da minha existência.
Esta cidade é linda! A gente desta terra mora no meu coração.
 (todos os sons são produzidos apenas por violões; até o som do comboio/trem é feito com recurso ao violão)

História da Camerata Villa-Lobos


Sempre que visito o blog de Nuno, sinto uma grande melancolia pois lembro de uma vivência maravilhosa que faz parte desta história. Todos os ensaios, todas as apresentações sempre foram mágicas e inesquecíveis.

domingo, 1 de abril de 2012

Maestro Manzione ensinando Romance de Amor; de Antonio Rovira


Meu Maestro, Grande Professor, Grande Lutador! Quanta saudade!

Dia 1 de Abril

Nunca achei muita graça ao dia das mentiras.
KIBON
Meus pais também não eram amantes dessa prática. Lembro-me que a única partida que meu pai pregava à minha mãe era dizer-lhe que estava um gato a fazer xixi no vaso da roseira. Ela saía disparada para afastar o gato que NUNCA estava lá. O mais divertido era que meu pai pregava SEMPRE a mesma partida e minha mãe SEMPRE caía, ano após ano. Só quando ela percebia que afinal não havia gato e via que eu já estava a rebolar de tanta risada, é que ela dava conta que tinha caído, NOVAMENTE, na partida de meu pai.
Há 7 anos, meu marido pregou-me a primeira e última mentira de 1 de abril.
Ele acorda-me a dizer, muito rapidamente, que os nossos cães tinham escapado pelo potão. Levanto-me num rompante, visto um casaco por cima do pijama, pensando que caminho devia tomar para tentar ir ao encontro deles, rezando para que não fossem atropelados, que não se encaminhassem para a estrada nacional e quando estou a encaminhar-me para a porta... "tropeço" nos meus cães que vinham dar-me os bons-dias. Olho para o meu marido que desata a rir e a dizer "primeiro de abril".
TEJO
Eu, simplesmente, tiro o casaco, vou para o quarto, deito-me, calada, esperando que meu coração diminua o ritmo que tinha alcançado.
Meu marido aproxima-se, de mansinho, estranhando o fato de eu ter ficado tão calada.
- Então? Foi uma brincadeira de primeiro de abril!
Eu, calmamente, respondo:
- Nunca mais faça qualquer tipo de brincadeira que envolva os meus cães. Certo? Aliás, nunca mais faça "brincadeiras" de primeiro de abril que coloquem meu coração acelerado e uma dor de cabeça e na nuca.
Para mim, não foi brincadeira. Só a idéia de perder os meus cães...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vida após a Vida


(imagem tirada da net)
No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebés. O primeiro pergunta ao outro:
- Tu acreditas na vida após o nascimento?
- Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...
- Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
- Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
- Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...
- Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
- Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!
- Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que não existe mamã nenhuma!
- Eu acredito. E sabes porquê? Porque às vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar e sinto como ela afaga o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real” depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

(Autor anónimo, cidadão do Porto e apoiante da Associação Pro Vida)

sábado, 17 de março de 2012

Pai

(Já publiquei este post mas, com a proximdade do Dia do Pai e com certa melancolia que se acentua em determinadas datas, resolvi republicá-lo com algumas alterações)

Já ouvi muitas vezes as pessoas lamentarem o pouco tempo que passaram com determinado familiar ou amigo. Que deviam ter feito isto ou aquilo; que deviam ter feito mais companhia, ou conversado mais, ou brincado mais ou passeado mais; enfim...
Eu só lamento não ter tido mais tempo para continuar a fazer o que sempre fiz enquanto tive meu pai: viver intensamente a sua companhia, aproveitar ao máximo os seus ensinamentos, rir das suas palhaçadas.
Quando eu era criança, ele era o meu companheiro de brincadeiras.
Lembro, perfeitamente, que quando ele saía para o trabalho, eu ainda dormia e quando ele chegava do trabalho… eu já dormia. Mas havia o domingo. Ah, o domingo! Era o nosso dia! Começava logo cedinho, eu pulando para a cama dos meus pais para começar a “farra”, enquanto minha mãe preparava o pequeno-almoço. Depois, se o tempo estivesse agradável, íamos passear no Jardim da Estrela. Ou íamos ao Jardim Zoológico, a Museus, Palácios, Castelos. Como tudo era Grande aos meus olhos de criança, assim como eram Grandes esses passeios!
Mas, se chovesse? Nenhuma chuva estragava o nosso dia! Brincávamos com os jogos da "Majora", com os carrinhos (meu pai fazia caminhos pelo meio das almofadas e almofadões, móveis e tapetes, enquanto minha mãe sorria, divertida com as cenas que fazíamos).
Com meu pai, aprendi a soltar papagaio, a jogar ao pião, ao mikado, ao dominó e às damas.
Fui crescendo e meu pai foi tornando-se “aquele” que sabia muito.
Começamos a colecionar selos. E atrás de cada selo, havia sempre uma lição que aprendi sem perceber que aprendia: geografia, história, política, personagens famosas, etc. Esses momentos foram fazendo parte da nossa vida.
Desde cedo fui convivendo com os livros e começou a desabrochar, em mim, uma grande paixão: o prazer de ler; e como meu pai soube alimentar essa paixão. Paixão essa que se tornou em um amor eterno. Como ele foi “direcionando” os autores e os temas para que o “prazer” não se apagasse na primeira deceção.
Começou a fase de “quando crescer quero ser”… e eu quis ser: professora, cientista, veterinária, ativista do Green Peace… E meu pai nunca se divertiu com estas minhas ambições, pelo contrário, instigava-me a que descobrisse em que consistia cada atividade desejadas. Mas quando os amigos perguntavam-lhe o que ele gostaria que eu fosse (médica, advogada, engenheira,…); meu pai sempre respondia: “Quero que ela seja feliz na profissão que escolher, seja ela qual for.”
Meus pais já tinham passado dos 30 anos quando eu nasci. Sempre ouvi falar do “conflito de gerações”, mas nunca soube o que era isso.
Nunca tive discussões com meu pai? É claro que tive e não foram poucas. A grande maioria por caprichos meus, por causa do meu feitio (muito parecido com o dele, claro). Também houve umas poucas vezes em que ele esteve errado. Nessas alturas, sempre foi HOMEM suficiente para reconhecer o erro e pedir desculpas. Por incrível que pareça, nesses momentos, ele ainda tornava-se MAIOR aos meus olhos.
Quantas vezes cancelei saídas com colegas pois preferia passear à beira-mar com ele! E como conversávamos, sobre variados assuntos, nesses longos passeios...
Sempre foi o meu companheiro, o meu amigo, o meu conselheiro, a minha referência.
Ele ensinou-me que a maior lição está na “atitude” e não só nas palavras. Aquela frase “faça o que eu falo e não o que eu faço”, nunca teve serventia lá em casa.
O que meu pai “exigia” de mim, ele também praticava. Se eu tinha que dizer aonde ia, com quem e a que horas voltava; meu pai também tinha a mesma atitude com minha mãe; por exemplo.
O respeito sempre foi uma via com dois sentidos.
Aliás, o Respeito era algo levado muito a sério: respeitar o outro, respeitar a natureza, respeitar a nós próprios, respeitar os nossos sentimentos e os dos outros, independente de sexo, religião, partidos políticos, times de futebol, etc.
Meu pai sabia cativar os jovens, os velhos, as crianças. Como? Era tão simples: sabia ouvi-los.
Como é bom quando alguém nos ouve!
Enfim, podia escrever muito mais sobre o meu pai mas … por tudo isto e muito mais... sinto muito a tua falta, Pai...