Memorial

Companheiros de Pensamentos

sábado, 10 de novembro de 2012

Gatos

MEUS GATOS
Nunca tive um gato.
Meus pais tiveram um; aliás, eles costumavam dizer que foi o gato que resolveu ir viver com eles. Falavam-me muito dele, pois eu ainda não era nascida.
Era um gato preto, já adulto. Foi batizado com o nome de TUPI.
Naquela altura, viviam quatro cães em casa. Ele deu-se bem com todos, especialmente com um pastor alemão (era na barriga dele que o Tupi dormia).
Bem, com todos, menos um: o “fox terrier”; apesar de nunca se terem enfrentado ou brigado, nunca partilharam o meu espaço. Eles próprios desenvolveram uma “boa” convivência, respeitando o espaço do outro.
O Tupi foi castrado, supostamente, para que ficasse mais “caseiro”. Nada feito. Tupi continuava a dar as suas saídas para namorar ou, simplesmente, para “vadiar”. Passados alguns poucos dias voltava, às vezes, bem sujinho ou com marcas das suas briguinhas. Nesses retornos, a quem é que ele recorria? Pois claro; à minha mãe, para que cuidasse de suas feridas.
Em nenhum momento, Tupi mostrou as garras a qualquer elemento da família e, apesar de nunca terem sido cortadas, nunca arranhou nenhum móvel ou porta de casa.
Meu pai sempre discordou das pessoas que costumavam dizer “gato não conhece dono”; “gato é falso”; “gato não é fiel”; e argumentava com a atitude que o Tupi teve com o meu avô.
Meu avô não gostava de gatos mas isso não era empecilho para o Tupi conquistar aquele que viria a ser o seu “companheiro” de fim de noite.
Tupi levou semanas a colocar o seu plano em ação até conseguir o objetivo: ao terminar do jantar, ficar no colo do meu avô, até ele se recolher ao quarto.
O gato “sabia” as horas que meu pai e avô regressavam do trabalho e ia esperá-los à porta de casa. Quer dizer, ele ia esperar o meu avô. E como havia esta certeza? A certeza de que o Tupi esperava o meu avô surgiu após o falecimento dele. O Tupi, mesmo depois de meu pai entrar em casa, continuava à espera do meu avô. Ficava ainda um tempo a olhar para a porta, por fim, lançava um miado e ia deitar-se no seu canto.
Parecia que a sua razão de viver estava diminuindo. Escusado será dizer que o Tupi também “partiu” pouco tempo depois.
Sempre ouvi meus pais enaltecerem as características dos gatos: independência, personalidade, meiguice, inteligência, higiene…
Por tudo isso, tenho receio de não saber ser uma boa dona de gato, ou melhor dizendo: uma boa companheira de gato.
Sempre tive cães (desde o meu nascimento) e aprendi com minha mãe a melhor forma de os ter, de cuidar, de os ensinar, de os amar. (Com meu pai, aprendi como “deseducá-los”!)
E por quê estou a pensar nisso agora?
Porque o meu marido “atirou-me” a seguinte frase: “Estou com vontade de ter um gatinho…”
Ui!!!
E agora?
Temos dois cães: um com 13 anos e com 12 kilos; e outro com 7 anos e 27 kilos.
E agora?
Saberei ter, cuidar, “ensinar”, lidar com um gato? Pois, AMAR, tenho a certeza que saberei.


23 comentários:

Margarida disse...

que história linda e tao verdadeira. sem dúvida, são os gatos que nos escolhem e mesmo com vários em casa, ha sempre um que nos segue sempre para onde vamos. recebi a alice há 8 meses e nunca me atacou, nunca me bufou, é teimosa e quer dormir comigo, mas aí não, têm um quarto só deles. são individualistas, são, teimosos e carentes, são, mas dão-nos muitas alegrias e fazem-nos muito felizes. hoje, digo que esta gata me escolheu, recebi-a sem saber nada, foi encontrada na rua por uma colega, que a tratou e a esterilizou e só queria um bom lar para ela. eu acho que sou um bom lar. :)
bjs.
ps: esse vosso novo gato tb vai ser mt feliz convosco.

Blog da Pink disse...

Eu tenho gatos desde os 8 anos de idade e lá se vão 40 anos!!! Só tive cães aos 35 e fiquei com muito receio de não saber como educar e percebi que não sei mesmo...tem que ser firme com eles e eu não sou. Os gatos não precisam ser educados, aliás, são eles quem nos educam, o único problema é que eles acham que somos escravos e exigem o que querem na hora que querem!
A minha dúvida é se o Tejo e o Kibon vão aceitar um gatinho em casa, eu já li que é importante apresentar os animais longe de seu território e levá-los juntos para casa. Boa sorte!
Beijos
Laís

Magda disse...

Oi Rosa!
Que linda história do gatinho Tupi! Chorei de emoção, pois lembrei quando papai contava que o cão do seu irmão faleceu pouco tempo depois de sua partida.
Os gatos também são amorosos e nos amam verdadeiramente, o que difere do cão é que eles têm uma personalidade mais independente.
Acho que será uma experiência super válida se você adotar um gatinho, além de tudo, já foi provado que o ronrom dos felinos, diminuem a incidência de ataques cardíacos. Não é maravilhoso?
Amei seu post!!
Beijos querida!

João Roque disse...

Arranja um gato, sem medo, Rosa, e vais adorar...
Pequenino de preferência para se ir adaptando ao ambiente.
Se quiseres adoptar um, com toda a confiança podes ir à Fundação S.Francisco de Assis, perto da Malveira da Serra e é só escolher: já vêm castrados ou esterilizados, conforme o sexo, com vacina em dia, é muito bom...

Severa Cabral(escritora) disse...

Desejos de um lindo domingo!!!!!
Belo desejo...escrita sincera e inspiradora...
Um encanto para nossos corações!!
Beijos mil,
Deus lhe abençoe e aos seus,
Lindo e Abençoado Domingo!!

CLEMENTE GERMANO MULLER disse...

Bom domingo querida amiga Rosa. A família aumentou hem... espero que teus cães recebam bem o novo morador... sabe como é né... cão e gato nem sempre se dão bem... Espero que a GRIPE já tenha ido embora, kkkk, ela sempre aparece sem avisar, kkkk. Hoje um domingo lindo aqui, muito sol... obrigado pela tua sempre amável visita. Um grande beijo, fique com DEUS e tenha uma ótima e abençoada semana.

Esperança disse...

Amada irmã Rosa Carioca,

Eu que agradeço a gentileza de sua iluminada visita neste espaço.

Abraços de luz

Esperança disse...

Amada irmã Rosa Carioca,

Eu que agradeço a gentileza de sua iluminada visita neste espaço.

Abraços de luz

Smareis disse...

Olá Rosa,

Que lindo esse relato que fizeste. Adoro animais.
Eu tenho um cãozinho que é tratado como membro da família.Não tenho gatos mais sei que são inteligente demais e muito amigos. Minha mãe adorava gatos, ela tinha 3. Minha irmã mora em fazenda em tem vários gatos também.
Você vai conseguir lidar e ensinar muito bem esse gato, o mais difícil é os cãos aceitar devido ao ciume de ti.

Beijos e ótima semana!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também sempre tive cães, mas nos últimos anos aprendi a gostar mais dos gatos. Aprecio-lhes a independência e vejo neles fontes inesgotáveis de inspiração.
Se aceitar a proposta do seu marido, vai ver que não se arrepende :-))

OZNA-OZNA disse...

Querida amiga yo tengo una gatina preciosa y dos perrinos y se llevan a la perfección. Es más juegan y cuando tengo que regañar a alguno de ellos los demás salen en su defensa. Son un piña jijijiji. Lo que si te recomiendo es que lo adoptes de pequeñin para que los que ya están en casa lo vean como a un bebe que necesitan querer y proteger. Ojala encuentres a un gati-na recogida en un albergue para así darle el hogar y el amor que se merecen. Miles de besinos de esta amiga que te desea con inmenso cariño feliz inicio de semana.

São disse...

Vai saber sim, rrss

Eu adoro felinos!!

Mas tive uma dálmata, doce e inteligente, que quando partiu me deixou a casa totalmente vazia, pois vivo sózinha há trinta anos.

Boa semana

Bruxa disse...

Eu nunca tive um gato, pois sempre tive cães. Inclusive, já cheguei a er 12 cães fofos, mas com a partida de cada um, no momento tenho 5. AUdotados e muito AUmados. Confesso, que se pudesse, teria gatos e muito mais bichos, mas como não fico em casa boa parte do tempo, eles matariam o pobre bichano. Acredito que se dão bem qdo são ensinados.

Há pouco tempo li o livro "Dewey, um gato entre livros" e me apaixonei pelo gatinho.
Não gosto qdo dizem que gato é isso, aquilo etc... Acho q todo bicho em sua personalidade e sabem ser muito fiéis.
Tenho certeza que se vc arranjar um, além de muito amado, ele tb será muito bem cuidado.

Um abraço pra vc e linda semana.

Pepi, Xixo, Juja, Jujuba disse...

Querida amiga, Rosa
Adorei a história do Tupi
Gatos são muito amorosos também
Meu filho anda muito ocupado, lá na empresa onde trabalha, e tem chegado tarde da noite em casa.
Juja, uma de suas gatinhas, fica sentada na porta esperando ele chegar

Com Certeza você vai saber cuidar muito bem de um gatinho
Sei que você é uma pessoa que ama os bichinhos e eles sentem isso
Vá em frente e
Sucesso!!
Beijinhos afetuosos de
Verena e Bichinhos

Anne Lieri disse...

Rosa,que pena que vc mora no Rio pois estou com gatinho siames de 2 meses,lindinho para doar!...rss...tenho gato e cachorro e digo sempre que meu gato parece um cachorro: faz festa,dorme em cima do meu pé,pede comida,reclama miando se o rango demora!...rss...uma graça!Comovente ver esse Tupi esperando pelo seu avô!Os gatos são tb muito apegados a gente!bjs e boa semana!

Fê-blue bird disse...

Amiga, vá em frente com a ideia de ter um gatinho :)
Eu também sempre tive cães e a Moody é a minha primeira gatinha, já cá está à oito anos e todos os dias me surpreende positiva.

Como escrever Jean Burden:
«Um cão, eu sempre disse, é prosa;
Um gato é um poema.»

Beijinhos

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Cada vida
que passa
por nossa vida,
e é amada,
nos alegra,
inspira
e faz imensamente
feliz.

Que haja sempre
sonhos por sonhar.

Guma Kimbanda disse...

Olá amiga Rosa,

Experiências completamente diferentes, cão e gato.
O cão é a nossa sombra, único amigo incansável para nos ouvir.
O gato faz o favor de nos emprestar a nossa casa, mas à excepções.
Pela experiência de animais que tive (sempre animais que não estejam engaiolados ou presos de alguma forma), me diz que é sempre gratificante. O trabalho que dão é coisa mínima, comparável com a dedicação que nos prestam.
Vou ficando à espera das histórias desse novo bichinho que fará parte da vossa família.

Beijo e kandando já com saudades de grandes de aqui vir.

Guma Kimbanda disse...

Só uma pequena nota:
A Rosa de porcelana que viste na entrada da serra da leba, foi fotografia tirada em ST. Catarina- Brasil. Faz parte de um album de fotos que postei no meu Face com o nome Florindo tropicais. https://www.facebook.com/guma.kimbanda

Bjs

Sandra Puff disse...

Olá!
Que máximo essa narrativa...
Nunca tivemos gatos também, porém um gatinho preto nos escolheu para adotá-lo e foi ficando...hoje faz parte da família e está super ambientado com os cães...eles se divertem e nos fazem uma companhia muito querida.
Abraço,
Sandra

Sônia Silvino (Crazy about Blogs) disse...

Eu tive um gatinho aos 4 anos.
Muito fofos!
Beijos!

Brown Eyes disse...

Claro que sim. Já tive gatos, sempre pretos. Não sei porquê mas os gatos pretos sempre me fascinaram, dizem que dão azar mas...É mais fácil ter gatos para quem vive em apartamento. Hoje não tenho porque tenho um dálmata que corre os gatos todos da redondeza mas em contrapartida tenho 9 cães.:) O cão fascina-me mais porque é mais agarrado a nós e se nós queremos estar com ele ele ainda quer mais. Além de interagir mais connosco. O gato é mais independente e menos agarrado a nós. Beijinhos

Marcia disse...

Amiga, ter um gato em casa é como ter um pequeno Buda, estão sempre a meditar.
Eles são sábios.
Bjus e tudo de bom.