Memorial

Companheiros de Pensamentos

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Faça o que eu falo e não o que eu faço" (será?)

Tenho uma dúvida constante.
Um professor pode exigir certo comportamento de um aluno e não praticar esse mesmo comportamento quando está no papel de aluno?
Fico sempre confusa.
Como posso querer que meus alunos me respeitem se eu, enquanto aluna, não respeitar meus professores?
No meu entender, se sou capaz de “cobrar” certas atitudes de meus alunos, é porque sou igualmente capaz de tê-las, quando estou numa sala de aula e tenho, à minha frente, um professor.
Ou será que é válido o “faça o que eu falo e não o que eu faço”?
Que pena!
Não foi assim que fui educada por meus pais. E, por mais que o tempo passe, não me conformo com a “dualidade” de certos profissionais…

20 comentários:

Sônia Silvino disse...

Como em toda a categoria profissional, há os bons e os... nem tanto!
Nosso exemplo é dado pelas nossas atitudes!
Bjkas e boa semana!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Cara amiga.

Penso que temos que ser coerentes com o que ensinamos.
Realmente é um fato que muitas vezes o nosso comportamento fora da sala de aula, não condiz com o que exigimos em sala de aula.
Nestas horas é preciso esquecer o corporativismo que aniquila uma educação transformadora, e levantar o questionamento, quer gostemos ou não.

Fica com os sonhos sempre.

Maria João disse...

Rosa

Nós ensinamos com o exemplo! Quero eu dizer com esta afirmação que, apesar de muitos e bons ensinamentos, mais tarde ou mais cedo, se a nossa conduta não for congruente, aqueles a quem exigimos, irão cobrar-nos a disparidade.
Ensinar é muito mais do que debitar conhecimentos. Quantas mensagens transmitimos com a nossa conduta? Falo de professores, mas também falo de pais, profissionais de saúde... e sociedade em geral.
Antes de alguém ter como objectivo ensinar alguma coisa a alguém, tem de se educar a si próprio, ou não será?
Eu sei, eu sei... nem sempre é assim, infelizmente! Mas como eu tantas vezes digo, não podendo mudar o mundo, mudemo-nos a nós próprios e não deixemos nunca que nos desviem do nosso propósito.
Eu dou um exemplo: É habitual ser convocada para reuniões que nunca começam à hora marcada, porque as pessoas chegam sistematicamente atrasadas. Apesar de viver esta realidade há muitos anos, faço questão de estar presente pelo menos 5 minutos antes da hora, mesmo que tenha que esperar mais de meia hora pelos restantes colegas.

Um beijinho Rosa, ... a indignação é uma forma marcar o inaceitável!

AFRICA EM POESIA disse...

GOSTEI DE PASSAR por AQUI...




SER FELIZ



É estar em sintonia com Deus.
É saber amar...
Saber viver cada dia.

............

Por isso...
Ser feliz...
Depende de nós!!

LILI LARANJO

Rosa Carioca disse...

Como têm dito, e com toda a razão, ensinamos com o exemplo, temos que ser coerentes nas nossas atitudes e posturas. A profissão de professor tem algo de muito "especial": temos seres humanos a crescer em nossas mãos.

Sofá Amarelo disse...

Cada situação é diferente de outra- Há professores que conseguem 'agarrar' até os alunos mais difíceis e outros há que não conseguem fazer nada deles.

Na relação professor-aluno como noutra qualquer relação humana tudo é muito subjectivo e funciona antes de mais por atracção, empatia e intuição!

nunoanjospereira disse...

Uma vez, nas aulas de ética, já lá vai um certo tempo… discutíamos quando é que a vida pessoal se separa da vida profissional. Depois de várias e ousadas tentativas, alguns daqueles e daquelas alunos e alunos, estudantes aprendizes de professor, concluíram que… os polícias também têm direito a uma vida privada. Mas a conduta deles, porque eu não sou polícia digo “deles”, deve ser exemplar. Ser um homem exemplar, que os miúdos na rua puxem o braço do pai e digam apontando com o dedo “Ò pái, aquele é o meu professor”; que numa cidade com mais de três milhões de habitantes a senhora velhota, que não conheço de lado nenhum, sorria e diga “Bom-dia senhor professor.” É uma honra! E agora enquanto escrevo estas letras, com a música de fundo do blogue “Pequenos Detalhes” descobri, porque é que se diz que a vida de professor é um sacerdócio.

Rosa Carioca disse...

Exactamnete, Nuno. Citando Paulo Freire: "Todas as profissões são importantes, mas a de Professor é fundamental". Se calhar a diferença está aí = sentir a honra de ser chamado(a) de Professor(a).

legalmente loira... disse...

adorei o blog.
agora concordo com a sônia....
fui educadora na unesp aonde me aposentei.
e la sempre fui respeitada era uma agradavel troca de atitudes.
bjos.

Verena disse...

Rosa Carioca,
Existem professores e professores!!
Nós é que devemos procurar agir corretamente sempre!!!
Um beijão

DrFunkenstein disse...

É um tema interessante de esmiuçar, no entanto continuo a acreditar no "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". A mensagem que é passada aos alunos é a alma da educação. Todos somos seres individuais, com vontade própria e com defeitos, pois não somos perfeitos. Nem Jesus que era Jesus era perfeito, quanto mais um professor. Mas o grande segredo está na forma de transmitir a mensagem aos alunos, fazendo por aceitá-la e respeitá-la, por consideração à "verdade" que o professor ensina. Vou dar um exemplo prático e verdadeiro: eduquei os meus alunos a comerem uma peça de fruta ao intervalo da manhã. Todos o fazem porque sabem o benefício para a saúde. No entanto vêem-me a comer bolachas de chocolate ou queques e dirigem-se a mim dizendo: -Professor, já se esqueceu que isto é que faz bem?! Ái, Ái, amanhã traga uma maçã! - cá está, eles fazem o que eu digo e não fazem o que eu faço. A isto chama-se "potenciar uma mensagem" através de uma arma - a autenticidade com que se ensina. Nada de bluffs.

Fatucha disse...

olá. para mim um professor é sempre uma autoridade. Os alunos deverão nutrir pelo professor respeito e admiração obediencia quando chamados a participarem nas tarefas propostas...e dp se são alunos a partir dos 15 anos a diante poderão ter com o professor aquela confiança q é boa para q este os ajude, fale com eles no q seja necessário...só a minha opinião.beijinhos

legalmente loira... disse...

olá rosa!!
adorei seu carinho..
vou estar sempre aqui também.
seu post trata um serio assunto.
lindo final de semana.
bjos.

Silvana Nunes .'. disse...

Boa tarde.
Eu recebo lendas de todos os meus antigos alunos. Gosto de trabalhar com os populares porque não precisa ficar queimando a pestana atrás da autoria. Eu leio tanta coisa mal escrita na internet que é de aterrorizar. Chego a conclusão que é por isso que as pessoas não se interessam por ler, como entender algo tão mal escrito, fruto de copia e cola ?
Procuro dar uma outra roupagem as lendas, algumas muitas são da minha infância, contadas pela minha avó materna. Adorava ouvir. E aos poucos, conforme vou lembrando, procuro reescrevê-las.
O post de hoje é sobre o Berimbau.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja Bom domingo para você.
Quer saber essa história de faça o que eu digo e não o que eu faço não dá muito certo, pois a criança internaliza o que vê.
BEIJO.

Rosa Carioca disse...

Fico contente com todas os vossos comentários. Dr. Funkenstein, tu sabes bem onde eu quero chegar... mas vou dar-te uma dica: C.D.

Sônia Silvino disse...

Rosa Amada Carioca!!!
Fiquei feliz com a tua visita!!!
Bjkas e boa semana!

Silvana Nunes .'. disse...

Boa tarde, Rosa.
passando para dar uma espiada nas novidades e desejar uma boa semana.
beijo grande.

Sofá Amarelo disse...

Uma excelente semana, se possível falando e fazendo o que se diz... como seria bom se todos o fizessem!

legalmente loira... disse...

rosa!!
otima semana.
bjos milll

Uma PROFESSORA apaixonada.... disse...

É minha amiga, esse é um questionamento que sempre tenho comigo. Por isso que procuro sempre estar atenta as minhas ações, mesmo porque nos tornamos espelhos.
Uma vez fui cobrada por eles, e adorei! Sempre falo que é necessário pedir licença para entrar em qualquer lugar. Um dia eles estavam na sala de vídeo com a proefssora de educação física pois tinha caído um tremendo pé d´água... E fui ficar junto deles. Entrei numa euforia, e só ouvi um coro: Como é que se fala mesmo, professora????
E eu respondi bonitinha: Licença!!!
Aquele dia fiquei cheia de orgulho deles, e também um cadinho envergonhada...rs