Memorial

Companheiros de Pensamentos

domingo, 30 de maio de 2010

Nossa Praia




Esta foi a praia eleita para ser a "nossa praia".
Pertencente ao Concelho de Odemira, o Almograve caracteriza-se sobretudo pelo seu sossego impar, numa aldeia do litoral alentejano.
A aldeia de Almograve fica a cerca de 500 metros do mar, convidando a um passeio a pé ou de bicicleta até à praia.
Com duas partes muito distintas entre si, Almograve oferece uma das praias mais bonitas da Costa Alentejana. De um lado, a praia de rochas e arribas de xisto, do outro, a praia de areia encostada às dunas.
Almograve está Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, permitindo ao visitante estar em contacto com a natureza no seu estado mais virgem, observando toda a riqueza da sua fauna e flora.
A oferta Gastronómica local é variada, com peixe e marisco bem fresco, enchidos de qualidade e, como bons queijos, pão e aguardente de medronho. (Fonte: internet)

Uma praia calma, bonita, tranquila, com bons acessos e com um por-de-sol lindo.

Aos meus companheiros de blog;


Gostava de visitar, com mais frequência, os vossos blogs.
A minha ausência não é descaso, nem desinteresse. Muito pelo contrário, adoro ler vossas postagens mas não tenho sempre a disponibilidade que gostaria de ter.
Só queria que soubessem que, sempre que for possível, passo pelos vossos espaços.

sábado, 29 de maio de 2010

Reclamação

"Dá para apagar o Sol, que eu quero dormir mais 5 minutos!"
(Ass: Tejo.)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Devida Comédia - Miguel Carvalho

A DEVIDA COMÉDIA - Miguel Carvalho

Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

Artigo publicado na revista VISÂO online
(Recebi este artigo de uma colega, por e-mail, e resolvi partilhá-lo aqui.)

domingo, 23 de maio de 2010

Pintassilgo



Meu marido, quando miúdo/adolescente gostava de ir aos ninhos, apanhar passarinhos para colocar em gaiolas.
Confesso que já tive passarinhos (já nascidos em cativeiro) em gaiolas mas, conforme fui crescendo, passei a apreciar mais os pássaros, e aves no geral, em liberdade (como as “minhas” andorinhas que regressam a cada Primavera).
Hoje, quando chegámos em casa, de um pequeno passeio, o nosso Tejo recebeu-nos com um ladrar diferente.
Sempre que passamos o portão da entrada (e depois de fechá-lo), os nossos cães correm sempre ao nosso encontro para as boas-vindas do costume. Mas, hoje, o Tejo passou por nós e correu directo para o portão, tentando mordê-lo.
Fui ver com atenção e lá estava um filhote de pintassilgo, agarrado ao portão. Felizmente, do lado de fora.
Afastei logo o Tejo e chamei o meu marido pois o passarito, que ainda não conseguia voar, dirigia-se para o meio da rua, assustado, tendo os pais a tentar protegê-lo.
Meu marido identificou logo que era um pintassilgo, foi logo pegá-lo, com os pais a voar em redor dele.
Por uma fracção de segundo, pensei, com tristeza, que ele ia trazê-lo para casa… Ele gostava muito de criar passarinhos…
O meu marido começou a observar as árvores e, quando encontrou o ninho, colocou o filhote nessa árvore. Os pais foram pousar no nosso telhado, a cantar.
Fiquei preocupada. Será que eles vão abandonar o filho? Tivemos que voltar a sair de casa e, quando regressámos, meu marido foi até à árvore e veio com a boa notícia: eles estavam a alimentar o filhote!

Uma vez perguntei ao meu marido porque não dizia mais vezes “eu te amo”.
Ele respondeu-me que preferia “mostrar” que me amava.
Agradeço a Deus, todo os dias, pelo marido que me destinou.
Um marido que, até pode ser de poucas palavras românticas, mas, sem dúvida, tem me “ofertado” muitos gestos de amor.
E este, foi mais um.
Noutros tempos, com certeza que o traria para casa e o colocaria numa gaiola. Hoje partilhou comigo a preocupação de colocar o filhote em segurança, junto à sua família. Sem hesitar. Com carinho. Com vontade. Com Amor.

Algumas (pequenas) notas sobre esta situação:
- Ainda bem que o filhote caiu da árvore, para o lado de fora do quintal… fora do alcance do Tejo…
- Será que os pais do “nosso” pintassilgo, depois do susto de pensarem que iam ficar sem o filho e vendo que ele estava a salvo, vieram agradecer-nos com o seu cantar, antes de irem ter com ele?

domingo, 16 de maio de 2010

Momento Mágico

Hoje fomos almoçar “fora”.
Colocámos uma mesa na garagem, dois bancos, toalha, pratos, copos, talheres, pão, vinho e … entremeadas e febras para QUATRO.
Para muitas pessoas, momentos como este são simples demais, até sem graça. Algumas pessoas chamariam de “saloice”, “que pobreza!”.
Para mim, são momentos adoráveis. Ver meu marido a assar, com os meus cães ao seu lado (para ver se CAI alguma coisa!), dá-me uma sensação de paz, de serenidade, de harmonia, de Vida.
É claro que gosto de ir a restaurantes mas, sinceramente, troco todos os restaurante do mundo por momentos mágicos, como este.

Dia da Espiga



O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz;
Videira – vinho e alegria e
Alecrim – saúde e força.
(fonte: Wikipédia)
E lá fui eu, com o maridão, para o campo, colher os elementos necessários para fazer o nosso raminho de espiga. Uma tradição saudável.
Gostei de ver, um ou outro avó, na companhia de seus netinhos, a fazer o mesmo.
Para muitos, momentos como este, não têm graça nenhuma. Para mim, é mais um momento para aproveitar a companhia de alguém que mora em nosso coração, admirar a Natureza, curtir a Vida.
(E com este post, cheguei ao 100º. Quem diria!!!)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

É a vez do Tejo.


(Vamos lá colocar um post mais levezito.)
Como o Tejo é ciumento, ele também quer deixar aqui sua marca.

Já que o Kibon tem um nome referente a um lugar onde minha dona viveu muitos anos, eu tenho um nome referente ao país dos meus donos.
Sou o Tejo e tenho 5 anos mas, ao contrário do meu amigo Kibon, não sei de quem sou filho. Pela minha “cara”, dizem que tenho traços de labrador e perdigueiro.
A sobrinha do meu dono encontrou-me na rua, devia ter uns dois meses, e levou-me para casa dela.
Ela gostava de mim mas não podia ficar comigo. Já tinha 7 cadelitas e não convinha que vivesse com elas… entendem?
Um certo dia, ela encontrou o meu dono e falou-lhe de mim. Meu dono ficou todo entusiasmado, pois sempre gostou de cães grandes, mas quis conversar com a minha dona, antes de qualquer coisa.
Quando falou com a minha dona, ela quis logo ir ver-me, mas colocou uma condição: se o Kibon não me aceitasse, eu voltava para a casa da sobrinha do meu dono. (Na verdade, acho que ela não queria mostrar muito entusiasmo.)
E assim foi. Os meus donos gostaram logo de mim. Mostrei toda a minha vivacidade e eles trouxeram-me logo com eles. Vim ao colinho da dona e até adormeci no caminho.
O Kibon também me aceitou logo e passámos a dormir juntinhos, a comer juntos e a brincar muito. (A dona estava sempre por perto para que a nossa amizade fosse acontecendo, sem sobressaltos.) Se bem que a dona sempre diz que ele é o mais velho e merece respeito. E eu respeito-o muito. Nunca nos zangámos e já não conseguimos ficar separados, nem de brincadeira.
Houve um episódio que surpreendeu minha dona. Eu tinha chegado há poucos dias e o meu dono tinha regressado do trabalho e preparava-se para trocar de roupa. Quando ele tirou o cinto, eu fugi e encolhi-me todo, cheio de medo. Com certeza, lembrei de algum passado menos bom…
Minha dona ficou admirada e triste ao ver o meu comportamento. Ela é contra qualquer violência contra nós, animais. Bem, então ela começou a criar uma brincadeira com o cinto e eu perdi o medo.
Minha dona chama-me de “melga”. Não entendo. Eu sou bem grandinho, bem maior do que uma melga. Mas já percebi que ela chama-me disso quando estou a dar-lhes “beijinhos” e “festinhas”… Quero estar sempre a agradecer o facto de ter uns donos tão dedicados, uma casa, uma cama quentinha, comida e água.
Não gosto quando sai água dos olhos dela. O Kibon já me contou que isso acontece quando ela lembra de pessoas que já partiram e que eu não conheci. Então, nessas horas, fico bem quietinho, encostado às pernas dela, a olhar bem nos olhos dela. Aí, ela olha-me, passa a mão na minha cabeça e abraça meu pescoço. Eu fico quieto. Ela começa a sentir-se melhor e começo a provocá-la para a brincadeira. Ela ri e segue-me.
Minha dona também me chama de “maluquito”. Se calhar, deve ser por cauda das corridas rápidas que faço pela casa toda (até já parti um jarrão).
Também já deixei minha dona zangada. Comi um comando (controlo remoto) da televisão, estraguei uma boneca que minha dona tinha há 20 anos (nessa altura ela ficou muito triste).
Quando a minha dona fica zangada, ela fala tão sério que eu até, quando era mais novo, me descuidava (e fazia xixi). No fundo, tinha medo de ser devolvido à rua. Hoje já sei que isso não vai acontecer, por mais maluquices que eu faça.
A minha dona diz que adora a nossa companhia, mas ela também sabe que adoramos estar na companhia dela.

Uma Prenda

Mais um miminho para o meu coração.
Obrigada, Sonia.

sábado, 8 de maio de 2010

Mãe


Aqui, por estas bandas, o Dia da Mãe, foi no domingo passado, primeiro domingo de Maio. No Brasil, é no segundo domingo.
Confesso que, para mim, é o pior dia do ano, pois para "visitar" minha mãe e meus filhos, tenho que dirigir-me ao cemitério.
Acredito que minha mãe continua a guiar-me nesta vida, continuo a "sentir" seus sábios conselhos. Tenho o consolo de ter sempre dito e transmitido todo o meu amor por ela. Ela sempre soube o quanto era (e é) importante para mim.
Mas para todas as Mães, e para aqueles Pais que são verdadeiras Mães, desejo que todos os filhos retribuem todo o amor que vocês lhes dedicam.

Agradecimento

Resolvi criar um selo para oferecer a todos aqueles que visitam o meu blog, que deixam comentários, que demonstram carinho, que escrevem palavras tão doces.
Quando criei este meu cantinho, não fazia idéia que ia chegar a isto. Não fazia idéia que pessoas, de lugares tão diferentes, passassem por este espaço, deixando sua opinião.
Só lamento não visitar este "mundo" mais frequentemente, mas o trabalho teima em chamar minha atenção.
Por todo prazer que sinto ao receber as vossas visitas e também de visitá-los, dedico este selinho a todos vocês:
http://sonhosdeumprofessor.blogspot.com/ = "Coração de Professor";
http://nosilenciodepalavrasmudas.blogspot.com/ = "No silêncio de palavras mudas";
http://silnunesprof.blogspot.com/ = "Foi desse jeito que eu ouvi dizer";
http://valentinarosin.blogspot.com/ = "Diário de Valentina Rosin";
http://paraladaslentes.blogspot.com/ = "Para lá das lentes";
http://rita-bueno.blogspot.com/ = "Legalmente loira";
http://conversasdaquiedali.blogspot.com/ = "Conversas daqui e dali";
http://omeusofaamarelo.blogspot.com/ = "O meu sofá amarelo";
http://edupoisl.blogspot.com/ = "Uma página para dois";
http://deabrilemdiante.blogspot.com/ = "De Abril em diante";
http://annelieri.blogspot.com/ = "Menina voadora";
http://schsonia.blogspot.com/ = "Um vento na ilha";
http://sotepeco5minutos.blogspot.com/ = "Só te peço 5 minutos".
(a ordem é aleatória)

domingo, 2 de maio de 2010

Lindos Presentes



Só posso dizer que fiquei extremamente sensibilizada, emocionada, por receber estes dois selos de Sonia Silvino. Muito obrigada, de coração.
Vou tentar aprender com a Sonia e criar um selo para agradecer todo o carinho e atenção daqueles que me visitam.
Obrigada.