Completa-se
uma década!
Foi
fácil? Não. Foi
simples? De
forma alguma. Foi
sempre alegria? De
jeito nenhum.
Completa-se
uma década.
Foi
cumplicidade? Não
foi; está sendo, sempre. Foi
amparo? Não
foi; está sendo, sempre. Foi
comunhão? Não
foi; está sendo, sempre. Foi
respeito? Não
foi; está sendo, sempre. Foi
amizade? Não
foi; está sendo, sempre. Foi
amor? Não
foi; está sendo, sempre.
Casamento
é isso: nem sempre fácil, nem sempre difícil; porém todos os momentos têm que
ser partilhados, divididos para que sejam mais fáceis de viver e para continuar
a somar a satisfação dos obstáculos superados e das alegrias vividas; sem
esquecer o humor (pois ajuda imenso nos dias de hoje).
Obrigada,
marido, pela paciência, pelo equilíbrio, pela sensibilidade, pela força, pelo
apoio, pelo amor, enfim, por seres como ÉS.
(E obrigada a todos os que deixaram palavras amigas de felicitações.)
Gosto desta música e da letra e é uma das "nossas" músicas pois o maridão também adora.
Como estou na semana em que completamos 10 anos de casamento... "baixou" o meu lado romântico...
O
que é Amizade? Como
nasce uma Amizade? Somos
nós que escolhemos nossos Amigos? O
que é preciso para nascer uma Amizade? Mesmos gostos? Mesma atividade
profissional? Mesmas habilitações? Mesma religião? Idades aproximadas?
Não
sei.
Sei
que as verdadeiras Amizades são testadas nos piores momentos de nossa vida.
Sei
que as verdadeiras Amizades resistem a enormes distâncias, a grandes ausências. Sei
que as verdadeiras Amizades existem independentemente de idade, cultura,
profissão, religião, gostos ou afinidades. Sei
que as verdadeiras Amizades estão sempre ao nosso lado, mesmo quando estão em
desacordo, ou quando têm um oceano pelo meio. Sei
que as verdadeiras Amizades têm a capacidade de fazer brilhar um lindo sol
depois de uma noite terrível e escura. Sei
que as verdadeiras Amizades fazem-nos querer o bem do outro, mais do que o
nosso próprio bem. Sei
que as verdadeiras Amizades são eternas porque são abençoadas.
Meu avô paterno participou da comissão que organizou a comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, e, devido a isso, foi ao Brasil com a minha avó, por essa altura. Apaixonou-se de tal forma por aquele país que "foi ficando".
Meu pai era brasileiro. "Carioca da gema!"; como gostava de dizer pois tinha nascido no bairro do Botafogo, Rio de Janeiro.
Meu avô retornou, com a família, a Portugal porque seu pai tinha adoecido gravemente; não voltando mais ao Brasil.
Meu pai passou a ter dupla nacionalidade e meu avô sempre insistiu para que ele nunca esquecesse onde tinha nascido e vivido sua infância, ao ponto de meu pai ter se apresentado ao serviço militar nos dois países: Portugal e Brasil.
Após muitos anos e depois de muitas voltas que o destino nos prega, fui viver com meus pais para o Brasil.
Eu, "alfacinha da gema", filha de brasileiro, também passei a ter dupla nacionalidade. No Brasil, perante a Constituição Brasileira, era "brasileira nata" (até podia ser presidente de república, algo que era vetado aos "naturalizados").
A minha infância foi vivida em Portugal mas a minha adolescência, a minha juventude, o início da minha vida adulta, foi toda passada na Terra Adorada, entre outras mil.
Inúmeras vezes, constatei que as subidas dos preços ocorriam sempre em dois momentos: CARNAVAL e CAMPEONATOS DE FUTEBOL.
Nesses momentos, ninguém se importava com mais nada além da fantasia para desfilar na Escola de Samba ou torcer nos estádios de futebol.
Bastava haver SAMBA, CERVEJA E FUTEBOL que tudo estava bem.
Em casa ou em tertúlias, discutia-se como era possível que esse povo não tivesse plena consciência da imensa riqueza que o Brasil possui: natureza, minérios, ouro, agricultura, clima, recursos hídricos, enfim... tudo; porém com um povo facilmente manipulável...
Mas HOJE...quando vejo, nos jornais, que o POVO brasileiro não quer estádios mas, SIM, escolas, hospitais,... sinto um desejo enorme de colocar o HINO DA INDEPENDÊNCIA do Brasil, com melodia de D. Pedro I, do Brasil (D. Pedro IV, de Portugal):
Já podeis, da Pátria filhos, Ver contente a mãe gentil; Já raiou a liberdade No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá... temor servil: Ou ficar a pátria livre Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava Da perfídia astuto ardil... Houve mão mais poderosa: Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá... temor servil: Ou ficar a pátria livre Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges, Que apresentam face hostil; Vossos peitos, vossos braços São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá... temor servil: Ou ficar a pátria livre Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiro, Já, com garbo juvenil, Do universo entre as nações Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá... temor servil: Ou ficar a pátria livre Ou morrer pelo Brasil.
Quer o destino que eu não creia no destino E o meu fado é nem ter fado nenhum Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum Ai que tristeza, esta minha alegria Ai que alegria, esta tão grande tristeza Esperar que um dia eu não espere mais um dia Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente Ai que saudade Que eu tenho de ter saudade Saudades de ter alguém Que aqui está e não existe Sentir-me triste Só por me sentir tão bem E alegre sentir-me bem Só por eu andar tão triste Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse" E lamentasse não ter mais nenhum lamento Talvez ouvisse no silêncio que fizesse Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro Ai que desgraça esta sorte que me assiste Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada Na incerteza que nada mais certo existe Além da grande incerteza de não estar certa de nada
A amiga da onça levantou uma dúvida sobre o meu nome.
Afinal, sou Ana Paula ou Rosa Carioca?
Chamo-me Ana Paula.
"Rosa Carioca" é uma forma de homenagem, como está esclarecido aqui.
Não
foi um ano escolar nada fácil. Uma turma com dois anos de escolaridade (3º e
4º); a preocupação de realizar uma boa preparação para as provas finais (4º
ano), uma pedagogia diferenciada para o aluno com necessidades educativas
especiais, o desenvolvimento dos conteúdos inerentes ao 3º ano, sem descurar
todo o envolvimento pessoal e afetivo com os alunos…
Apesar
do ano letivo ter chegado ao fim… ainda há muita coisa pela frente: relatórios,
análises de resultados, exames, acompanhamento extraordinário, reuniões,
reuniões e reuniões…
E
depois?
Depois…
continua a angústia, a incerteza, a frustração, o receio do que ainda pode vir
por aí.
Procuro
encontrar serenidade nas “minhas” agitadas andorinhas.
Quando
retornam ao fim de um ano de ausência, encontram sua “casa” completamente
destruída e, de imediato, põem “asas” à obra e a reconstroem entre os poucos
dias de sol que eram interrompidos por tantos dias de chuva que esta nossa
primavera trouxe.
Assim
que a “casa” está acabada, a família instala-se e prepara-se para cuidar dos
novos filhotes.
Passam
os dias num verdadeiro carrossel em voos rasantes, terminando-os em calmas “conversas”
ao por do sol.
E
assim tudo acontece até ao fim do verão, quando partem para outras terras, sem
terem a certeza de que, ao retornarem, encontrarão a sua “casa” tal e qual como
a estão a deixar…
No dia das mães, escrevi numa rede social o seguinte estado:
"É sempre o pior dia do ano... Mãe devia ser
imortal... Filhos não deviam
morrer antes da mãe..."
Hoje, nessa mesma rede social, uma mãe de um ex-aluno partilhou-me o seguinte:
Hoje no caminho da escola para casa, deu-se o seguinte diálogo:
Filho: Mãe viste a publicação
da professora?
Eu: Qual publicação? (já
imaginando que fosse sua...)
Filho: Uma em que ela escreve
que os filhos não deviam morrer antes dos pais...
Eu: Sim, essa vi.
Filho: Fiquei a pensar porque
terá ela escrito aquilo.
Eu: Porque foi no domingo o dia
da Mãe e a Professora deve ter pensado que nem ela nem os seus filhos não
tiveram a oportunidade de celebrar juntos este dia.
Filho: Ah pois, deve ter sido
por isso... Coitada, deve ter ficado tão triste... Quando é o dia da Mãe para o
ano?
Eu: Acho que é sempre no
primeiro domingo do mês de Maio, porquê?
Filho: Porque para o ano quero
dar-lhe um miminho nesse dia. Importas-te Mãe?
Eu: Não (Respondo já de nó na
garganta)
Filho: Não é que a professora
seja para mim como tu és, mas ela esteve sempre ao meu lado em alturas muito
difíceis da minha vida, por isso acho que devo estar ao seu lado em datas como
esta, que são especialmente difíceis para ela. Se eu a fizer sentir um
bocadinho menos triste no próximo dia da Mãe, já fico muito contente por mim e
por ela! O que achas Mãe?
Eu: Acho que fazes bem.
(Respondi com dificuldade, mas cheia de orgulho do filho que tenho.)
Provavelmente para o ano vai-se
esquecer do que hoje planeou, mas fique com a intenção e sincera vontade de a
ver um bocadinho menos triste nesse dia...
Como li algures: os filhos são o reflexo dos pais.
É uma enorme felicidade ter a oportunidade de conhecer "pessoas tão especiais".
Esta quinta-feira, assinalada no calendário cristão como a
da Ascensão - em que a Igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu -, é
igualmente o dia em que tradicionalmente se ia ao campo colher um ramo, no qual
a espiga de trigo era o elemento mais simbólico. Compunham igualmente:
- três raminhos de oliveira = luz;
- três raminhos de espiga de trigo = pão;
- três raminhos de cevada = alegria;
- três papoilas = amor;
- três malmequeres brancos = prata;
- três malmequeres amarelos = ouro.
O número 3 refere-se à Santíssima Trindade. Não sou católica mas gosto desta tradição e lá fomos (eu e o maridão) andar pelo campo, para compor a nossa "espiga" que substituiu a do ano passado e já está colocada atrás da porta até ao próximo Dia da Espiga.