Memorial

Companheiros de Pensamentos

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ana Moura - Desfado



Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum

Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse"
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro

Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande incerteza de não estar certa de nada


(Até poderia ser o MEU desfado...)

9 comentários:

quem és, que fazes aqui? disse...



Há sempre desfados no fado da vida, não é?

Beijo

Laura

Fê blue bird disse...

Também podia ser o meu.
Adoro este desfado e esta fadista.

beijinho minha amiga

JP disse...

Mas o destino de não crer no destino já não é um desfado...é o nosso fado!

São saudades, são tristezas e desgraças.

Beijo

Lídia Borges disse...

É belíssima esta letra, esta voz, esta interpretação.

Um beijo

Obrigada

Ana Oliveira disse...

Fiquei fã, vou seguir.
Beijo.
Ana.

João Roque disse...

Ela sempre cantou bem, mas neste fado, que é maravilhoso, supera-se.

Bruxa disse...

Olá!
Vim voar novamente e te deixar meu carinho.
Um lambeijo no peludinho que é o rei da casa.

Ótimo final de semana.
Abração.

Maria Alice Cerqueira disse...

Boa tarde amiga, eu vim agradecer o carinho de sua presença no meu cantinho!
Tenha um lindo fim de semana coberto de muita paz e Amor
Abraço amigo!
Maria Alice

Raquel disse...

Adorei a parte do bairro Botafogo!

;)