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Companheiros de Pensamentos

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Um novo Ciclo

 As férias acabaram! As aulas, em breve, terão início!
Serão só as crianças que estão ansiosas por voltar às aulas?
Serão só os pais que estão ansiosos para que seus filhos voltem à rotina?
Também, eu, estou na expectativa de um novo Ciclo que recomeçará...
Como serão os novos alunos que me serão confiados?
Estarão animados para descobrir novos saberes?
Será que vão gostar dos meus jogos e brincadeiras?
Será que vão gostar das minhas histórias?
Será que vão gostar de mim, como eu já gosto deles (mesmo antes de os conhecer...)
Quanta expectativa!
Há quem diga que a docência é um sacerdócio.
Há quem diga que a docência é paixão.
Eu discordo!
Sacerdócio implica resignação... Não desisto de tentar sempre o melhor e de combater as injustiças.
Paixão... arrefece com o tempo.
Para mim, docência é Amor. Amor não arrefece; pelo contrário, aumenta a cada dia!
Amor pela exigência de um profissionalismo de qualidade; Amor por manter a curiosidade em descobrir mais; Amor por todos aqueles que chegam até mim e, pelos quais, nutro o desejo de contribuir para que desenvolvam as suas capacidades.
As aulas estão chegando!
Vamos lá recomeçar!


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Bodas de Turquesa - 18 anos

 

A turquesa é uma pedra azul que representa o céu e o mar. Ora, quer o céu como o mar podem passar por transições: o mar pode ser calmo e sereno, mas também agitado; o céu pode ser límpido e azul, mas também tempestuoso.

Nesta etapa do casamento, já passamos por muitas turbulências, mas após a tempestade veio o sol, e depois do mar agitado, veio a calmaria.

Temos conseguido lidar com todos os desafios que foram surgindo ao longo dos anos, fortalecendo ainda mais a nossa união.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Orgulho de ser Professora

 "Na sala de aula, uma aluna pergunta:

- Professora, o que é "admiração"?
A Professora responde:
- Por exemplo, eu tenho admiração pela tua mãe. Ela é uma artista e tenho admiração pela sua arte, pelo que faz tão bem.
Rapidamente, um outro aluno intervém:
- Então, eu tenho admiração pela Professora porque tu fazes o teu trabalho bem!"

Tenho a melhor profissão do Mundo!



sábado, 20 de março de 2021

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Dia dos Namorados

 Fala-se muito de gestos espetaculares de romantismo, como:
- viajar a Paris;
- um cruzeiro;
- uma joia;
- um enorme ramos de rosas vermelhas;
- um jantar à luz de velas...
Mas, para mim, um gesto de verdadeiro romantismo é ser surpreendida, no meio do meu trabalho, com um ramo de flores do campo, acabadas de serem colhidas pelo maridão; pois ele sabe que são as minhas flores preferidas.




domingo, 2 de agosto de 2020

Bodas de Rosas - 17 Anos

rosas-significado-rosa (Foto: ThinkStock)

As rosas são lindas, perfumadas e muito românticas, mas apesar de toda a sua beleza também possuem espinhos. Assim, e tal como acontece com as rosas, aos 17 anos de casamento um casal já 
passou por coisas maravilhosas – construiu uma vida em conjunto e aprendeu a amar de variadas formas – mas também teve de enfrentar muitos desafios (espinhos), que foram surgindo ao longo do tempo. Apesar disso, os dois continuam a regar o amor, para que ele se mantenha belo como uma rosa.


sexta-feira, 27 de março de 2020

Páscoa



Estamos a atravessar tempos difíceis.
Tenho a esperança que Portugal vença rapidamente esta guerra.
O melhor que temos a fazer é ficar em casa e, para mim, não está a ser mau.
Gosto de estar em casa, na companhia de meu marido e de meu gato.
Desde criança, sendo filha única, sempre arranjei maneiras de entreter-me, de passar o tempo. E assim continuo, apesar de desejar que esta pandemia desapareça logo.
Que a Páscoa seja, mais uma vez, uma rápida RENOVAÇÃO.



sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Bodas de Safira - 16 anos

16 anos de casamento – Bodas de Safira ou Turmalina

Com o passar dos anos, os materiais que representam a união são mais valiosos e resistentes. Assim acontece com a Safira e a Turmalina, pedras preciosas que simbolizam o valor e a raridade de uma relação sólida como a de 16 anos.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Volta !


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“Tenho a esperança que a turma deste meu filho ainda terá a oportunidade de conhecer aquela professora que a turma do meu outro filho conheceu.” (Esta frase é de uma mãe, de dois filhos, que está a referir-se à professora de ambos.)

Por onde andas tu, que começaste a ser professora em 1994?
Que choravas, de alegria, quando os teus alunos começavam a ler as primeiras palavras?
Que passavas os fins-de-semana a passar inúmeras atividades no mimeógrafo para distribuíres aos teus alunos que não tinham dinheiro para comprar os manuais escolares?
Que levavas a tua turma, com 38 alunos, para debaixo das árvores do recreio, para lerem ou, simplesmente, ouvirem as histórias que lias para eles?
Que criavas jogos para facilitar a aprendizagem dos conteúdos a serem trabalhados?
Que desenvolvias projetos de solidariedade em benefício de animais, crianças carenciadas, idosos?
Que pesquisavas, constantemente, lugares onde levar os teus alunos para ampliarem os seus conhecimentos?
Que compravas revistas e livros sobre o tema Educação para que os teus alunos tivessem uma professora sempre atualizada?
Que começavas o dia com um estrondoso BOM DIA ao que os teus alunos respondiam da mesma forma e com gargalhadas à mistura?
Que ao fim de desenvolveres as tuas aulas e ecoava o sinal da escola, marcando o fim de mais um dia letivo, ouvias dos teus alunos: “Já acabou a aula?”
Que sempre tiveste turmas com grandes desafios, com grandes problemas comportamentais, com grandes dramas emocionais mas que sempre conseguiste ultrapassá-los?
Onde andas tu, que não tencionavas ser professora, que começaste a título provisório mas que, após o primeiro contacto com aqueles olhinhos cheios de curiosidade, traquinice, meiguice; decidiste que era essa a missão que querias enfrentar e desenvolver da melhor forma possível?
Por onde andas?
Andas perdida com tanta burocracia?
Andas amarrada com tantas grelhas, relatórios, formulários, avaliação?
Andas entediada com tantas reuniões que não levam a nada?
Andas frustrada com conteúdos tão extensos e tão fora de contexto, pois não levam em conta o desenvolvimento das crianças?
Andas dececionada com a desvalorização, por parte dos governantes, dos meios de comunicação e de alguns pais, da importância que a tua profissão tem em qualquer sociedade?
Andas cansada de veres tantas injustiças, mentiras, hipocrisias, falsidades?
Andas desiludida com a carreira docente?
Até podes ter razão…
Sim, sei que o teu cuidado, respeito com os teus alunos não se alterou.
Sim, sei que a tua preocupação com uma aprendizagem de qualidade não mudou.
Mas volta!
Volta para a tua sala de aula e diz, bem alto: BOM DIA!
Volta a ensinar “brincando”!
Volta, mesmo que tenhas que “remar contra a maré”!
Volta a ter o prazer de ouvir umas boas gargalhadas desses pequenitos só porque fizeste uma palhaçada ou porque inventaste algo diferente!
Volta a lembrar o que teu pai disse quando regressaste da primeira aula que deste àquela tua primeira turma, repleta de casos de carência material, emocional e violência doméstica:

“Procura proporcionar aos teus alunos, naqueles momentos que estás com eles, boas memórias. Não vais mudar o mundo, mas podes mudar a vida deles, nas tuas aulas.”

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Guri

Desde que nasci (literalmente) sempre convivi com cães.
Tive cães maravilhosos que têm um lugar permanente no meu coração.
Sou uma apaixonada por esses cãopanheiros.
Nunca quis ter gatos.
Não por não gostar, de forma alguma; apenas achava que não seria uma boa dona de gatos.
Meus pais tiveram um gato: Tupi.
Sempre contaram-me lindas histórias sobre esse gato preto (o tipo de gato preferido de meu pai); aliás, meu pai costumava dizer que eles não tiveram um gato... o gato é que os teve.
Em outubro do ano passado, faleceu o meu cãopanheiro Tejo, com 13 anos.
O meu meigo Tejo!
Afirmei, em concordância com meu marido: Não quero mais cães!
Quando o coração sangra e essa dor está tão viva em nossa mente, a única coisa coisa que desejamos é não sentir essa dor novamente.
O meu marido “lida” muito bem com gatos.
Ele dizia algumas vezes que, quando não tivéssemos cães, poderíamos ter um gato.
E veio o Guri, um gatinho com 2 meses que estava para adopção.
Juntamente com o Guri, veio o receio, a preocupação, a dúvida e as minhas eternas questões:
- saberei respeitar a personalidade, a independência dele?
- saberei entender os seus comportamentos?
- saberei atender às suas necessidades?
- saberei ser uma boa dona para ele?
O Guri está no nosso convívio há 2 meses.
Ele respondeu a todas as perguntas apenas com uma resposta:
“Eu sou o teu dono e vou ensinar-te tudo o que precisas saber para viveres comigo.”
Posso afirmar que estou, verdadeiramente, apaixonada por este bichano.
E também afirmo que é possível ter DOIS AMORES:
- continuo uma apaixonada por cães e estou apaixonada por gatos!
Amo-te, meu Guri!