Companheiros de Pensamentos

sábado, 12 de junho de 2010

Belezas


E aqui está o "nosso" pintassilgo. Continua a visitar-nos e a brindar-nos com o seu belo canto.
Num de nossos passeiozitos, a caminho de uma das praias das redondezas, eis que meu marido consegue ver este mocho-galego.
Aprendi, com meu pai, a respeitar e a gostar destas aves, a ponto de manter uma colecção de figuras que representam esta beleza.
(É surpreendente como o meu maridão consegue "descobrir" estas coisas lindas...)

domingo, 6 de junho de 2010

Arraiolos





Este fim de semana fomos dar um pulinho a Arraiolos, para ver "O tapete está na rua".

Antes passámos por Grândola, almoçamos perto de Melides onde fizemos uma pequena "sesta" entre os pinheiros, ouvindo os pássaros.

Já é a segunda vez que visitamos Arraiolos, esta vila alentejana, pelo mesmo motivo, e não me canso de admirar verdadeiras obras de arte.

É muito interessante ver os vários "quadros vivos" que representam os passos para chegar a um lindo tapete.

Desta vez, também visitámos uma exposição de altares dos santos populares (que eu chamo de "tronos", também faço o meu, cá em casa), na Igreja da Santa Casa da Misericórdia.

Como ninguém é de ferro, provámos uns doces conventuais, verdadeiramente, divinais; e comemos uns caracóis (pronto, lá vão as minhas amigas brasileiras torcer o nariz...), acompanhados por uma cervejinha preta.

Mais um momento simples mas mágico, pois é sempre bom aproveitar a companhia daqueles que amamos.

A seguir, algumas notas sobre esta vila, retiradas da net.

"A vila de Arraiolos é sede de município. A vila fica localizada cerca de 20 km a noroeste de Évora.

Em termos de património, salientam-se o castelo (do século XIV), a igreja de Senhor dos Passos (reconstruída no século XIX), o pelourinho (do século XVII), a igreja de Santa Ana do Campo, a igreja da Misericórdia (início do século XVI), o solar da Sempre Noiva (séculos XV e XVI) e o convento dos Loios (a quinta do convento foi doada em 1526 aos frades de São João Evangelista, que no ano seguinte iniciaram a construção do convento; no seu interior encontram-se azulejos, com data de 1700, assinados por Gabriel Barco).

Arraiolos é um município famoso pelos seus tapetes, cujo fabrico remonta talvez ao século XVII.

A fundação desta vila é atribuída, por uns, aos galo-celtas, no século IV a. C., sob o nome de Calantia, e, por outros, aos sabinos, tusculanos e albanos, que viveram nesta área, antes de Sertório, no ano 200 a. C., governados por um capitão grego Rayeo, daí derivando o nome Rayolos e, depois, Arrayolos. Com a chegada dos povos nórdicos, esta cidade foi destruída e despovoada.Em 1217, D. Afonso II doou a vila de Arraiolos ao bispo de Évora, concedendo-lhe licença para aí construir um castelo, que não chegou a ser edificado. D. Afonso III recuperou a vila para a coroa e D. Dinis reconstruiu-a, erguendo o seu castelo e concedendo-lhe foral em 1310. D. Fernando I doou a vila de Arraiolos a D. Álvaro Pires de Castro, irmão de D. Inês de Castro, e D. João I doou a vila ao condestável D. Nuno Álvares Pereira. Em 1511 recebeu novo foral de D. Manuel I.

Durante as Guerras de Independência, os espanhóis tomaram esta vila e incendiaram o castelo."



sábado, 5 de junho de 2010

Selinho: Pinguinho de Gente

Recebi este selinho da amiga MÁRCIA, do blog Vitrine de Prata. http://vitrinedeprata.blogspot.com/
As regras são as seguintes:
1) Pegar o selinho;
2) Deixar um recado para quem te oferece o selinho;
3) Dizer 5 coisas que você gosta de fazer:
- estar com meu marido;
- observar meus cães;
- ler;
- exercer minha profissão;
- admirar a natureza;
4) Indicar 10 blogs para receber o selinho. Situação sempre complicada , a escolha, pois são tantos os amigos com seus blogs maravilhosos! Aí vai, então:
Por agora, indiquei 10 de forma completamente aleatória.
Tenho enorme carinho por todos os meus companheiros deste espaço.
Muito obrigada, Márcia, pelo mimo.

domingo, 30 de maio de 2010

Nossa Praia




Esta foi a praia eleita para ser a "nossa praia".
Pertencente ao Concelho de Odemira, o Almograve caracteriza-se sobretudo pelo seu sossego impar, numa aldeia do litoral alentejano.
A aldeia de Almograve fica a cerca de 500 metros do mar, convidando a um passeio a pé ou de bicicleta até à praia.
Com duas partes muito distintas entre si, Almograve oferece uma das praias mais bonitas da Costa Alentejana. De um lado, a praia de rochas e arribas de xisto, do outro, a praia de areia encostada às dunas.
Almograve está Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, permitindo ao visitante estar em contacto com a natureza no seu estado mais virgem, observando toda a riqueza da sua fauna e flora.
A oferta Gastronómica local é variada, com peixe e marisco bem fresco, enchidos de qualidade e, como bons queijos, pão e aguardente de medronho. (Fonte: internet)

Uma praia calma, bonita, tranquila, com bons acessos e com um por-de-sol lindo.

Aos meus companheiros de blog;


Gostava de visitar, com mais frequência, os vossos blogs.
A minha ausência não é descaso, nem desinteresse. Muito pelo contrário, adoro ler vossas postagens mas não tenho sempre a disponibilidade que gostaria de ter.
Só queria que soubessem que, sempre que for possível, passo pelos vossos espaços.

sábado, 29 de maio de 2010

Reclamação

"Dá para apagar o Sol, que eu quero dormir mais 5 minutos!"
(Ass: Tejo.)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Devida Comédia - Miguel Carvalho

A DEVIDA COMÉDIA - Miguel Carvalho

Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

Artigo publicado na revista VISÂO online
(Recebi este artigo de uma colega, por e-mail, e resolvi partilhá-lo aqui.)

domingo, 23 de maio de 2010

Pintassilgo



Meu marido, quando miúdo/adolescente gostava de ir aos ninhos, apanhar passarinhos para colocar em gaiolas.
Confesso que já tive passarinhos (já nascidos em cativeiro) em gaiolas mas, conforme fui crescendo, passei a apreciar mais os pássaros, e aves no geral, em liberdade (como as “minhas” andorinhas que regressam a cada Primavera).
Hoje, quando chegámos em casa, de um pequeno passeio, o nosso Tejo recebeu-nos com um ladrar diferente.
Sempre que passamos o portão da entrada (e depois de fechá-lo), os nossos cães correm sempre ao nosso encontro para as boas-vindas do costume. Mas, hoje, o Tejo passou por nós e correu directo para o portão, tentando mordê-lo.
Fui ver com atenção e lá estava um filhote de pintassilgo, agarrado ao portão. Felizmente, do lado de fora.
Afastei logo o Tejo e chamei o meu marido pois o passarito, que ainda não conseguia voar, dirigia-se para o meio da rua, assustado, tendo os pais a tentar protegê-lo.
Meu marido identificou logo que era um pintassilgo, foi logo pegá-lo, com os pais a voar em redor dele.
Por uma fracção de segundo, pensei, com tristeza, que ele ia trazê-lo para casa… Ele gostava muito de criar passarinhos…
O meu marido começou a observar as árvores e, quando encontrou o ninho, colocou o filhote nessa árvore. Os pais foram pousar no nosso telhado, a cantar.
Fiquei preocupada. Será que eles vão abandonar o filho? Tivemos que voltar a sair de casa e, quando regressámos, meu marido foi até à árvore e veio com a boa notícia: eles estavam a alimentar o filhote!

Uma vez perguntei ao meu marido porque não dizia mais vezes “eu te amo”.
Ele respondeu-me que preferia “mostrar” que me amava.
Agradeço a Deus, todo os dias, pelo marido que me destinou.
Um marido que, até pode ser de poucas palavras românticas, mas, sem dúvida, tem me “ofertado” muitos gestos de amor.
E este, foi mais um.
Noutros tempos, com certeza que o traria para casa e o colocaria numa gaiola. Hoje partilhou comigo a preocupação de colocar o filhote em segurança, junto à sua família. Sem hesitar. Com carinho. Com vontade. Com Amor.

Algumas (pequenas) notas sobre esta situação:
- Ainda bem que o filhote caiu da árvore, para o lado de fora do quintal… fora do alcance do Tejo…
- Será que os pais do “nosso” pintassilgo, depois do susto de pensarem que iam ficar sem o filho e vendo que ele estava a salvo, vieram agradecer-nos com o seu cantar, antes de irem ter com ele?

domingo, 16 de maio de 2010

Momento Mágico

Hoje fomos almoçar “fora”.
Colocámos uma mesa na garagem, dois bancos, toalha, pratos, copos, talheres, pão, vinho e … entremeadas e febras para QUATRO.
Para muitas pessoas, momentos como este são simples demais, até sem graça. Algumas pessoas chamariam de “saloice”, “que pobreza!”.
Para mim, são momentos adoráveis. Ver meu marido a assar, com os meus cães ao seu lado (para ver se CAI alguma coisa!), dá-me uma sensação de paz, de serenidade, de harmonia, de Vida.
É claro que gosto de ir a restaurantes mas, sinceramente, troco todos os restaurante do mundo por momentos mágicos, como este.

Dia da Espiga



O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso. Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz;
Videira – vinho e alegria e
Alecrim – saúde e força.
(fonte: Wikipédia)
E lá fui eu, com o maridão, para o campo, colher os elementos necessários para fazer o nosso raminho de espiga. Uma tradição saudável.
Gostei de ver, um ou outro avó, na companhia de seus netinhos, a fazer o mesmo.
Para muitos, momentos como este, não têm graça nenhuma. Para mim, é mais um momento para aproveitar a companhia de alguém que mora em nosso coração, admirar a Natureza, curtir a Vida.
(E com este post, cheguei ao 100º. Quem diria!!!)