
Meu marido, quando miúdo/adolescente gostava de ir aos ninhos, apanhar passarinhos para colocar em gaiolas.
Confesso que já tive passarinhos (já nascidos em cativeiro) em gaiolas mas, conforme fui crescendo, passei a apreciar mais os pássaros, e aves no geral, em liberdade (como as “minhas” andorinhas que regressam a cada Primavera).
Hoje, quando chegámos em casa, de um pequeno passeio, o nosso Tejo recebeu-nos com um ladrar diferente.
Sempre que passamos o portão da entrada (e depois de fechá-lo), os nossos cães correm sempre ao nosso encontro para as boas-vindas do costume. Mas, hoje, o Tejo passou por nós e correu directo para o portão, tentando mordê-lo.
Fui ver com atenção e lá estava um filhote de pintassilgo, agarrado ao portão. Felizmente, do lado de fora.
Afastei logo o Tejo e chamei o meu marido pois o passarito, que ainda não conseguia voar, dirigia-se para o meio da rua, assustado, tendo os pais a tentar protegê-lo.
Meu marido identificou logo que era um pintassilgo, foi logo pegá-lo, com os pais a voar em redor dele.
Por uma fracção de segundo, pensei, com tristeza, que ele ia trazê-lo para casa… Ele gostava muito de criar passarinhos…
O meu marido começou a observar as árvores e, quando encontrou o ninho, colocou o filhote nessa árvore. Os pais foram pousar no nosso telhado, a cantar.
Confesso que já tive passarinhos (já nascidos em cativeiro) em gaiolas mas, conforme fui crescendo, passei a apreciar mais os pássaros, e aves no geral, em liberdade (como as “minhas” andorinhas que regressam a cada Primavera).
Hoje, quando chegámos em casa, de um pequeno passeio, o nosso Tejo recebeu-nos com um ladrar diferente.
Sempre que passamos o portão da entrada (e depois de fechá-lo), os nossos cães correm sempre ao nosso encontro para as boas-vindas do costume. Mas, hoje, o Tejo passou por nós e correu directo para o portão, tentando mordê-lo.
Fui ver com atenção e lá estava um filhote de pintassilgo, agarrado ao portão. Felizmente, do lado de fora.
Afastei logo o Tejo e chamei o meu marido pois o passarito, que ainda não conseguia voar, dirigia-se para o meio da rua, assustado, tendo os pais a tentar protegê-lo.
Meu marido identificou logo que era um pintassilgo, foi logo pegá-lo, com os pais a voar em redor dele.
Por uma fracção de segundo, pensei, com tristeza, que ele ia trazê-lo para casa… Ele gostava muito de criar passarinhos…
O meu marido começou a observar as árvores e, quando encontrou o ninho, colocou o filhote nessa árvore. Os pais foram pousar no nosso telhado, a cantar.
Fiquei preocupada. Será que eles vão abandonar o filho? Tivemos que voltar a sair de casa e, quando regressámos, meu marido foi até à árvore e veio com a boa notícia: eles estavam a alimentar o filhote!
Uma vez perguntei ao meu marido porque não dizia mais vezes “eu te amo”.
Ele respondeu-me que preferia “mostrar” que me amava.
Agradeço a Deus, todo os dias, pelo marido que me destinou.
Um marido que, até pode ser de poucas palavras românticas, mas, sem dúvida, tem me “ofertado” muitos gestos de amor.
E este, foi mais um.
Noutros tempos, com certeza que o traria para casa e o colocaria numa gaiola. Hoje partilhou comigo a preocupação de colocar o filhote em segurança, junto à sua família. Sem hesitar. Com carinho. Com vontade. Com Amor.
Algumas (pequenas) notas sobre esta situação:
- Ainda bem que o filhote caiu da árvore, para o lado de fora do quintal… fora do alcance do Tejo…
- Será que os pais do “nosso” pintassilgo, depois do susto de pensarem que iam ficar sem o filho e vendo que ele estava a salvo, vieram agradecer-nos com o seu cantar, antes de irem ter com ele?
Uma vez perguntei ao meu marido porque não dizia mais vezes “eu te amo”.
Ele respondeu-me que preferia “mostrar” que me amava.
Agradeço a Deus, todo os dias, pelo marido que me destinou.
Um marido que, até pode ser de poucas palavras românticas, mas, sem dúvida, tem me “ofertado” muitos gestos de amor.
E este, foi mais um.
Noutros tempos, com certeza que o traria para casa e o colocaria numa gaiola. Hoje partilhou comigo a preocupação de colocar o filhote em segurança, junto à sua família. Sem hesitar. Com carinho. Com vontade. Com Amor.
Algumas (pequenas) notas sobre esta situação:
- Ainda bem que o filhote caiu da árvore, para o lado de fora do quintal… fora do alcance do Tejo…
- Será que os pais do “nosso” pintassilgo, depois do susto de pensarem que iam ficar sem o filho e vendo que ele estava a salvo, vieram agradecer-nos com o seu cantar, antes de irem ter com ele?





