Ana Paula ou Rosa Carioca???
A Maria João colocou essa questão e eu vou explicar, direitinho.
Meu nome é Ana Paula.
"Rosa Carioca" é mais uma forma de lembrar meus pais: "Rosa" é o sobrenome de minha mãe e "Carioca" tem a ver com meu pai, pois ele nasceu no Rio de Janeiro, portanto, carioca. Desta forma, já está tudo esclarecido.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Mensagem de uma Amiga Querida
Olá Ana Paula!
Há já algum tempo que não visitava o teu blog, mas hoje "bateu-me qualquer coisa" e lá fui eu...
Como sempre não fiquei surpreendida com o que encontrei: textos recheados de sensibilidade, respeito, amizade, amor, ternura, valores....
Conheço-te há uns bons pares de anos e tenho de ti opinião de alguém frontal, que pauta a sua conduta por rectidão e honestidade, por vezes um pouco impulsiva (desculpa), mas sempre em defesa daquilo que considera o mais acertado e correcto.
Sempre apreciei a tua integridade de carácter e a tua amizade é para mim de grande valor.
Como profissional, sempre apreciei a tua preocupação em transmitir aos alunos os valores do respeito por si próprio, pelo outro, pela natureza... da conduta socialmente ajustada, para que cresçam MAIORES e MAIS PESSOA.
Não vou tecer nenhum comentário sobre qualquer dos textos, pois em todos eles eu vejo e revejo, a Mulher, a Professora, a Amiga com quem partilhei bons e menos bons momentos da minha vida profissional e também pessoal.
Recordo com muita saudade as nossas conversas, as divergências, a partilha, os desabafos... a colaboração.
Lamento não escrever comentários no blog, mas sou "analfabeta funcional" nessa área e sobretudo, assim, sinto mais que estou a escrever para ti, mas não tenho nada contra a partilha do comentário.
Há já algum tempo que não visitava o teu blog, mas hoje "bateu-me qualquer coisa" e lá fui eu...
Como sempre não fiquei surpreendida com o que encontrei: textos recheados de sensibilidade, respeito, amizade, amor, ternura, valores....
Conheço-te há uns bons pares de anos e tenho de ti opinião de alguém frontal, que pauta a sua conduta por rectidão e honestidade, por vezes um pouco impulsiva (desculpa), mas sempre em defesa daquilo que considera o mais acertado e correcto.
Sempre apreciei a tua integridade de carácter e a tua amizade é para mim de grande valor.
Como profissional, sempre apreciei a tua preocupação em transmitir aos alunos os valores do respeito por si próprio, pelo outro, pela natureza... da conduta socialmente ajustada, para que cresçam MAIORES e MAIS PESSOA.
Não vou tecer nenhum comentário sobre qualquer dos textos, pois em todos eles eu vejo e revejo, a Mulher, a Professora, a Amiga com quem partilhei bons e menos bons momentos da minha vida profissional e também pessoal.
Recordo com muita saudade as nossas conversas, as divergências, a partilha, os desabafos... a colaboração.
Lamento não escrever comentários no blog, mas sou "analfabeta funcional" nessa área e sobretudo, assim, sinto mais que estou a escrever para ti, mas não tenho nada contra a partilha do comentário.
Vou ter que parar por aqui, porque a minha gata MIA, está só a chamar-me para a hora da brincadeira. Ainda não conheces a minha Mia pois não?
Termino "oferecendo-te"uma poesia do Alexandre O' Neil, bem tua conhecida certamente.
Beijos da amiga
Nela
Termino "oferecendo-te"uma poesia do Alexandre O' Neil, bem tua conhecida certamente.
Beijos da amiga
Nela
AMIGO
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!
"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!
"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, No Reino da Dinamarca

domingo, 4 de abril de 2010
Como o Mar...
Quando olho para trás, para o que vivi até aqui, e quando olho ainda mais para trás, para a vida que meus Pais tiveram, penso imediatamente no Mar.
Costumava sempre dizer à minha Mãe que a nossa vida sempre foi como o Mar: cheia de ondas.
Umas vezes, ondas enormes; outras, ondas pequeninas; ainda outras vezes, ondas bem distanciadas umas das outras. Mas todas as ondas, acabavam sempre na praia.
Olho para o Mar e relaciono-o sempre com a minha vida: sempre amplo, sempre imprevisivel, sempre fornecendo várias direcções, vários desafios, mas, também, plenitude, calmaria.
Respeito o Mar, admiro-o, da mesma forma que respeito e admiro a Vida.
E assim vamos vivendo, esperando as próximas ondas; na esperança de serem pequeninas, pois não sei nadar...
(A foto é da Praia das Maçãs. Um local cheio de recordações boas e de momentos preciosos.)
sábado, 3 de abril de 2010
Mar

Há momentos que são preciosos.
Há momentos que não têm preço.
Há momentos que nos dão novo alento.
Momentos simples.
Momentos despretenciosos.
Momentos vividos.
Momentos que ficam guardados no arquivo da nossa existência.
Momentos como um almoço.
Momentos como um almoço, numa Sexta-Feira Santa, comendo um belo peixe assado na brasa, olhando o mar, na companhia de alguém muito especial.
E o preço da refeição?
Interessa?
Para mim, o que mais interessa é o momento passado com alguém que me completa a vida.
E depois do almoço, depois desse momento precioso, outro momento precioso.
Outro momento simples.
Outro momento que, talvez, para muitos seria puro tédio.
Mas, para nós dois, foi mais um momento agradável: ficar à beira-mar, ouvindo o bater das ondas, sentindo uma leve brisa... Momento revigorante.
E conversando sobre o almoço, sobre o mar, sobre aquele pato que passou com seu vôo apressado, sobre como devemos viver a nossa vida, sobre como devemos sempre aproveitar, na totalidade, os bons momentos que sugem e, se não surgem, buscá-los, transformá-los, enfim...
Não há dinheiro que traga de volta um bom momento desperdiçado, portanto, vamos viver os momentos ùnicos que temos ao alcance de nossas mãos, de nossos corações e ser feliz.
Há momentos que não têm preço.
Há momentos que nos dão novo alento.
Momentos simples.
Momentos despretenciosos.
Momentos vividos.
Momentos que ficam guardados no arquivo da nossa existência.
Momentos como um almoço.
Momentos como um almoço, numa Sexta-Feira Santa, comendo um belo peixe assado na brasa, olhando o mar, na companhia de alguém muito especial.
E o preço da refeição?
Interessa?
Para mim, o que mais interessa é o momento passado com alguém que me completa a vida.
E depois do almoço, depois desse momento precioso, outro momento precioso.
Outro momento simples.
Outro momento que, talvez, para muitos seria puro tédio.
Mas, para nós dois, foi mais um momento agradável: ficar à beira-mar, ouvindo o bater das ondas, sentindo uma leve brisa... Momento revigorante.
E conversando sobre o almoço, sobre o mar, sobre aquele pato que passou com seu vôo apressado, sobre como devemos viver a nossa vida, sobre como devemos sempre aproveitar, na totalidade, os bons momentos que sugem e, se não surgem, buscá-los, transformá-los, enfim...
Não há dinheiro que traga de volta um bom momento desperdiçado, portanto, vamos viver os momentos ùnicos que temos ao alcance de nossas mãos, de nossos corações e ser feliz.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Para reflectir...
"Na Infância as escolas ainda não tinham fechado.
Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas.
Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores."
(Rosa Lobato Faria)

terça-feira, 30 de março de 2010
Maternidade Alfredo da Costa

Na Maternidade Alfredo da Costa, não trabalham pessoas.
Já há muito tempo que tinha vontade de escrever sobre a minha “estadia” na Maternidade onde eu nasci.
Há seis anos que sinto uma vontade enorme de colocar cá para fora o que penso sobre aqueles com quem convivi 22 dias.
Há seis anos, encontrava-me grávida de gémeos.
Tudo corria bem, apesar de ser uma primeira gravidez, apesar de ter mais de 40 anos, apesar de ser uma gravidez de gémeos.
Era seguida e bem acompanhada pela minha médica, através de análises, ecografias, até amniocentese…
Até que… durante uma ecografia, só ouvimos um coraçãozinho.
Lembro, exactamente, o que minha médica disse, naquele momento: “Perdemos um.”
Segui, imediatamente, para a Maternidade Alfredo da Costa para tentar salvar o outro bebé, pois o Pedro já tinha falecido. (E não me venham falar que não posso dar um nome a um feto morto. Dentro da minha barriga, já era meu filho).
E então comecei a ter contacto com aqueles que não são pessoas.
Desde aquela enfermeira que aplicou as injecções com mãos de fadas; no bloco operatório, quando faziam cesariana; e na SALA 5, da Unidade dos Cuidados aos Prematuros. E foi, precisamente, na Sala 5, que constatei que ali não trabalhavam pessoas. Sim, só tive contacto com Anjos.
No bloco operatório, estava extremamente nervosa e toda a equipe trabalhou para acalmar-me, até conseguiram que eu risse (depois de ter tido uma crise de choro).
Não vi meu bebé, quando nasceu. O Henrique tinha 27 semanas e 630 gramas. Teve que ir logo para a famosa Sala 5, onde tudo acontece em cada minuto.
Foi incrível como os Anjos se dividiam. Enquanto uns cuidavam do Henrique, outros cuidavam de mim, dando-me força, apoio psicológico, ânimo. Sempre com um sorriso, um toque no ombro, uma palavra alegre.
O Henrique ficou na Sala 5, na cama 1, durante 22 dias. Lutou, cada minuto, durante esses 22 dias.
Durante 22 dias, vi aqueles Anjos a entrarem nessa luta de corpo e alma. As doutoras e as enfermeiras (os) estavam sempre atentas (os) a tudo e também tinham a paciência de me explicar tudo o que se passava com meu filho.
Até as voluntárias da Sala 5, eram especiais. Lembro de um dia, em que o Henrique lutava mais uma vez pela vida e que estava rodeado por uma equipa de médicos e enfermeiros. Ao ver aquilo, fiquei sem reacção. Surgiu logo uma voluntária para me apoiar. Com uma mistura de graça e seriedade, foi contando a situação e acalmando-me.
No dia seguinte, a situação estava estável, essa voluntária aproximou-se de mim, olhou-me bem nos olhos e disse: “Pois é. Ontem, o Henrique quis ir jogar bola com o irmão. Mas o irmão mandou que voltasse, pois ainda não havia vaga na equipa.”
Ao fim de 22 dias, o Henrique juntou-se à equipa do Pedro.
Lembro de todas as situações que vivi nesses dias mas lamento imenso não ter registado os nomes daqueles Anjos.
Não sei os seus nomes, mas nunca esquecerei como são dedicados, pacientes, sensivéis, profissionais e, acima de tudo, Verdadeiros Anjos.
Já há muito tempo que tinha vontade de escrever sobre a minha “estadia” na Maternidade onde eu nasci.
Há seis anos que sinto uma vontade enorme de colocar cá para fora o que penso sobre aqueles com quem convivi 22 dias.
Há seis anos, encontrava-me grávida de gémeos.
Tudo corria bem, apesar de ser uma primeira gravidez, apesar de ter mais de 40 anos, apesar de ser uma gravidez de gémeos.
Era seguida e bem acompanhada pela minha médica, através de análises, ecografias, até amniocentese…
Até que… durante uma ecografia, só ouvimos um coraçãozinho.
Lembro, exactamente, o que minha médica disse, naquele momento: “Perdemos um.”
Segui, imediatamente, para a Maternidade Alfredo da Costa para tentar salvar o outro bebé, pois o Pedro já tinha falecido. (E não me venham falar que não posso dar um nome a um feto morto. Dentro da minha barriga, já era meu filho).
E então comecei a ter contacto com aqueles que não são pessoas.
Desde aquela enfermeira que aplicou as injecções com mãos de fadas; no bloco operatório, quando faziam cesariana; e na SALA 5, da Unidade dos Cuidados aos Prematuros. E foi, precisamente, na Sala 5, que constatei que ali não trabalhavam pessoas. Sim, só tive contacto com Anjos.
No bloco operatório, estava extremamente nervosa e toda a equipe trabalhou para acalmar-me, até conseguiram que eu risse (depois de ter tido uma crise de choro).
Não vi meu bebé, quando nasceu. O Henrique tinha 27 semanas e 630 gramas. Teve que ir logo para a famosa Sala 5, onde tudo acontece em cada minuto.
Foi incrível como os Anjos se dividiam. Enquanto uns cuidavam do Henrique, outros cuidavam de mim, dando-me força, apoio psicológico, ânimo. Sempre com um sorriso, um toque no ombro, uma palavra alegre.
O Henrique ficou na Sala 5, na cama 1, durante 22 dias. Lutou, cada minuto, durante esses 22 dias.
Durante 22 dias, vi aqueles Anjos a entrarem nessa luta de corpo e alma. As doutoras e as enfermeiras (os) estavam sempre atentas (os) a tudo e também tinham a paciência de me explicar tudo o que se passava com meu filho.
Até as voluntárias da Sala 5, eram especiais. Lembro de um dia, em que o Henrique lutava mais uma vez pela vida e que estava rodeado por uma equipa de médicos e enfermeiros. Ao ver aquilo, fiquei sem reacção. Surgiu logo uma voluntária para me apoiar. Com uma mistura de graça e seriedade, foi contando a situação e acalmando-me.
No dia seguinte, a situação estava estável, essa voluntária aproximou-se de mim, olhou-me bem nos olhos e disse: “Pois é. Ontem, o Henrique quis ir jogar bola com o irmão. Mas o irmão mandou que voltasse, pois ainda não havia vaga na equipa.”
Ao fim de 22 dias, o Henrique juntou-se à equipa do Pedro.
Lembro de todas as situações que vivi nesses dias mas lamento imenso não ter registado os nomes daqueles Anjos.
Não sei os seus nomes, mas nunca esquecerei como são dedicados, pacientes, sensivéis, profissionais e, acima de tudo, Verdadeiros Anjos.
sábado, 27 de março de 2010
Pode parecer estupidez...
Hoje senti-me na "obrigação" de mandar um recado àqueles que costumam visitar o meu cantinho e àqueles que possuem espaços onde adoro passear.
Ando um bocado ausente por estas bandas por motivos profissionais. Se calhar, já deu para perceber que a minha profissão é Professora e esta altura é mais uma daquelas em que afogo-me em papéis e mais papéis.
Lamento imenso não ter tempo para visitá-los mas, em breve, retorno às minhas visitas.
Como seria bom fazer como esse gato (que deve ser meu vizinho). Esconder-me num lugar onde ninguém me chateia e onde posso descansar, relaxar e ouvir os pássaros. Apesar de ter uns paparazzis que não respeitam a minha provacidade.
Já agora, vou aproveitar para fazer uma pergunta.
Alguém pode-me explicar porque os meus cães ladram para uns gatos e não ligam nada a outros?
sábado, 20 de março de 2010
Cãomanidade
Cada dia que passa, concordo mais com a frase: "Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais".
O que encontro nos meus câes?
- Companhia;
- Carinho;
- Compreensão;
- Sinceridade;
- Lealdade.
Qualidades que até me dá vontade de qualificar como "qualidades animais". Faço um exame de consciência e reflicto: "Possuo todas essas qualidades que mencionei?"
Não. Não possuo todas.
- Sou duramente criticada por não fazer companhia.
- Sou carinhosa (q.b.).
- Faço um esforço ENORME para compreender a raça humana.
Mas há duas que sempre possui e vou continuar a praticá-las, mesmo que não agrade a muita gente:
- Sou sincera em actos e palavras.
- Sou leal aos meus princípios, às minhas amizades, às pessoas que realmente amo, à minha profissão (contudo que ela envolve) e aos meus animais.
Se vou tentar obter as outras qualidades?
Posso até tentar, mas nunca vou conseguir ser tão "cãomana" como os meus cães.
Continuarei a ser "humana".
domingo, 14 de março de 2010
Será que entendi bem?

Li no jornal "Correio da Manhâ", uma declaração do Director Regional de Educação sobre o caso do suicídio do Professor: "... as crianças (?) não podem carregar um sentimento de culpa que será muito negativo nas suas vidas..."
Eu não devo ter entendido bem. Os alunos de uma turma desrespeitam, maltratam, humilham, agridem um Professor ao ponto deste suicidar-se e, agora, o Professor falecido será o responsável pelo "sentimento de culpa" que esses alunos, por acaso, terão? E ainda por cima, vêm dizer que o Professor é que tinha uma "fragilidade psicológica"?
Não devo estar a perceber nada. Se, realmente, ele tinha essa fragilidade, não houve nenhuma ajuda? E se o Professor, à primeira falta de respeito, reagisse de "outra forma" pedagogicamente incorrecta, o que poderia acontecer? Quanto a isto, não há dúvidas: um processo disciplinar.
Meu Deus, em que mundo vivemos!
As "minhas" andorinhas
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