Companheiros de Pensamentos

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Para ti, Joaninha.


Ao vê-la, alguns diriam: “ É apenas uma criança.”
De certa forma, sim, pode-se dizer que é uma criança.
Uma criança que fui acompanhando o seu crescimento. Não como um elemento da família, não.
Fui acompanhando a sua sensibilidade, a sua graça, o seu sorriso, o seu olhar que diz tanto…
Quantas vezes, na sua ingenuidade infantil, dizia algo tão profundo, algo que ia de encontro com a saudade que tinha no meu peito, que eu tinha que fazer uma força danada para não desatar a chorar.
Não sabia bem o que responder a uma criança que tinha a capacidade de expressar com tão poucas palavras, toda a dor que eu sentia.
No dia do meu casamento, um dia em que eu tinha muitos sentimentos misturados, ela deu-me um daqueles abraços que só ela dava.
Meu Deus, como pode uns bracinhos tão pequeninos terem a capacidade de passar a sensação de estar a receber uma abraço do tamanho do mundo!
E assim, fui “vendo” essa criança crescer. Uma criança doce, educada, sensível, meiga. Uma criança que tem recebido uma educação excelente. Que tem recebido um apoio incondicional da parte da sua mãe e do seu pai, que sempre serão os seus únicos e verdadeiros amigos. É claro que ela tem e terá vários amigos, pois a sua presença é agradável e a sua companhia é doce. Mas NINGÚEM será tão sincero, tão presente, tão amigo como os seus pais. Disso não tenho a menor dúvida.
Gosto muito de ti, Joaninha.
Sei que já és grande para uma “Joaninha”, mas chamo-te assim devido ao grande carinho e afecto que sinto por ti. Espero que entendas e aceites continuar a chamar-te de “Joaninha”.
(Ainda lembro do teu avô (meu tio) e da minha mãe andarem sempre a procurar algo que tivesse “joaninhas” para a colecção que a tua mãe iniciou…)
Pois é, alguns diriam que és só uma criança…
Para mim, és e serás sempre alguém muito especial que me traz doces recordações e que sempre estará nos meus pensamentos. E podes ter a certeza que nada, nem ninguém mudará isso.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Resultados

Ora bem. Aqui estão as respostas:

1) A minha escova de dentes é e)Verde (apesar do azul ser a minha cor preferida)


2) Qual destas era a minha personagem favorita das revistas Disney? É o d)Pateta (ou não fosse um cão...)


3) Não me convidem para uma refeição de...a )Sushi (por favpor)


4) Que cidade mais gostaria de visitar? A cidade dos meus sonhos é c)Paris


5) De qual destes filmes gostei mais? Apesar de gostar de todos... d)África minha


6) Sonho com... d)Viajar pelo mundo fora (ah... se eu pudesse...)


7) Os meus piores pesadelos são com: d)Precipícios (dizem que é "crescimento"?)


8) Nos canteiros dos jardins gosto de ver...b)Margaridas (mas gosto de todas as flores)


9) Dos escritores que se seguem, de quem li quase toda a obra? b)Paulo Freire (claro! - Grande Educador))


10) A minha música preferida é...e)Clássica (e logo a seguir, quase empatando: "Gospel")


11) Qual é o meu jogo de cartas favorito? e)Nenhum (não sou muito "chegada" a jogos de cartas...)


Pois é, a minha Amiga Carla foi a vencedora (7) - será que alguém vai dizer que foi batota?
Carlos Albuquerque acertou em 5 - Muito Bem!
Maria João, apesar do pouco tempo de "convívio", conseguiu acertar em 4.
Valeu!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quem me conhece?

Ganhem coragem e aceitem este desafio que recebi de Carlos Albuquerque e, no próximo fim de semana, darei as verdadeiras respostas. Será que me conhecem?

1) A minha escova de dentes é branca e...
a — Laranja
b — Vermelha
c — Azul
d — Roxa
e — Verde

2) Qual destas era a minha personagem favorita das revistas Disney?
a — Tio Patinhas
b — Zé Carioca
c — Minie
d — Pateta
e — Madame Min

3) Não me convidem para uma refeição de...
a — Sushi
b — Cozido à portuguesa
c — Sardinhas assadas
d — Caldeirada à fragateiro
e — Favas com chouriço

4) Que cidade mais gostaria de visitar?
a — Atenas
b — Cairo (e as pirâmides egípcias)
c — Paris
d --Roma
e — Londres

5) De qual destes filmes gostei mais?
a — Casablanca
b — Ghost
c — Descalços no parque
d — África minha
e — Hollywood Ending

6) Sonho com...
a — Brad Pitt
b — Nada de especial
c — Viver até aos 100 anos
d — Viajar pelo mundo fora
e — Tornar-me famosa

7) Os meus piores pesadelos são com:
a — Cobras, lagartos ou crocodilos
b — Aranhas
c — Acidentes
d — Precipícios
e — Monstros

8) Nos canteiros dos jardins gosto de ver...
a — Hortênsias
b — Margaridas
c — Violetas
d — Rosas vermelhas
e — Amores perfeitos

9) Dos escritores que se seguem, de quem li quase toda a obra?
a — Agatha Christie
b — Paulo Freire
c — Günter Grass
d — Émile Zola
e — José Saramago

10) A minha música preferida é...
a — Blues e jazz
b — gospel
c — Eletrónica
d — Rock and roll
e — Clássica

11) Qual é o meu jogo de cartas favorito?
a — King
b — Canasta
c — Sueca
d — Poker
e — Nenhum

(Postem as respostas nos "Comentários".)

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Faça o que eu falo e não o que eu faço" (será?)

Tenho uma dúvida constante.
Um professor pode exigir certo comportamento de um aluno e não praticar esse mesmo comportamento quando está no papel de aluno?
Fico sempre confusa.
Como posso querer que meus alunos me respeitem se eu, enquanto aluna, não respeitar meus professores?
No meu entender, se sou capaz de “cobrar” certas atitudes de meus alunos, é porque sou igualmente capaz de tê-las, quando estou numa sala de aula e tenho, à minha frente, um professor.
Ou será que é válido o “faça o que eu falo e não o que eu faço”?
Que pena!
Não foi assim que fui educada por meus pais. E, por mais que o tempo passe, não me conformo com a “dualidade” de certos profissionais…

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um miminho

Recebi este selinho da minha "colega" de blogs, Sonia Silvino do blog http://soniasilvinoreflexoes.blogspot.com/. Agradeço muito o carinho. Apesar de não saber muito ainda destas andanças, acho que tenho que indicar três blogs para receberem este mimo; pois então aí vai:

- Fatucha: http://paraladaslentes.blogspot.com/ (Artigos interessantes expostos de forma leve).

- Maria João: http://mariaescrevinha.blogspot.com/ ("Pequenos Detalhes"; que não considero nada pequenos).

- Verena: http://bichinhosamados.blogspot.com/ (Aborda um tema pelo qual também sou apaixonada).

E aí está, se bem que adoro todos os blogs que sigo (ou não os seguiria).

domingo, 17 de janeiro de 2010

"Bitcho Bravo" - Ricardo Rodrigues

Pedi ao colega bloguista Nuno Anjos Pereira permissão para colocar neste meu cantinho, a sugestão de um livro que deve ser muito interessante. Será a minha próxima aquisição.
“O português que viveu 10 anos com lobos. Reportagem de Ricardo Rodrigues sobre a arrebatadora história verídica do biólogo Francisco Álvares, 34 anos, que foi para a região do Barroso estudar durante dez anos as alcateias da região. Nas palavras do autor, Francisco Álvares “foi-se tornando cada vez mais bitcho bravo. Durante uma década, os lobos apresentaram-lhe paisagens de sonho e cumplicidades raramente permitidas pelo meio selvagem. Acarinhou crias, quase adoptou alguns adultos.” É uma extraordinária reportagem feita livro. Dois dias chegam para a ler, é tão intenso que não permite paragens. Retrata o nosso Portugal profundo de uma forma muito simples e autêntica, fez-me recordar as histórias que o meu avô contava acerca dos lobos e dos seus mitos, mas da mesma forma que ele o fazia: intensa, genuína, natural e quase que parecia verdade, e eu sou Ribatejano. Pelo livro fiquei a saber a verdade tanto a esse respeito, da nossa tradição oral, como a nível científico sobre o Lobo. “Bitcho Bravo” não é um livro: é um legado histórico! Deveria ser de leitura recomendada. Incrivelmente foi encontrado pela minha esposa num monte de livros amalgamados dentro de uma caixa metálica numa promoção de supermercado.
“Bitcho Bravo – Rodrigues, Ricardo
A década dos lobos transmontanos. A incrível história do português que viveu 10 anos com lobos. Ainda que algumas pessoas o tratem por Dr. Francisco, todos o conhecem como Chico dos Lobos. Às quatro da manhã, hora em que o Barroso embala em sono profundo, Francisco sobe muitas vezes os montes sozinho para falar com os animais. Trepa para o alto de um penhasco, e com as mãos em concha e começa a uivar. Os lobos respondem-lhe.”
Página 47: “É-lhe mais fácil pôr-se do lado da facção menos óbvia, a dos animais. «O lobo é um resistente, tem conseguido sobreviver a todos os cercos que lhe fazem. Foi o homem que lhe invadiu o território e não o contrário.» Assim é, um fóssil vivo que encontrou nas populações humanas o primeiro predador.”



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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E o ano novo começou...



E começou já deixando às claras toda a minha impotência...

No dia 1, o meu cão mais novo começou com tosse, muita tosse. A princípio até pensei que estava engasgado com alguma coisa. Foi uma aflição ver o bichito assim. Não sabia o que fazer, não sabia o que poderia ser e daí a minha sensação de impotência.
Se eles ao menos falassem tipo: "Oh, dona, estou com uma dorzinha de garganta"; ou, "Dona, estou mal-disposto..."; mas, não. Quando aparecem os sintomas, já está tudo instalado.

E o meu cãozito (que não é pequenito) aproximava-se de mim, sempre que tinha os ataques de tosse, talvez esperando que eu fizesse algo para que aquilo passasse. Mais uma vez, total impotência! Foi uma noite terrível!

No dia seguinte, logo de manhã, fomos os primeiros a chegar à Clínica Veterinária.
Pronto! Tudo esclarecido. Era faringite, também conhecida como "tosse do canil". Toma lá uma "pica", mais antibiótico e uns compromiditos.
Saí aliviada mas com o aviso que poderia passar para o amiguinho dele.

E passou! Quatro dias depois, o meu cãozito mais velho começou com aquela tosse terrível.
Não me alarmei mas cortava o coração sempre que ele tossia. Ninguém dormiu nessa noite.

No dia seguinte lá fomos outra vez à mesma clínica e lá veio a mesma medicação.
Porém, desta vez não me senti impotente. Já sabia o que era, já sabia que havia tratamento e acreditava que o meu velhote ia ficar bem. Graças a Deus, já passou. Os dois estão bem.

É claro que sei que eles não são eternos mas como gostaria que fossem...
A calma que proporcionam quando me fazem companhia, as risadas que me provocam com suas loucuras e traquinices, a lealdade que demonstram, a sinceridade que se vê naqueles olhos.
Não compreendo como algumas pessoas não conseguem ver todas as virtudes que estes bichinhos têm.
Não compreendo por que acham tão estranho o cuidado e a preocupação que tenho com eles, mas é tão simples de entender: ELES SÃO MEUS AMIGOS E MEUS ANJOS CANINOS.


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

E lá se vai mais um ano...



Tenho a mania de olhar para trás e ver o que acumulei ao longo dos anos.
Gosto de colocar numa balança as coisas positivas e negativas e ficar olhando qual o prato que pesa mais.
Já tive anos bem ruinzinhos e anos que trouxeram verdadeiros milagres:
- 1975: saí de uma terra onde vivia-se a felicidade, a alegria, a boa vizinhança, deixei de ver os pôr-do-sol fantásticos, deixei bons amigos, grandes colegas, dos quais perdi completamente o contacto, infelizmente.
- 1976: meu pai sofre um enfarte do miocárdio; os médicos não dão nenhuma chance e ele recupera.
- 1979: conheci uma amiga de loooooonga data (30 anos de amizade).
- 1982: concluo a minha formação em Patologia Clínica e começo a trabalhar em Laboratórios de Análises Clínicas. Conheci Bons Colegas de trabalho, mas também constatei que o ambiente de trabalho é bem diferente do ambiente de sala de aula, aliás, já tinha sido avisada pelo meu Professor Laurindo Chaves Neto.
- 1993: obtenho a minha Licenciatura em Pedagogia, juntamente com umas colegas fantásticas. Uma turma de lutadoras, de persistentes, de solidárias, onde a amizade nos unia. Graças à Internet, ainda mantenho contacto com elas.
- 1994: sou “contaminada” com o vírus do Ensino. Comecei a minha carreira de Professora e posso dizer que, apesar de tudo, ainda continuo apaixonada por esta profissão. E contrariando o que dizia o meu Professor Laurindo, tenho boas e grandes amigas nesta profissão.
- 1998: visitei a Expo 98. Um sonho realizado. Um reencontro com minha terra natal. Um reencontro com pessoas que não via há muito tempo. Um reencontro com um passado que guardava algumas feridas mas também algumas boas recordações. Neste ano também concluí a minha Pós-Graduação, onde conheci três irmãs maravilhosas que desde então vivem no meu coração.
- 1999: regresso de vez às minhas raízes e a algumas decepções.
- 2000: foi um ano muito triste e que gostaria que nunca tivesse existido. Perdi irmã, Pai, tio e tia. Mas também foi o ano onde “vi” a solidariedade dos vizinhos que nos conheciam há pouquíssimo tempo, foi o ano em que surgiram grandes amizades e que persistem até aos dias de hoje.
- 2002: perdi um tio muito querido.
- 2003: foi o ano em que recebi um grande presente, um Bom Marido. Um Marido que veio lembrar-me que o caminho é sempre para a frente; um Marido que tem uma sensibilidade “silenciosa” e uma valor “gritante”; um Marido que consegue “demonstrar” as palavras mais românticas deste mundo; um Marido que compartilha as tardes de chuva, os passeios mais inesperados, os bons petiscos…e as noites (claro); um Marido que conseguiu dar-me a força necessária para continuar a viver.
- 2004: outro ano para esquecer. Perdi minha mãe e meus filhos.
Todos os outros anos foram anos cheios de momentos felizes, com saúde e trabalho.
Este ano, que está quase a chegar ao fim, também foi um ano cheio de momentos muito felizes, com muita saúde e trabalho e com a grande oportunidade de cativar mais uma amizade.
E olhando bem para a balança, o que vejo?
Um dos pratos contêm todas as perdas que tive, todas as lágrimas que derramei, toda a revolta, mágoa, decepção que vivi.
O outro prato tem a saúde, o trabalho, o meu marido e os meus amigos e dá para perceber o quanto está pesado. Tão pesado que consegue levantar, facilmente, todas as tristezas sofridas. Graças a Deus… e que continue assim no Ano que vem (e com a companhia dos meus cãezitos).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL


Que a magia e o sentimento que se vive nesta época, possa estar presente todos os dias do próximo ano. É difícil mas não impossível. Basta querer.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Procurava-se (mais) um amigo


Não precisava ser homem ou mulher (mas é mulher), bastava ser humano, bastava ter sentimentos, bastava ter coração.
Precisava saber falar e saber calar, sobretudo saber ouvir.
Tinha que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto dos ventos e canção das liras.
Devia ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
Devia amar o próximo e respeitar a dor que todos os passantes levam consigo.
Devia guardar segredo sem se sacrificar.
Não era preciso que fosse de primeira-mão, nem era imprescindível que fosse de segunda.
Podia já ter sido enganado, todos os amigos o são.
Não era preciso que fosse puro, nem que fosse de todo impuro, mas não devia ser vulgar.
Devia ter um ideal e medo de perdê-lo, e no caso de assim não ser, devia sentir o grande vácuo que isto deixa.
Tinha que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo devia ser o de ser amigo.
Devia sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Devia gostar de crianças, e de ter alegria delas terem nascido.
Procurava-se um amigo para gostar dos mesmos gostares, que se comovesse quando chamado de amigo.
Que soubesse conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e recordações.
Precisava-se de um amigo para não enlouquecer, para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Devia gostar de ruas desertas, de poças de chuva e de caminhos molhados, de beira de matos depois da chuva, de se deitar na relva.
Precisava-se de um amigo que dissesse que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tinha um amigo.
Precisava-se de um amigo para parar de chorar, para não se viver debruçado no passado, em buscas de memórias felizes.
Precisava-se de um amigo que acreditasse em nós.
Precisava-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se “Vive”.

Hoje, faz um ano que conheci alguém que tem contribuído muito para uma bela Amizade. Alguém que tem uma Família linda, com a qual meu marido e eu gostamos muito de conviver. Alguém que tem tudo a ver com este poema, que não é de minha autoria mas onde fiz umas “alteraçõezinhas”. Desejo, de coração, que este seja apenas o primeiro de muitos anos de Amizade. Obrigada, Carla, por existires e por fazeres parte daquele grupo, muito especial, que tenho a honra e o prazer de chamar de “AMIGOS”.