Companheiros de Pensamentos

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tributo aos meus Professores


Há Professores e professores. Diria melhor, há Professores e pessoas que têm o emprego de professor.
Posso dizer que tive ambos. A minha primeira Professora, Profª Angélica Martins Garcia, foi marcante pela sua atenção permanente com seus alunos. Não era de dar miminhos nem beijinhos mas estava sempre atenta às nossas dificuldades. Nunca a vi usar a palmatória, nunca a ouvi desprezar alguém. Foi um bom exemplo para mim.
Depois tive algumas pessoas que tinham o emprego de professora e não vou perder tempo a escrever sobre elas. Não compreendo como pode--se tratar os alunos levando em conta a situação financeira dos respectivos pais. Enfim...
Nos 6º, 7º e 8º anos, tive a grande oportunidade de ser aluna da Profª Terezinha Campos, leccionava História e Geografia do Brasil. Que Professora! Que sabedoria, que cultura, que psicologia! Ela agigantava-se quando ensinava-nos factos históricos. As aulas dela eram puro prazer. E quando era necessário repreender algum aluno, por mau comportamento, sua voz baixava de tom mas a força da razão fazia-se ouvir bem alto dentro de nossas cabeças e corações.
Depois, no antigo Liceu São Paulo, tive Professores com características bem distintas:
- Profª Laura (Matemática): tinha o dom de apresentar os conteúdos com uma facilidade, que descobríamos todos os "segredos" das fórmulas matemáticas.
- Prof. Waldemar (Química): sabia muito mas não tinha muita paciência para ensinar. Mas, devido ao seu valor, foi escolhido para ser o Padrinho da Turma.
- Profª Rosely (Inglês): foi a única Professora que conseguiu que gostasse de inglês.
- Prof. Laurindo Chaves Neto (Hematologia, Biologia): ensinou-nos muito mais do que conteúdos necessários para o mercado de trabalho, ensinou-os como seria o próprio ambiente de trabalho.
- Profª Solange (Educação Física): preocupava-se com cada aluno, dentro das suas habilidades (ou não, como no meu caso).
- Prof. Paixão (O.S.P.B.=Organização Social e Política do Brasil): apenas tenho a dizer que foi um GRANDE PROFESSOR.
Depois veio a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Santos, onde tive Bons Professores e Boas Professoras. Todos merecem o meu mais profundo respeito e admiração mas... há uma Professora que sempre se destacou para mim: Professora Doutora Conceição Neves Gmeiner.
Destacou-se pela sua enorme cultura, grande sabedoria e pela grande Pedagoga que é. Ensinou-me que o fato de ser autoridade não tem nada a ver com ser autoritária. Ensinou-me que a verdadeira Professora conhece, a fundo, seus alunos e deve ter o cuidado de direccionar suas aulas para TODOS eles. Ensinou-me que o bom humor deve estar presente nas aulas mas que não deve ser vulgar. Ensinou-me que nós somos o que pensamos. Ensinou-me que a discussão é enriquecedora quando baseada em argumentos válidos. Ensinou-me que sempre devemos reflectir no que queremos, realmente, para nossas vidas. Ensinou-me que, na vida, há sempre prioridades e devemos saber classificá-las. Ensinou-me que a verdadeira Professora toma conhecimento dos problemas de seus alunos (quaisquer que sejam) e tenta apontar para possivéis soluções.
Lembro quando ela obteve o seu Doutoramento em Filosofia com nota máxima e menção honrosa.
Nós, enquanto alunas, ficámos a saber, não por ela. Quando ela apresentou-se para a aula, nós dissemos-lhe: "-Agora temos que passar a tratá-la por Doutora."
E ela, parou imediatamente na entrada da sala, virou-se para nós e disse: "- Antes de ser Doutora, fui, sou e sempre serei Professora."
Uma Professora que deixou-me uma profunda marca.
E, para finalizar, o meu grande tributo aos meus primeiros Mestres: os meus Pais, que ensinaram-me tudo o que sou.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia Mundial dos Animais


Hoje é Dia Mundial dos Animais, menos para mim.
Para mim, todos os dias são dias mundiais dos animais. Em todos os dias, os animais devem ser respeitados, cuidados, lembrados.
As pessoas não são obrigadas a gostar de todos os animais mas têm a obrigação de não fazer-lhes mal, de deixá-los em paz. Se os deixarem em paz, já estarão a fazer um enorme bem.
Ainda não consigo perceber porque existem pessoas que maltratam os animais. Não entendo como conseguem abandoná-los, não percebo qual o prazer de tentar, deliberadamente, atropelá-los, não aceito que os desprezem quando mais eles necessitam de cuidados e atenção. Aliás, não acho que seres assim, possam ser classificados como “pessoas”. Para mim, são “coisas”. “Coisas” não têm sentimentos.
Se deixar cair uma caneta, ela não sentirá dor, se esquecer um lápis no fundo de uma gaveta, não sentirá solidão, se colocar uma borracha dentro de um estojo completamente cheio, não sofrerá por falta de espaço. São coisas, desprovidas de sentimentos. Exactamente como essas “coisas” que não entendem que os animais são bem diferentes delas; os animais têm sentimentos, sofrem, ficam doentes, precisam de cuidados, de protecção, de atenção, de carinho.
Será que essas “coisas” acham que são superiores aos animais?
Grande erro! Mas, tenho a certeza que, um dia, sentirão na pele toda a dor que provocaram nesses seres tão especiais, os Animais.

sábado, 3 de outubro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Reencontro Virtual


Uma amizade pode acabar?
Um dia li a seguinte frase: "Se perdeste um amigo, é porque não era teu amigo."
Hoje tive a prova da veracidade dessa frase.
Uma amizade de 20 anos ficou "incontactável" por 10 anos.
Hoje, houve um novo contacto e, quando alguém perguntou há quanto tempo eramos amigas, a resposta foi: há 30 anos. Exactamente, quem tem uma amizade forte, não a perde. Pode ficar em stand-bye, mas basta um contacto (mesmo que virtual) para ela se reacender.
Agradeço à internet, por ter proporcionado esse contacto.
Fiquei feliz pelo nosso "reencontro", Amiga Márcia.
Nesses anos rimos muito, fizemos a outra rir quando só derramava lágrimas, passeámos, trocámos tantas confidências (confidências de adolescentes... e não só). Tive o privilégio de conhecer os teus Pais, maravilhosas pessoas.
Sinto saudades dos tempos que vivemos, das amigas com que convivemos...
Este mundo dá tantas voltas... a vida prega-nos tantas surpresas...
Como diz Toquinho: o destino é uma astronave que muda nosso destino e depois convida a rir ou chorar.
Hoje, tive vontade de fazer o tempo voltar atrás...
Tantas recordações passaram pela minha cabeça... fui a primeira "passageira" quando compraste o teu primeiro carro... tantas peripécias vividas... as "paqueras"... nossa... tantas lembranças... sem falar do teu aniversário, que eu lembrava o ano inteiro, menos no dia do teu aniversário e quando tu ligavas-me no meu aniversário, NO DIA SEGUINTE, e eu ouvia a tua voz a dar-me os parabéns... bem... eu só queria "sumir", desaparecer de tanta vergonha.
Mas tu sempre conseguias rir. Não sei se eu agiria da mesma maneira.
Ao menos isso eu resolvi pois passei a mandar-te um cartão de aniversário, dias antes, para não passar esquecido.
E a nossa luta para conseguir trabalho?
Entrevistas, trabalhos diferentes da nossa formação técnica e, depois de tantas voltas, exercemos a mesma profissão.
Enfim...
Gostei mesmo muito de te ter "reencontrado" e agradeço por continuares a ser minha Amiga.

sábado, 19 de setembro de 2009

Desisto!


Estava a pensar escrever algo aqui neste meu cantinho...
E então comecei mas... o que acontece???
Eis que surge algo entre mim e o computador!
Tento afastar para o lado.
Volta a surgir, algo bem pesado e volumoso.
Volto a afastar para o lado.
Mas, volta a aparecer algo bem pesado, volumoso e peludo.
Então, desisto!
"Ok, você venceu, vamos lá fora brincar um pouco."
O que não fazemos para alegrar o nosso amigo inseparável?
O que não faço, por ti, meu anjo canino?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Augusto Cury



Duas leituras interessantes.
Algumas passagens:
"Nas sociedades modernas, o normal é ser doente e stressado, o anormal é ser saudável, ter tempo para amar, sonhar, contemplar as coisas simples."
"É necessário que os professores sejam valorizados e aliviados. Nunca uma classe tão nobre foi tão desprestigiada profissionalmente. Eles deveriam trabalhar menos e ganhar mais."
"Os professores educam a emoção e trabalham nos solos da inteligência para que os jovens não adoeçam na sua mente, não se sentem nos bancos dos réus, não façam guerras."
"O caos da humanidade é reflexo do desprezo que as sociedades modernas têm pela educação. Nos discursos políticos, a educação está em primeiro lugar, na acção concreta está em último.
As sociedades que desprezam os educadores (professores) desprezam os seus jovens, asfixiam o seu futuro. De facto, a juventude tem sido massacrada pelo sistema. Os nossos filhos estão a perder a sua identidade, são tratados como consumidores, um número de cartão de crédito.
O índice de agressividade, ansiedade, depressão, farmacodependência e alienação social entre os jovens aumenta cada vez mais. Os professores estão stressados e os alunos ansiosos. Quando vamos acordar?"
"Os pais não percebem que as crianças precisam ter infância, necessitam de inventar, correr riscos, decepcionar-se, divertir-se, encantar-se com as pequenas coisas simples da vida. Não imaginam que as funções mais importantes da inteligência dependem das aventuras da criança."

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Andorinhas


Elas estão de malas prontas para mais uma viagem.
Todos os anos é assim.
Pelo fim da Primavera, começam a chegar aos pouquinhos. Primeiro, aparecem duas, depois outras duas e, alguns dias a seguir, as últimas duas. Ocupam os ninhos que deixaram no ano anterior. Limpam-nos e reconstroem, se for o caso disso; aliás, desta vez tiveram que o fazer, pois um dos ninhos tinha sido ocupado por um casal de pardais que fez um grande rombo na “casa”.
A partir daí, é lindo acordar ouvindo as suas “conversas” e observar o seu voo rápido. Ao entardecer, assistimos ao bailado próximo aos ninhos. Será que elas “contam” de suas “viagens”?
Os dias vão passando, até que começamos a ver cascas de ovos pelo chão. Pronto, nasceram os filhotes. Já sei que, em breve, também vou ver o que não gosto: alguns filhotes aparecem mortos. Porquê? Será que caem do ninho? Será que são empurrados pelos irmãos? Meu marido diz que são os pais que eliminam os mais fracos ou doentes. Não sei; só sei que não gosto nada de ver, logo que saio de casa, algum filhotinho morto no chão.
E o Verão continua e continuo a ter a companhia dessas avezitas que eu adoro.
Elas transmitem-me renovação, coragem, trabalho e alegria.
Depois de certo tempo, observamos novas cabecitas a espreitar dos ninhos. Os filhotes estão a crescer e até a sua “voz” já se ouve melhor. Exigem alimento e os pais não param de os atender.
Logo vão começar as lições de voo. E o carrossel tem início. Voos curtos, rápidos, que, aos poucos, vão aumentando a sua trajectória.
Enfim, chegam os entardeceres em que vemos muito mais andorinhas perto de nosso telhado. É lindo.
Perco-me a vê-las, admiro a graça do voo, a “conversa” entre elas. Pode ser uma grande estupidez, não me importo do que possam pensar (pois nunca ouvi nenhum comentário sobre a minha admiração), só sei que sempre que as vejo, fico a pensar nas grandes viagens que fazem. Aves tão pequenas, com tanta força, tenacidade. Simplesmente, admiro-as.
É claro que há pessoas que SÓ olham para a sujeira que elas fazem. Será que essas pessoas já pararam para pensar na sujeira que os seres humanos fazem por todo este Planeta? Muitas das pessoas que reclamam, são aquelas que jogam o cigarro ou o papel do rebuçado pela janela do carro, ou deixam o papel que envolvia a sandes na areia da praia, ou jogam o lenço de papel no meio da rua, ou varrem a sujeira da frente da casa para o lado do vizinho. Hipocrisia!
Bem, mas voltando às “minhas” andorinhas… elas já partiram. Já não ouvimos as suas “conversas” e “histórias” ao pôr-do-sol. Já não vemos os seus voos rasantes. Já não há o “carrossel” de andorinhas. Já estão a viajar para outras terras…
Mas os pardais continuam a fazer-me companhia, enquanto elas não regressam na próxima Primavera.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Obrigada, Amiga.


Há dias menos bons que outros…
Hoje, o dia começou menos bom. Fui fazer algo que nunca tinha feito. Era uma actividade que a minha mãe fazia questão de fazer regularmente: cuidar da campa do meu pai. Ela sempre fez questão de cuidar das dos meus avós e, depois, da do meu pai.
Foi algo que sempre me custou…
Hoje, fui cuidar da campa onde, agora, estão os meus pais e da outra campazinha, dos meus bebés.
Para mim, meus pais não estão naquele lugar. Minha existência com eles sempre foi muito rica, muito feliz (apesar de todas as dificuldades que passámos), recheada de imensos momentos e situações óptimos para relembrar. Para mim, eles foram fazer uma longa viagem, para lugares onde não existem telefones, telemóveis e internet, por isso, não podemos entrar em contacto; mas, um dia, voltaremos e nos reencontrar.
Já com meus bebés…a existência foi extremamente curta…
Bem, não voltei daquele lugar nada bem. Apesar de tentar ter sempre uma visão positiva da vida, às vezes, é difícil manter o sorriso na cara.
Mas (há sempre um “mas”), alguém ligou para mim. E depois de ter derrubado algumas lágrimas ao telefone, bastou 5 minutos de conversa para que o meu sorriso voltasse.
É incrível como algumas pessoas nos fazem tanto bem à alma!
Muitas vezes, conhecemos pessoas que parecem simpáticas, espiritualistas mas, com o tempo, percebemos que só se tratava de um “verniz” (como dizia minha mãe) e, a qualquer momento, estala, mostrando toda a “sujidade” que sempre esteve lá.
Em contrapartida, há pessoas que cruzam nosso caminho só para fazer-nos sentir bem e com as quais começa a crescer algo muito precioso: a Amizade. E quanto mais o tempo vai passando, quanto mais vamos convivendo, quanto mais vamos conhecendo nossos defeitos e feitios, mais forte vai ficando esse sentimento. Essas pessoas são Verdadeiramente Simpáticas, Educadas, Espiritualistas, Humanas, Sinceras.
Obrigada, Amiga, por teres aparecido (tu e toda essa família linda) nas nossas vidas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Liberdade


Recebi este vídeo de uma amiga e amei. Este vídeo mostra o que eu sempre queria ver nos cavalos (e não só): Liberdade.