Companheiros de Pensamentos

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia Mundial dos Animais


Hoje é Dia Mundial dos Animais, menos para mim.
Para mim, todos os dias são dias mundiais dos animais. Em todos os dias, os animais devem ser respeitados, cuidados, lembrados.
As pessoas não são obrigadas a gostar de todos os animais mas têm a obrigação de não fazer-lhes mal, de deixá-los em paz. Se os deixarem em paz, já estarão a fazer um enorme bem.
Ainda não consigo perceber porque existem pessoas que maltratam os animais. Não entendo como conseguem abandoná-los, não percebo qual o prazer de tentar, deliberadamente, atropelá-los, não aceito que os desprezem quando mais eles necessitam de cuidados e atenção. Aliás, não acho que seres assim, possam ser classificados como “pessoas”. Para mim, são “coisas”. “Coisas” não têm sentimentos.
Se deixar cair uma caneta, ela não sentirá dor, se esquecer um lápis no fundo de uma gaveta, não sentirá solidão, se colocar uma borracha dentro de um estojo completamente cheio, não sofrerá por falta de espaço. São coisas, desprovidas de sentimentos. Exactamente como essas “coisas” que não entendem que os animais são bem diferentes delas; os animais têm sentimentos, sofrem, ficam doentes, precisam de cuidados, de protecção, de atenção, de carinho.
Será que essas “coisas” acham que são superiores aos animais?
Grande erro! Mas, tenho a certeza que, um dia, sentirão na pele toda a dor que provocaram nesses seres tão especiais, os Animais.

sábado, 3 de outubro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Reencontro Virtual


Uma amizade pode acabar?
Um dia li a seguinte frase: "Se perdeste um amigo, é porque não era teu amigo."
Hoje tive a prova da veracidade dessa frase.
Uma amizade de 20 anos ficou "incontactável" por 10 anos.
Hoje, houve um novo contacto e, quando alguém perguntou há quanto tempo eramos amigas, a resposta foi: há 30 anos. Exactamente, quem tem uma amizade forte, não a perde. Pode ficar em stand-bye, mas basta um contacto (mesmo que virtual) para ela se reacender.
Agradeço à internet, por ter proporcionado esse contacto.
Fiquei feliz pelo nosso "reencontro", Amiga Márcia.
Nesses anos rimos muito, fizemos a outra rir quando só derramava lágrimas, passeámos, trocámos tantas confidências (confidências de adolescentes... e não só). Tive o privilégio de conhecer os teus Pais, maravilhosas pessoas.
Sinto saudades dos tempos que vivemos, das amigas com que convivemos...
Este mundo dá tantas voltas... a vida prega-nos tantas surpresas...
Como diz Toquinho: o destino é uma astronave que muda nosso destino e depois convida a rir ou chorar.
Hoje, tive vontade de fazer o tempo voltar atrás...
Tantas recordações passaram pela minha cabeça... fui a primeira "passageira" quando compraste o teu primeiro carro... tantas peripécias vividas... as "paqueras"... nossa... tantas lembranças... sem falar do teu aniversário, que eu lembrava o ano inteiro, menos no dia do teu aniversário e quando tu ligavas-me no meu aniversário, NO DIA SEGUINTE, e eu ouvia a tua voz a dar-me os parabéns... bem... eu só queria "sumir", desaparecer de tanta vergonha.
Mas tu sempre conseguias rir. Não sei se eu agiria da mesma maneira.
Ao menos isso eu resolvi pois passei a mandar-te um cartão de aniversário, dias antes, para não passar esquecido.
E a nossa luta para conseguir trabalho?
Entrevistas, trabalhos diferentes da nossa formação técnica e, depois de tantas voltas, exercemos a mesma profissão.
Enfim...
Gostei mesmo muito de te ter "reencontrado" e agradeço por continuares a ser minha Amiga.

sábado, 19 de setembro de 2009

Desisto!


Estava a pensar escrever algo aqui neste meu cantinho...
E então comecei mas... o que acontece???
Eis que surge algo entre mim e o computador!
Tento afastar para o lado.
Volta a surgir, algo bem pesado e volumoso.
Volto a afastar para o lado.
Mas, volta a aparecer algo bem pesado, volumoso e peludo.
Então, desisto!
"Ok, você venceu, vamos lá fora brincar um pouco."
O que não fazemos para alegrar o nosso amigo inseparável?
O que não faço, por ti, meu anjo canino?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Augusto Cury



Duas leituras interessantes.
Algumas passagens:
"Nas sociedades modernas, o normal é ser doente e stressado, o anormal é ser saudável, ter tempo para amar, sonhar, contemplar as coisas simples."
"É necessário que os professores sejam valorizados e aliviados. Nunca uma classe tão nobre foi tão desprestigiada profissionalmente. Eles deveriam trabalhar menos e ganhar mais."
"Os professores educam a emoção e trabalham nos solos da inteligência para que os jovens não adoeçam na sua mente, não se sentem nos bancos dos réus, não façam guerras."
"O caos da humanidade é reflexo do desprezo que as sociedades modernas têm pela educação. Nos discursos políticos, a educação está em primeiro lugar, na acção concreta está em último.
As sociedades que desprezam os educadores (professores) desprezam os seus jovens, asfixiam o seu futuro. De facto, a juventude tem sido massacrada pelo sistema. Os nossos filhos estão a perder a sua identidade, são tratados como consumidores, um número de cartão de crédito.
O índice de agressividade, ansiedade, depressão, farmacodependência e alienação social entre os jovens aumenta cada vez mais. Os professores estão stressados e os alunos ansiosos. Quando vamos acordar?"
"Os pais não percebem que as crianças precisam ter infância, necessitam de inventar, correr riscos, decepcionar-se, divertir-se, encantar-se com as pequenas coisas simples da vida. Não imaginam que as funções mais importantes da inteligência dependem das aventuras da criança."

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Andorinhas


Elas estão de malas prontas para mais uma viagem.
Todos os anos é assim.
Pelo fim da Primavera, começam a chegar aos pouquinhos. Primeiro, aparecem duas, depois outras duas e, alguns dias a seguir, as últimas duas. Ocupam os ninhos que deixaram no ano anterior. Limpam-nos e reconstroem, se for o caso disso; aliás, desta vez tiveram que o fazer, pois um dos ninhos tinha sido ocupado por um casal de pardais que fez um grande rombo na “casa”.
A partir daí, é lindo acordar ouvindo as suas “conversas” e observar o seu voo rápido. Ao entardecer, assistimos ao bailado próximo aos ninhos. Será que elas “contam” de suas “viagens”?
Os dias vão passando, até que começamos a ver cascas de ovos pelo chão. Pronto, nasceram os filhotes. Já sei que, em breve, também vou ver o que não gosto: alguns filhotes aparecem mortos. Porquê? Será que caem do ninho? Será que são empurrados pelos irmãos? Meu marido diz que são os pais que eliminam os mais fracos ou doentes. Não sei; só sei que não gosto nada de ver, logo que saio de casa, algum filhotinho morto no chão.
E o Verão continua e continuo a ter a companhia dessas avezitas que eu adoro.
Elas transmitem-me renovação, coragem, trabalho e alegria.
Depois de certo tempo, observamos novas cabecitas a espreitar dos ninhos. Os filhotes estão a crescer e até a sua “voz” já se ouve melhor. Exigem alimento e os pais não param de os atender.
Logo vão começar as lições de voo. E o carrossel tem início. Voos curtos, rápidos, que, aos poucos, vão aumentando a sua trajectória.
Enfim, chegam os entardeceres em que vemos muito mais andorinhas perto de nosso telhado. É lindo.
Perco-me a vê-las, admiro a graça do voo, a “conversa” entre elas. Pode ser uma grande estupidez, não me importo do que possam pensar (pois nunca ouvi nenhum comentário sobre a minha admiração), só sei que sempre que as vejo, fico a pensar nas grandes viagens que fazem. Aves tão pequenas, com tanta força, tenacidade. Simplesmente, admiro-as.
É claro que há pessoas que SÓ olham para a sujeira que elas fazem. Será que essas pessoas já pararam para pensar na sujeira que os seres humanos fazem por todo este Planeta? Muitas das pessoas que reclamam, são aquelas que jogam o cigarro ou o papel do rebuçado pela janela do carro, ou deixam o papel que envolvia a sandes na areia da praia, ou jogam o lenço de papel no meio da rua, ou varrem a sujeira da frente da casa para o lado do vizinho. Hipocrisia!
Bem, mas voltando às “minhas” andorinhas… elas já partiram. Já não ouvimos as suas “conversas” e “histórias” ao pôr-do-sol. Já não vemos os seus voos rasantes. Já não há o “carrossel” de andorinhas. Já estão a viajar para outras terras…
Mas os pardais continuam a fazer-me companhia, enquanto elas não regressam na próxima Primavera.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Obrigada, Amiga.


Há dias menos bons que outros…
Hoje, o dia começou menos bom. Fui fazer algo que nunca tinha feito. Era uma actividade que a minha mãe fazia questão de fazer regularmente: cuidar da campa do meu pai. Ela sempre fez questão de cuidar das dos meus avós e, depois, da do meu pai.
Foi algo que sempre me custou…
Hoje, fui cuidar da campa onde, agora, estão os meus pais e da outra campazinha, dos meus bebés.
Para mim, meus pais não estão naquele lugar. Minha existência com eles sempre foi muito rica, muito feliz (apesar de todas as dificuldades que passámos), recheada de imensos momentos e situações óptimos para relembrar. Para mim, eles foram fazer uma longa viagem, para lugares onde não existem telefones, telemóveis e internet, por isso, não podemos entrar em contacto; mas, um dia, voltaremos e nos reencontrar.
Já com meus bebés…a existência foi extremamente curta…
Bem, não voltei daquele lugar nada bem. Apesar de tentar ter sempre uma visão positiva da vida, às vezes, é difícil manter o sorriso na cara.
Mas (há sempre um “mas”), alguém ligou para mim. E depois de ter derrubado algumas lágrimas ao telefone, bastou 5 minutos de conversa para que o meu sorriso voltasse.
É incrível como algumas pessoas nos fazem tanto bem à alma!
Muitas vezes, conhecemos pessoas que parecem simpáticas, espiritualistas mas, com o tempo, percebemos que só se tratava de um “verniz” (como dizia minha mãe) e, a qualquer momento, estala, mostrando toda a “sujidade” que sempre esteve lá.
Em contrapartida, há pessoas que cruzam nosso caminho só para fazer-nos sentir bem e com as quais começa a crescer algo muito precioso: a Amizade. E quanto mais o tempo vai passando, quanto mais vamos convivendo, quanto mais vamos conhecendo nossos defeitos e feitios, mais forte vai ficando esse sentimento. Essas pessoas são Verdadeiramente Simpáticas, Educadas, Espiritualistas, Humanas, Sinceras.
Obrigada, Amiga, por teres aparecido (tu e toda essa família linda) nas nossas vidas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Liberdade


Recebi este vídeo de uma amiga e amei. Este vídeo mostra o que eu sempre queria ver nos cavalos (e não só): Liberdade.

"Timbuktu" - Paul Auster


Como ainda estou de férias (e o dinheiro não é muito), tenho praticado a minha actividade favorita: ler.
Desde que tenho lembrança da minha existência, sempre tive a companhia de livros. Quando mal sabia segurar o livro, meus pais deram-me livros de pano. Pois, já fazem parte do outro século. Livros feitos de pano, sem texto, apenas gravuras. Minha mãe ia folheando as poucas páginas e inventado histórias. Outras vezes, era eu que as inventava. (Ainda tenho esses livrinhos.)
Depois, quando comecei a aprender a ler, fui recebendo livros fininhos com poucas frases e grandes ilustrações.
Veio a fase da "Anita" (adorava).
Tive a fase dos Almanaques do Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas, etc.
Ao entrar nos meus 10 anos, vieram os clássicos, em versão juvenil: A Ilha Do Tesouro, Os Três Mosqueteiros, Oliver Twist, As Aventuras de Tom Sawyer, Mulherzinhas, e tantos outros.
Depois, instalaram-se os livros a sério (como eu chamava), os livros que poucas, ou nenhumas, ilustrações tinham.
Sempre gostei de ler, sempre sentia-me bem na companhia de um livro.
Meus pais também gostavam de ler; claro que cada um tinha as suas preferências, mas havia sempre tema para as nossas conversas. "Então, o que estás a ler? Fala sobre o quê? Gostas? Por quê? Concordas com o autor?" E sem perceber, meus pais estavam a formar uma leitora crítica, não apenas "devorava" livros, mas reflectia sobre a leitura, tirava minhas próprias conclusões e ensinamentos.
Quando entrei na Faculdade e tinha que ler uma média de 11 livros por ano, apenas numa cadeira... estava no céu (para algumas das minhas colegas era, precisamente, o inferno).
E agora estou a ler "Timbuktu". No início, tive uma certa relutância em adquirir este livro. Confesso que o comprei devido a uma dica de um colega "virtual". Até ao momento, estou a gostar da leitura. Um texto muito interessante pois vai mostrando uma "fotografia" da vida real, com todas as suas hipocrisias e simplicidades, também. Algo que nos rodeia a todo o momento.
Estou ansiosa pelo desfecho (apesar de já saber de um detalhe).
Mas, no fim das contas, um livro é sempre um bom companheiro.