Companheiros de Pensamentos

sábado, 22 de agosto de 2009

Augusto Cury



Duas leituras interessantes.
Algumas passagens:
"Nas sociedades modernas, o normal é ser doente e stressado, o anormal é ser saudável, ter tempo para amar, sonhar, contemplar as coisas simples."
"É necessário que os professores sejam valorizados e aliviados. Nunca uma classe tão nobre foi tão desprestigiada profissionalmente. Eles deveriam trabalhar menos e ganhar mais."
"Os professores educam a emoção e trabalham nos solos da inteligência para que os jovens não adoeçam na sua mente, não se sentem nos bancos dos réus, não façam guerras."
"O caos da humanidade é reflexo do desprezo que as sociedades modernas têm pela educação. Nos discursos políticos, a educação está em primeiro lugar, na acção concreta está em último.
As sociedades que desprezam os educadores (professores) desprezam os seus jovens, asfixiam o seu futuro. De facto, a juventude tem sido massacrada pelo sistema. Os nossos filhos estão a perder a sua identidade, são tratados como consumidores, um número de cartão de crédito.
O índice de agressividade, ansiedade, depressão, farmacodependência e alienação social entre os jovens aumenta cada vez mais. Os professores estão stressados e os alunos ansiosos. Quando vamos acordar?"
"Os pais não percebem que as crianças precisam ter infância, necessitam de inventar, correr riscos, decepcionar-se, divertir-se, encantar-se com as pequenas coisas simples da vida. Não imaginam que as funções mais importantes da inteligência dependem das aventuras da criança."

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Andorinhas


Elas estão de malas prontas para mais uma viagem.
Todos os anos é assim.
Pelo fim da Primavera, começam a chegar aos pouquinhos. Primeiro, aparecem duas, depois outras duas e, alguns dias a seguir, as últimas duas. Ocupam os ninhos que deixaram no ano anterior. Limpam-nos e reconstroem, se for o caso disso; aliás, desta vez tiveram que o fazer, pois um dos ninhos tinha sido ocupado por um casal de pardais que fez um grande rombo na “casa”.
A partir daí, é lindo acordar ouvindo as suas “conversas” e observar o seu voo rápido. Ao entardecer, assistimos ao bailado próximo aos ninhos. Será que elas “contam” de suas “viagens”?
Os dias vão passando, até que começamos a ver cascas de ovos pelo chão. Pronto, nasceram os filhotes. Já sei que, em breve, também vou ver o que não gosto: alguns filhotes aparecem mortos. Porquê? Será que caem do ninho? Será que são empurrados pelos irmãos? Meu marido diz que são os pais que eliminam os mais fracos ou doentes. Não sei; só sei que não gosto nada de ver, logo que saio de casa, algum filhotinho morto no chão.
E o Verão continua e continuo a ter a companhia dessas avezitas que eu adoro.
Elas transmitem-me renovação, coragem, trabalho e alegria.
Depois de certo tempo, observamos novas cabecitas a espreitar dos ninhos. Os filhotes estão a crescer e até a sua “voz” já se ouve melhor. Exigem alimento e os pais não param de os atender.
Logo vão começar as lições de voo. E o carrossel tem início. Voos curtos, rápidos, que, aos poucos, vão aumentando a sua trajectória.
Enfim, chegam os entardeceres em que vemos muito mais andorinhas perto de nosso telhado. É lindo.
Perco-me a vê-las, admiro a graça do voo, a “conversa” entre elas. Pode ser uma grande estupidez, não me importo do que possam pensar (pois nunca ouvi nenhum comentário sobre a minha admiração), só sei que sempre que as vejo, fico a pensar nas grandes viagens que fazem. Aves tão pequenas, com tanta força, tenacidade. Simplesmente, admiro-as.
É claro que há pessoas que SÓ olham para a sujeira que elas fazem. Será que essas pessoas já pararam para pensar na sujeira que os seres humanos fazem por todo este Planeta? Muitas das pessoas que reclamam, são aquelas que jogam o cigarro ou o papel do rebuçado pela janela do carro, ou deixam o papel que envolvia a sandes na areia da praia, ou jogam o lenço de papel no meio da rua, ou varrem a sujeira da frente da casa para o lado do vizinho. Hipocrisia!
Bem, mas voltando às “minhas” andorinhas… elas já partiram. Já não ouvimos as suas “conversas” e “histórias” ao pôr-do-sol. Já não vemos os seus voos rasantes. Já não há o “carrossel” de andorinhas. Já estão a viajar para outras terras…
Mas os pardais continuam a fazer-me companhia, enquanto elas não regressam na próxima Primavera.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Obrigada, Amiga.


Há dias menos bons que outros…
Hoje, o dia começou menos bom. Fui fazer algo que nunca tinha feito. Era uma actividade que a minha mãe fazia questão de fazer regularmente: cuidar da campa do meu pai. Ela sempre fez questão de cuidar das dos meus avós e, depois, da do meu pai.
Foi algo que sempre me custou…
Hoje, fui cuidar da campa onde, agora, estão os meus pais e da outra campazinha, dos meus bebés.
Para mim, meus pais não estão naquele lugar. Minha existência com eles sempre foi muito rica, muito feliz (apesar de todas as dificuldades que passámos), recheada de imensos momentos e situações óptimos para relembrar. Para mim, eles foram fazer uma longa viagem, para lugares onde não existem telefones, telemóveis e internet, por isso, não podemos entrar em contacto; mas, um dia, voltaremos e nos reencontrar.
Já com meus bebés…a existência foi extremamente curta…
Bem, não voltei daquele lugar nada bem. Apesar de tentar ter sempre uma visão positiva da vida, às vezes, é difícil manter o sorriso na cara.
Mas (há sempre um “mas”), alguém ligou para mim. E depois de ter derrubado algumas lágrimas ao telefone, bastou 5 minutos de conversa para que o meu sorriso voltasse.
É incrível como algumas pessoas nos fazem tanto bem à alma!
Muitas vezes, conhecemos pessoas que parecem simpáticas, espiritualistas mas, com o tempo, percebemos que só se tratava de um “verniz” (como dizia minha mãe) e, a qualquer momento, estala, mostrando toda a “sujidade” que sempre esteve lá.
Em contrapartida, há pessoas que cruzam nosso caminho só para fazer-nos sentir bem e com as quais começa a crescer algo muito precioso: a Amizade. E quanto mais o tempo vai passando, quanto mais vamos convivendo, quanto mais vamos conhecendo nossos defeitos e feitios, mais forte vai ficando esse sentimento. Essas pessoas são Verdadeiramente Simpáticas, Educadas, Espiritualistas, Humanas, Sinceras.
Obrigada, Amiga, por teres aparecido (tu e toda essa família linda) nas nossas vidas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Liberdade


Recebi este vídeo de uma amiga e amei. Este vídeo mostra o que eu sempre queria ver nos cavalos (e não só): Liberdade.

"Timbuktu" - Paul Auster


Como ainda estou de férias (e o dinheiro não é muito), tenho praticado a minha actividade favorita: ler.
Desde que tenho lembrança da minha existência, sempre tive a companhia de livros. Quando mal sabia segurar o livro, meus pais deram-me livros de pano. Pois, já fazem parte do outro século. Livros feitos de pano, sem texto, apenas gravuras. Minha mãe ia folheando as poucas páginas e inventado histórias. Outras vezes, era eu que as inventava. (Ainda tenho esses livrinhos.)
Depois, quando comecei a aprender a ler, fui recebendo livros fininhos com poucas frases e grandes ilustrações.
Veio a fase da "Anita" (adorava).
Tive a fase dos Almanaques do Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas, etc.
Ao entrar nos meus 10 anos, vieram os clássicos, em versão juvenil: A Ilha Do Tesouro, Os Três Mosqueteiros, Oliver Twist, As Aventuras de Tom Sawyer, Mulherzinhas, e tantos outros.
Depois, instalaram-se os livros a sério (como eu chamava), os livros que poucas, ou nenhumas, ilustrações tinham.
Sempre gostei de ler, sempre sentia-me bem na companhia de um livro.
Meus pais também gostavam de ler; claro que cada um tinha as suas preferências, mas havia sempre tema para as nossas conversas. "Então, o que estás a ler? Fala sobre o quê? Gostas? Por quê? Concordas com o autor?" E sem perceber, meus pais estavam a formar uma leitora crítica, não apenas "devorava" livros, mas reflectia sobre a leitura, tirava minhas próprias conclusões e ensinamentos.
Quando entrei na Faculdade e tinha que ler uma média de 11 livros por ano, apenas numa cadeira... estava no céu (para algumas das minhas colegas era, precisamente, o inferno).
E agora estou a ler "Timbuktu". No início, tive uma certa relutância em adquirir este livro. Confesso que o comprei devido a uma dica de um colega "virtual". Até ao momento, estou a gostar da leitura. Um texto muito interessante pois vai mostrando uma "fotografia" da vida real, com todas as suas hipocrisias e simplicidades, também. Algo que nos rodeia a todo o momento.
Estou ansiosa pelo desfecho (apesar de já saber de um detalhe).
Mas, no fim das contas, um livro é sempre um bom companheiro.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"Porque é que os cães bebem àgua da sanita?" - Marty Becker e Gina Spadafori


Um livro que fornece muitas informações de uma forma divertida, leve, informal.
"Mas quando o Quixote e a Scooter nos lambem a cara, nos deliciam com as suas brincadeiras e se agitam todos contentes, nós sorrimos o «sorriso» - aquele que apenas os amantes de animais conseguem apreciar." (Dr. Marty Becker)
Há também a versão "gatos".

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ruas Floridas de Redondo


Um trabalho impressionante.
Fiquei maravilhada.
Agora, só falta conhecer as ruas floridas de Campo Maior.
"As Ruas Floridas são um evento bienal de base popular, cuja tradição remonta ao século XIX e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município de Redondo. "
(ver site da Câmara de Redondo)

Vila Viçosa


Gostei muito de visitar Vila Viçosa.
A visita ao Palácio Ducal teve um excelente guia que explicou, calmamente, todo o seu interior.
O Museu das carruagens também é interessante mas não podemos ver a carruagem em que o Rei D. Carlos foi assassinado pois estava numa exposição em Lisboa.
Vale a pena visitar Vila Viçosa, assim como todo este País.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mais Belezas


É incrível como um País tão pequeno tem tanta diversidade de paisagens, de aldeias, de gentes. Sem falar na gastronomia, claro, principalmente dos doces (tão bons!!!)
Em 1999, a bordo de um avião da TAP, lia uma carta de um Grande Amiga e estava escrito:
"Ah! Vê se você aproveita para conhecer, a partir de agora um pouco mais desse país MARAVILHOSO!!! Não vai de "mocorozar" em casa e fazer crochê a vida inteira. Aproveite para respirar um pouco mais os ares da nossa história."
Tenho seguido essa orientação, com um enorme prazer. E para ajudar, casei com um Bom Companheiro de Viagens e da Vida, que também adora "perder-se" por estes caminhos.
Estamos sempre a "descobrir" lugares lindos e com muita História, paisagens espectaculares, doces divinos e pessoas especiais.
Perante todas estas Belezes, ainda não fiz crochê.

Tomar


O Convento de Cristo, em Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários. Fundado em 1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, dom Gualdim Pais o Convento de Cristo ainda conserva recordações desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede.
A Ordem dos Templários prestou um grande auxílio a Portugal, durante os séculos XII e XIII, na luta contra os mouros. Como recompensa, os seus membros foram contemplados com bens e poder político. Mas, no início do século XIV, as suspeitas que recaíam sobre a Ordem levaram a que a mesma fosse extinta pelo Papa Clemente V. A extinção teve efeito em vários países da Europa e os bens da Ordem foram confiscados pelos Estados. Contudo, em Portugal, nem tudo se passou da mesma forma – a questão foi contornada pelo rei D. Dinis, que converteu a Ordem dos Templários em Ordem de Cristo, mantendo os seus membros todos os privilégios adquiridos.
O emblema da Ordem de Cristo, a cruz vermelha e branca, sulcou os mares de todo o mundo nas velas das caravelas e naus portuguesas, durante a época dos Descobrimentos.
A Charola de Tomar baseou-se no tipo de mesquitas sírias, gosto adquirido pelos cavaleiros da Ordem do Templo durante as lides orientais, e por eles aplicada no Ocidente.
É um raríssimo santuário da Alta Idade Média que segue o protótipo da Ermida de Omar (Jerusalém), modelo igualmente aplicado nas Capelas de Eunate (Navarra) e Vera Cruz (Segóvia). No princípio do século XVI, a Charola, oratório dos Templários, foi adoptada como capela-mor do novo templo que então se erigiu, o Convento de Cristo. Nas paredes da Charola subsiste ainda grande série de pinturas sobre madeira, constituídas pelos painéis 'A Entrada de Jesus em Jerusalém', 'O Pedido do Centurião', 'A Ressurreição de Lázaro', 'A Ressurreição, A Ascensão', 'O Baptismo de Cristo' (incompleto) e possivelmente 'A Confissão de Santa Rita'.
Recentemente na tentativa de restaurar estas imagens foram descobertas outras por debaixo, mais antigas. Foi aqui, na Charola de Tomar que foi aclamado o Rei D. Afonso V, em 10 de Setembro de 1438.

Fonte:
“Percursos de Evasão, por terras de Portugal”; e internet.