Companheiros de Pensamentos

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Obrigada, Amiga.


Há dias menos bons que outros…
Hoje, o dia começou menos bom. Fui fazer algo que nunca tinha feito. Era uma actividade que a minha mãe fazia questão de fazer regularmente: cuidar da campa do meu pai. Ela sempre fez questão de cuidar das dos meus avós e, depois, da do meu pai.
Foi algo que sempre me custou…
Hoje, fui cuidar da campa onde, agora, estão os meus pais e da outra campazinha, dos meus bebés.
Para mim, meus pais não estão naquele lugar. Minha existência com eles sempre foi muito rica, muito feliz (apesar de todas as dificuldades que passámos), recheada de imensos momentos e situações óptimos para relembrar. Para mim, eles foram fazer uma longa viagem, para lugares onde não existem telefones, telemóveis e internet, por isso, não podemos entrar em contacto; mas, um dia, voltaremos e nos reencontrar.
Já com meus bebés…a existência foi extremamente curta…
Bem, não voltei daquele lugar nada bem. Apesar de tentar ter sempre uma visão positiva da vida, às vezes, é difícil manter o sorriso na cara.
Mas (há sempre um “mas”), alguém ligou para mim. E depois de ter derrubado algumas lágrimas ao telefone, bastou 5 minutos de conversa para que o meu sorriso voltasse.
É incrível como algumas pessoas nos fazem tanto bem à alma!
Muitas vezes, conhecemos pessoas que parecem simpáticas, espiritualistas mas, com o tempo, percebemos que só se tratava de um “verniz” (como dizia minha mãe) e, a qualquer momento, estala, mostrando toda a “sujidade” que sempre esteve lá.
Em contrapartida, há pessoas que cruzam nosso caminho só para fazer-nos sentir bem e com as quais começa a crescer algo muito precioso: a Amizade. E quanto mais o tempo vai passando, quanto mais vamos convivendo, quanto mais vamos conhecendo nossos defeitos e feitios, mais forte vai ficando esse sentimento. Essas pessoas são Verdadeiramente Simpáticas, Educadas, Espiritualistas, Humanas, Sinceras.
Obrigada, Amiga, por teres aparecido (tu e toda essa família linda) nas nossas vidas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Liberdade


Recebi este vídeo de uma amiga e amei. Este vídeo mostra o que eu sempre queria ver nos cavalos (e não só): Liberdade.

"Timbuktu" - Paul Auster


Como ainda estou de férias (e o dinheiro não é muito), tenho praticado a minha actividade favorita: ler.
Desde que tenho lembrança da minha existência, sempre tive a companhia de livros. Quando mal sabia segurar o livro, meus pais deram-me livros de pano. Pois, já fazem parte do outro século. Livros feitos de pano, sem texto, apenas gravuras. Minha mãe ia folheando as poucas páginas e inventado histórias. Outras vezes, era eu que as inventava. (Ainda tenho esses livrinhos.)
Depois, quando comecei a aprender a ler, fui recebendo livros fininhos com poucas frases e grandes ilustrações.
Veio a fase da "Anita" (adorava).
Tive a fase dos Almanaques do Pato Donald, Mickey, Tio Patinhas, etc.
Ao entrar nos meus 10 anos, vieram os clássicos, em versão juvenil: A Ilha Do Tesouro, Os Três Mosqueteiros, Oliver Twist, As Aventuras de Tom Sawyer, Mulherzinhas, e tantos outros.
Depois, instalaram-se os livros a sério (como eu chamava), os livros que poucas, ou nenhumas, ilustrações tinham.
Sempre gostei de ler, sempre sentia-me bem na companhia de um livro.
Meus pais também gostavam de ler; claro que cada um tinha as suas preferências, mas havia sempre tema para as nossas conversas. "Então, o que estás a ler? Fala sobre o quê? Gostas? Por quê? Concordas com o autor?" E sem perceber, meus pais estavam a formar uma leitora crítica, não apenas "devorava" livros, mas reflectia sobre a leitura, tirava minhas próprias conclusões e ensinamentos.
Quando entrei na Faculdade e tinha que ler uma média de 11 livros por ano, apenas numa cadeira... estava no céu (para algumas das minhas colegas era, precisamente, o inferno).
E agora estou a ler "Timbuktu". No início, tive uma certa relutância em adquirir este livro. Confesso que o comprei devido a uma dica de um colega "virtual". Até ao momento, estou a gostar da leitura. Um texto muito interessante pois vai mostrando uma "fotografia" da vida real, com todas as suas hipocrisias e simplicidades, também. Algo que nos rodeia a todo o momento.
Estou ansiosa pelo desfecho (apesar de já saber de um detalhe).
Mas, no fim das contas, um livro é sempre um bom companheiro.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"Porque é que os cães bebem àgua da sanita?" - Marty Becker e Gina Spadafori


Um livro que fornece muitas informações de uma forma divertida, leve, informal.
"Mas quando o Quixote e a Scooter nos lambem a cara, nos deliciam com as suas brincadeiras e se agitam todos contentes, nós sorrimos o «sorriso» - aquele que apenas os amantes de animais conseguem apreciar." (Dr. Marty Becker)
Há também a versão "gatos".

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ruas Floridas de Redondo


Um trabalho impressionante.
Fiquei maravilhada.
Agora, só falta conhecer as ruas floridas de Campo Maior.
"As Ruas Floridas são um evento bienal de base popular, cuja tradição remonta ao século XIX e consiste na decoração das ruas da vila de Redondo com flores e outros objectos elaborados em papel colorido. Os residentes de cada rua organizam-se e escolhem um tema, cabendo a coordenação geral ao Município de Redondo. "
(ver site da Câmara de Redondo)

Vila Viçosa


Gostei muito de visitar Vila Viçosa.
A visita ao Palácio Ducal teve um excelente guia que explicou, calmamente, todo o seu interior.
O Museu das carruagens também é interessante mas não podemos ver a carruagem em que o Rei D. Carlos foi assassinado pois estava numa exposição em Lisboa.
Vale a pena visitar Vila Viçosa, assim como todo este País.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mais Belezas


É incrível como um País tão pequeno tem tanta diversidade de paisagens, de aldeias, de gentes. Sem falar na gastronomia, claro, principalmente dos doces (tão bons!!!)
Em 1999, a bordo de um avião da TAP, lia uma carta de um Grande Amiga e estava escrito:
"Ah! Vê se você aproveita para conhecer, a partir de agora um pouco mais desse país MARAVILHOSO!!! Não vai de "mocorozar" em casa e fazer crochê a vida inteira. Aproveite para respirar um pouco mais os ares da nossa história."
Tenho seguido essa orientação, com um enorme prazer. E para ajudar, casei com um Bom Companheiro de Viagens e da Vida, que também adora "perder-se" por estes caminhos.
Estamos sempre a "descobrir" lugares lindos e com muita História, paisagens espectaculares, doces divinos e pessoas especiais.
Perante todas estas Belezes, ainda não fiz crochê.

Tomar


O Convento de Cristo, em Tomar, pertenceu à Ordem dos Templários. Fundado em 1162 pelo Grão-Mestre dos Templários, dom Gualdim Pais o Convento de Cristo ainda conserva recordações desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede.
A Ordem dos Templários prestou um grande auxílio a Portugal, durante os séculos XII e XIII, na luta contra os mouros. Como recompensa, os seus membros foram contemplados com bens e poder político. Mas, no início do século XIV, as suspeitas que recaíam sobre a Ordem levaram a que a mesma fosse extinta pelo Papa Clemente V. A extinção teve efeito em vários países da Europa e os bens da Ordem foram confiscados pelos Estados. Contudo, em Portugal, nem tudo se passou da mesma forma – a questão foi contornada pelo rei D. Dinis, que converteu a Ordem dos Templários em Ordem de Cristo, mantendo os seus membros todos os privilégios adquiridos.
O emblema da Ordem de Cristo, a cruz vermelha e branca, sulcou os mares de todo o mundo nas velas das caravelas e naus portuguesas, durante a época dos Descobrimentos.
A Charola de Tomar baseou-se no tipo de mesquitas sírias, gosto adquirido pelos cavaleiros da Ordem do Templo durante as lides orientais, e por eles aplicada no Ocidente.
É um raríssimo santuário da Alta Idade Média que segue o protótipo da Ermida de Omar (Jerusalém), modelo igualmente aplicado nas Capelas de Eunate (Navarra) e Vera Cruz (Segóvia). No princípio do século XVI, a Charola, oratório dos Templários, foi adoptada como capela-mor do novo templo que então se erigiu, o Convento de Cristo. Nas paredes da Charola subsiste ainda grande série de pinturas sobre madeira, constituídas pelos painéis 'A Entrada de Jesus em Jerusalém', 'O Pedido do Centurião', 'A Ressurreição de Lázaro', 'A Ressurreição, A Ascensão', 'O Baptismo de Cristo' (incompleto) e possivelmente 'A Confissão de Santa Rita'.
Recentemente na tentativa de restaurar estas imagens foram descobertas outras por debaixo, mais antigas. Foi aqui, na Charola de Tomar que foi aclamado o Rei D. Afonso V, em 10 de Setembro de 1438.

Fonte:
“Percursos de Evasão, por terras de Portugal”; e internet.

Sortelha


Coroada por um castelo assente num formidável conjunto rochoso, Sortelha mantém intacta a sua feição medieval na arquitectura das suas casas rurais em granito.
Fazia parte da importante linha defensiva de castelos fronteiriços, edificados ou reconstruídos na sua maior parte sobre castros das antigas civilizações ibéricas. O seu nome deriva da configuração do terreno em rochedos escarpados que envolvem a aldeia em forma de um anel (sortija, em castelhano).
A entrada faz-se por uma porta gótica sobre a qual vê-se um balcão (Varanda de Pilatos), com aberturas por onde os habitantes lançavam na Idade Média toda a espécie de simpáticos projécteis contra os atacantes, incluindo azeite a ferver. Repare ainda no bonito pelourinho, rematado pela esfera armilar, símbolo de D.
Manuel I, e no edifício que foi dos Paços do Concelho, também do tempo daquele rei.
O encanto desta aldeia reside na sua atmosfera medieval, onde as casas todas construídas em granito e geralmente de um só andar, se alicerçam na rocha e acompanham a topografia do terreno.

Fonte:
VisitPortugal (internet)

Monsanto


Monsanto é uma das 17 freguesias do concelho de Idanha-a-Nova. Possui uma área de cerca de 18 hectares. Está localizada na encosta de uma elevação escarpada - o cabeço de Monsanto (Mons Sanctus, como era chamada há muitos anos) - que irrompe abruptamente na campina de Idanha e que, no ponto mais elevado, atinge os 758 metros acima do nível do mar. Nas várias vertentes da encosta e no sopé do monte existem vários lugarejos dispersos, atestando a deslocação da população em direcção à planície.
Na aldeia de Monsanto, a natureza agreste e a construção humana interligam-se com harmonia. Os enormes penedos de granito e as grutas que estes formam, integram-se nas casas, ora servindo-lhes de chão, ora de paredes ou mesmo de tecto.
Perto da Igreja da Misericórdia pode-se apreciar a Torre do Relógio ou Torre de Lucano (séc. XIV), torre sineira onde foi colocada uma réplica do Galo de Prata (troféu atribuído a Monsanto por ter conquistado o título de «a aldeia mais portuguesa de Portugal» num concurso promovido pelo SNI em 1938).
A 3 de Maio realiza-se a Festa das Cruzes que celebra a vitória dos monsantinos num dos muitos cercos, dizem uns que dos romanos, outros dos mouros. As mulheres sobem até ao castelo tocando adufes e cantando. Do alto das muralhas deitam um pote florido, simbolizando o gesto do século passado, quando um vitelo foi lançado aos sitiantes para mostrar a que ponto os sitiados estavam bem providos de víveres. Outra tradição curiosa desta aldeia tem a ver com as “marafonas”, bonecas de pano, e às quais é atribuído o poder de proteger a casa dos seus possuidores contra o mal causado pelas trovoadas, devendo, para tal, ficar deitadas nas camas. São confeccionadas a partir de uma cruz revestida com trajes coloridos. As “marafonas” não têm bocas nem olhos e estão associadas ao culto da fertilidade. Devem ser colocadas debaixo da cama dos recém-casados (como não têm olhos nem boca, nada vêem e nada podem contar). São também usadas pelas mulheres de Monsanto na Festa das Cruzes. Esta festa tem ainda uma particularidade. Quando o 3 de Maio não calha a um Domingo, a data é assinalada por uma cerimónia simples. A grande celebração fica para o Domingo seguinte.

Fonte:
“Portugal: guia de viagens”.