Companheiros de Pensamentos

quinta-feira, 9 de julho de 2009

in "O Vendedor de Sonhos"


Certa vez, houve uma inundação numa floresta imensa. O choro das nuvens que deveriam promover a vida dessa vez anunciou a morte. Os animais grandes bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais mais pequenos seguiam os seus rastos. De repente, uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na direcção oposta procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: “És louca! O que poderás fazer com um corpo tão frágil?” Os abutres bradaram: “Utópica! Vê se enxergas a tua pequenez!” Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. As suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase a desistir… Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, atirou-se à água e com muito esforço pegou no diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao regressar, encontrou outras hienas, que não tardaram em declarar: “Maluca! Quer ser uma heroína!” Mas não parou; muito cansada, só descansou depois de deixar o pequeno beija-flor num local seguro. Horas depois, encontrou as hienas debaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: “Só me sinto digna das minhas asas se as utilizar para fazer os outros voarem.”
(Augusto Cury)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Outra vez...


Outra vez, a mesma mistura de sentimentos.
Outra vez, a alegria de receber uma boa notícia.
Outra vez, a tristeza de saber que aquele nosso colega vai para longe de nós.
Outra vez, a angústia da nossa amiga não saber nem para onde vai.
Outra vez, temos sentimentos tão diferentes dentro de nós.
Outra vez, a expectativa de conhecer novos colegas.
Outra vez, a experiência de reiniciar novos relacionamentos.
Outra vez... tudo ... outra vez...
Até quando... outra vez?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"Querido Ollie" - Stephen Foster


Eu sei que alguém diria: "Puxa vida, agora andam a aparecer um monte de livros a falar de cães!"

Pessoalmente, já li:

"Marley & Eu", de John Grogan;

"Quill - A vida de um cão-guia", de Kengo Ishiguro;

"Amados Cães", de José Jorge Letria;

"Uma vida de cão", de Kim Levin;

"A encantadora de cães", "O melhor amigo do cão" e "As setes idades do seu cão", de Jan Fennel.


"Querido Ollie é a história real de um homem que não gosta de cães, de um cão que não gosta de homens, de uma luta e de uma conquista."


E é uma história sobre um cão que não tem pedigree. Uma história alegre, feliz, hilariante, bonita.

Gosto de cães mas, aqueles que são chamados de: viralatas, rafeiros, cruzados, arraçados, enfim, aqueles que recebem a sigla SRD = Sem Raça Definida; têm algo especial.

Cada cão é único no seu temperamento, na sua personalidade mas os SRD também são únicos nas suas características físicas... e na sua "malandrice".

Eles têm um certo "ar" de malandros, de traquinas, de espertalhões.

Já tive cães com raça definida e ocupam um lugar no meu coração, como todos os outros que tive.

Afinal, desde bebê que sempre tive a companhia de anjos de 4 patas.

Independentemente, de ter ou não pedigree, os cães são basicamente isso: anjos caninos.

"A Profecia Celestina" - James Redfield


Uma leitura interessante que daria tema para muitas horas de boa conversa.


"Quando alguém se cruza no nosso caminho, traz sempre uma mensagem para nós. Encontros fortuitos são coisa que não existe. Mas o modo como respondemos a esses encontros determina se estamos à altura de recebermos a mensagem."


Li, certa vez, que "O Acaso não existe. O Acaso é o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar."

Tenho passado por muitas situações dificéis na minha vida em que sempre aparece alguém, ou acontece algo, que muda o rumo das coisas e, na maior parte delas, para algo melhor.

Alguns diriam que são puras coincidências...

Não sei. Tenho cá minhas dúvidas...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Tudo que se quer...


Mais uma vez, agradeço a Deus, pela pessoa tão especial que tenho ao meu lado: meu marido.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

As Baleias


Tomara que nunca desistam de salvá-las...

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Sem vergonha de ser e estar Feliz"


Ando um pouco cansada e com falta de paciência para determinados tipos de coisas.
Eu já passei por tanta coisa…
Já passei por uma guerra, por grandes decepções, já perdi pais, filhos, tios e avós e muita gente conhecida…
Sim, muita gente que significava algo para mim.
Meus colegas de escola, companheiros de brincadeiras, colegas de meus pais, meus colegas de trabalho, vizinhos que o curso da vida fez com que não nos encontremos mais.
Sou do tempo em que só podíamos contar com o carteiro para trocar notícias com as pessoas que não viviam perto de nós. Bastava uma ou duas cartas extraviarem-se que, pronto, perdíamos completamente o contacto.
Era uma pena. E o que passava pela nossa cabeça? Teriam mudado de casa, viajado para outro país ou morrido?
Agora, tocando nesse assunto, nunca nos passava pela cabeça que tinham deixado de gostar de nós. Afinal, o que sentíamos, o que vivíamos, o que partilhávamos, o que confidenciávamos, tudo isso era o que mantinha os laços de afectuosidade que nos unia. E, por incrível que possa parecer, essa afectuosidade continuava e continua viva em nossos corações e as memórias desses tempos continuam a ser sempre recordadas com melancolia e saudade.
Quando gosto de alguém, significa que existe algo especial nessa pessoa. O quê? Tanta coisa…
Quando gosto, não importa a distância, a idade, o sexo, o peso, a altura, o gosto, duvidoso ou não, pela moda ou gastronomia, nem a quantidade de vezes que estou com essa pessoa.
Em todos os momentos que estou com pessoas de quem gosto, o mais importante é a qualidade desses momentos.
Quando gosto é, principalmente, porque em momentos alegres, descontraídos, delicados, difíceis, conturbados, (de ambos os lados), houve sempre uma mão estendida, um ombro encostado, um ouvido atento, um gesto único. Momentos de grande qualidade.
E depois? E depois de passar os tempos difíceis? Coloca-se de lado essa pessoa? Arruma-se na prateleira para quando for preciso usá-la noutra situação?
Há, realmente, quem faça isso. E é exactamente com isso que estou cansada e sem paciência para ficar na prateleira.
A partir de agora, vou virar uma página nos meus afectos.
Não. Não quero e não vou ficar sentada numa prateleira à espera de ser novamente usada.
Chega. Basta.
E, apesar de tudo pelo que já passei, não tenho vergonha de viver momentos felizes.

domingo, 7 de junho de 2009

"Felicidade é sentir-se rico."

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou um corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...


Moral da História:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.

Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

" O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

(desconheço quem é o autor deste texto; recebi de uma amiga e colega de trabalho e ressolvi partilhar)