Companheiros de Pensamentos

terça-feira, 16 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Sem vergonha de ser e estar Feliz"


Ando um pouco cansada e com falta de paciência para determinados tipos de coisas.
Eu já passei por tanta coisa…
Já passei por uma guerra, por grandes decepções, já perdi pais, filhos, tios e avós e muita gente conhecida…
Sim, muita gente que significava algo para mim.
Meus colegas de escola, companheiros de brincadeiras, colegas de meus pais, meus colegas de trabalho, vizinhos que o curso da vida fez com que não nos encontremos mais.
Sou do tempo em que só podíamos contar com o carteiro para trocar notícias com as pessoas que não viviam perto de nós. Bastava uma ou duas cartas extraviarem-se que, pronto, perdíamos completamente o contacto.
Era uma pena. E o que passava pela nossa cabeça? Teriam mudado de casa, viajado para outro país ou morrido?
Agora, tocando nesse assunto, nunca nos passava pela cabeça que tinham deixado de gostar de nós. Afinal, o que sentíamos, o que vivíamos, o que partilhávamos, o que confidenciávamos, tudo isso era o que mantinha os laços de afectuosidade que nos unia. E, por incrível que possa parecer, essa afectuosidade continuava e continua viva em nossos corações e as memórias desses tempos continuam a ser sempre recordadas com melancolia e saudade.
Quando gosto de alguém, significa que existe algo especial nessa pessoa. O quê? Tanta coisa…
Quando gosto, não importa a distância, a idade, o sexo, o peso, a altura, o gosto, duvidoso ou não, pela moda ou gastronomia, nem a quantidade de vezes que estou com essa pessoa.
Em todos os momentos que estou com pessoas de quem gosto, o mais importante é a qualidade desses momentos.
Quando gosto é, principalmente, porque em momentos alegres, descontraídos, delicados, difíceis, conturbados, (de ambos os lados), houve sempre uma mão estendida, um ombro encostado, um ouvido atento, um gesto único. Momentos de grande qualidade.
E depois? E depois de passar os tempos difíceis? Coloca-se de lado essa pessoa? Arruma-se na prateleira para quando for preciso usá-la noutra situação?
Há, realmente, quem faça isso. E é exactamente com isso que estou cansada e sem paciência para ficar na prateleira.
A partir de agora, vou virar uma página nos meus afectos.
Não. Não quero e não vou ficar sentada numa prateleira à espera de ser novamente usada.
Chega. Basta.
E, apesar de tudo pelo que já passei, não tenho vergonha de viver momentos felizes.

domingo, 7 de junho de 2009

"Felicidade é sentir-se rico."

Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou um corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...


Moral da História:

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.

Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

" O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

(desconheço quem é o autor deste texto; recebi de uma amiga e colega de trabalho e ressolvi partilhar)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Será que eu é que estou fora de contexto?


Algumas vezes tiro certos momentos para reflectir em determinadas atitudes dos seres humanos.

Sei que isso não vai mudar em nada tais atitudes mas continuo a tentar entendê-las.

Já tenho percebido que algumas pessoas exigem dos outros certas "respostas", quando elas próprias não fornecem essas "respostas".

Exigem atenção mas não dão atenção.

Exigem carinho mas não são carinhosas.

Exigem dedicação a tempo inteiro mas só se dedicam quando existe algum interesse.

Porquê são assim?

Quando olho para os meus cães (nossa, quanta diferença!), primeiro dão-me toda a atenção e depois esperam que eu lance os brinquedos deles.

Atiram-se sobre mim, lambendo-me as mãos e depois ficam à espera de uma simples festa.

Dedicam-se totalmente a mim e esperam (claro) que eu possa dedicar-lhes tudo o que merecem.

Mas nesta relação, não há cobranças; simplesmente, os seres vivos possuem um respeito mútuo.

Seria muito bom que as pessoas aprendessem com os animais irracionais...

Só tenho receio que as atitudes dessas pessoas, possam "brutalizar-me".

Será? Não sei.

Espero bem que não mas, por outro lado, cada vez mais vou descrendo da raça humana.

No entanto, há algo positivo nisso tudo.

De repente, conhecemos pessoas que parecem possuir os mesmos ressentimentos e sentimentos. E quando cruzamos com esses HUMANOS, temos a sensação que não estamos fora do contexto.

Quando começamos a conviver com esses HUMANOS voltamos a acreditar na raça humana e que a AMIZADE é algo precioso e que "NOS FAZ UM BEM DANADO".

E cada momento que partilhamos faz-nos acreditar que é possível existir respeito mútuo, carinho mútuo, atenção mútua, dedicação mútua; e que tudo isto torna estes momentos em algo muito especial.

Que bom que ainda existem Pessoas HUMANAS e é óptimo quando cruzamos com elas...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da Espiga


“Esta quinta-feira, assinalada no calendário cristão como a da Ascensão - em que a Igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu -, é igualmente o dia em que tradicionalmente se ia ao campo colher um ramo, no qual a espiga de trigo era o elemento mais simbólico. Compunham igualmente o ramo, um malmequer, uma papoila, um ramo de oliveira, um ramo de parreira e um pé de alecrim. Simbologia associada a cada elemento: Espiga – Pão; Malmequer – Ouro e prata; Papoila – Amor e vida; Oliveira – Azeite e paz; Videira – Vinho e alegria; Alecrim – Saúde e força.Manda a tradição que no “Dia da Espiga” os jagozes saiam da sua terra para animadamente “povoar” zonas mais saloias e, em jeito de passeio, levem a sua família e amigos para um alegre piquenique. São vários os petiscos típicos para este dia. Se uns escolhem a churrascada, outros preferem o coelho com ervilhas, o arroz de pato ou até o ensopado de borrego, entre outras iguarias. O que não pode faltar é a rega vinícola, seja branca, tinta ou verde, muita alegria e boa música para dar cor à festa.De há uns anos para cá, os mais jovens reúnem-se na noite de quarta-feira na Foz do Lizandro onde acampam até o dia nascer. As fogueiras dão o tom quente à noite, de onde vem também o aroma inconfundível dos grelhados. No fundo, é uma festa típica portuguesa. Come-se, bebe-se e emerge a diversão por entre várias gerações naquilo que os jagozes, e não só, mais gostam: uma boa festa!”


(Texto de César Moreira)

domingo, 10 de maio de 2009

GRANDE PROFESSOR



Meu Professsor, grande Amigo, excelente Maestro.
Tive uma agradável surpresa em ver estes vídeos. Parece que um filme desenrolou-se na minha memória: as aulas, os ensaios, as apresentações, os ensinamentos, as lições de simplicidade, o exemplo de um Amante da Música; tanta coisa...

Maestro Antonio Manzione



Parabéns, Maestro. Que seu trabalho seja sempre bem reconhecido.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

"Amor à Mãe" (desconheço o autor)


"Ama a tua mãe, enquanto a tens e enquanto
O teu sorriso é o seu deslumbramento,
Porque nunca acharás quem te ame tanto
Assim, quem tanto sinta o teu tormento!

Que nunca a deixes ao esquecimento...
Lembra-te sempre, na existencia, o quanto
Ela chora contigo este teu pranto,
E sofre muito mais teu sofrimento!

Ama-a, que um dia sentirás, por certo,
A ausência dela e, de saudades mudo(a),
Sofrerás na aflição deste deserto...

E chamarás, em vão, na estrada agreste
A quem te deu seu sangue, a vida, tudo,
Em troca dos trabalhos que lhe deste!"


Não existem palavras suficientes para descrever o que sinto pela minha Mãe...

Minha grande e muito sábia Amiga, meu colo, minha cura, minha conselheira, meu TUDO...
Conhecia-me como ninguém...
Lia a minha alma...
Tinha sempre a palavra certa para toda e qualquer situação, por mais difícil que fosse...
Era o alicerce da nossa casa (como meu pai costumava sempre dizer)...
Possuía uma grande Fé; fé em Deus e no ser humano. Para ela, todas as pessoas mereciam uma segunda, terceira, quarta,..., oportunidade...
Nunca desistia; de nada e de ninguém...
Transmitia uma calma, uma serenidade, que todos gostavam de estar na sua companhia...
Minhas colegas de estudo preferiam ir para a minha casa, porque lá "sentiam paz"...
Os animais sempre a procuravam (era incrível); os nossos cãezitos, quando estavam doentes ou sentiam dores, era para ela que corriam...
Gostava muito do meu marido e, pela primeira vez na vida, não lutou contra a dor... Sentiu que ele iria me fazer feliz e ... partiu ... Como ela mesma dizia, foi encontrar-se com o amor da vida dela, meu pai.
Como sempre, ela estava certa...
A vida da minha mãe foi uma permanente lição: lição de como viver, como amar, como ser feliz, como fazer os outros felizes...
Mas ela não me ensinou como fazer para que ela fosse eterna... apesar de ser eterna nas minhas lembranças...
Deixou uma grande saudade...
Fazes-me falta...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"Consigo vêr o que eu quiser!!!"


"Na minha cozinha tenho uma janela, e nela vejo o que me apetecer. Consigo vêr as ondas do mar e ao longe o passar de um navio que se confunde no horizonte como um leve rabisco que atravessa o sol na sua plenitude, naquela côr que só o sol tem num quente mas fresco entardecer. Consigo sentir o cheiro de uma manhã fresca que a noite deixou marcas, como pequeninas gotas de orvalhada...hummm e que cheiro inconfundível... Embaciados ficam os vidros da minha janela, porque cá dentro a lareira está acesa, mas lá fora, uma noite fria mas um céu estrelado daqueles que nos fazem sonhar com fadas de encantar... ...consigo vêr tanta coisa da minha janela...sentir, cheirar, vêr...enfim, sonhar. A minha janela não é de ouro nem de prata, ainda está a ser construída mas, é feita essencialmente de carinho, muita cumplicidade, respeito e sobretudo de sonhos, tantos quanto nela couberem ou, tantos quanto "nós" quisermos sonhar!"



Ao ler este texto, senti-me a ser transportada através de uma janela que se abre para tantas sensações, sentimentos, recordações.



Obrigada, Carla, pelo texto que tu, gentilmente, me ofereceste.