Companheiros de Pensamentos

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Então é Natal!



Como desejo que o Natal seja vivido o ano inteiro!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O meu presépio



O meu presépio nasceu no Natal de 1950, pelas mãos do meu avô paterno.
O meu avô decidiu iniciar o presépio no ano em que nasceu a minha irmã mais velha, comprando, nesse ano, a cabaninha e as figuras principais: Maria, José, menino Jesus, o burrinho e a vaquinha.
Depois, a cada ano comprava mais umas figuras: os reis magos, seus criados, camelos, pastores, ovelhas…
E assim foi durante 11 anos!
Durante 11 anos, o presépio foi crescendo, adquiriu anjos, casas com estilo árabe, poços, pontes, uma quinta com porcos, galinhas, pintainhos, vacas, cavalos, burros e até lebres que tentam escapar dos cães que andam soltos pela quinta.
Quando meu avô faleceu, meus pais resolveram que não iriam comprar mais nenhuma figura para o presépio. E assim foi.
Minha irmã ficou com alguns pastores e ovelhas mas, mesmo assim, o presépio conta com cerca de 200 figuras e tem sido montado todos os anos, logo nos primeiros dias do mês de dezembro, sendo desmontado após o dia 6 de janeiro.
Já foi montado em cima de musgo, papel imitando pedra, tecido, tela, aparas de madeira, mas o que mais se tem utilizado é a serradura e, para contê-la, desde 1970, usamos umas conchas muito especiais e diferentes, apanhadas na foz do rio Cuanza, em Angola.
Este presépio sempre nos acompanhou, atravessou oceanos, visitou três continentes. Para mim, sempre teve uma grande importância pois, para além de representar o nascimento de Cristo, recorda-me as inúmeras histórias que meus pais contavam, a partir das figuras que o compõem.

Como meus pais também queriam que existisse um presépio que tivesse sido adquirido pela altura do meu nascimento; em 1962 compraram um, confeccionado em borracha, simples, apenas com 6 figuras mas, igualmente, carregado do grande significado de amor, de família.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"QUANDO CHEGA O NATAL" - Deolinda



QUANDO CHEGA O NATAL

Diz-me lá porque é que tu só te lembras de mim quando chega o Natal
Porque é que só nesta quadra é que tu reparas se eu estou bem ou mal
Diz-me lá onde é que páras o resto do ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Diz-me lá porque é que tu não me envias postais durante o ano inteiro
Diz-me lá porque razão é que não me dás prendas sem ter um pretexto
Diz-me lá o que te move uma vez por ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Diz-me que gratidão é que esperas de mim apenas por um dia
Eu que espero o ano inteiro e que tanto anseio a tua companhia
Hoje reformulo os votos e o meu desejo:
Eu preciso de ti do que te vais lembrando

Um Feliz Natal, não hoje, mas o ano inteiro!

Natal



Sempre gostei muito do Natal.
Não por causa das prendas (mesmo porque não abundavam) mas pelo que significava: a comemoração de mais um aniversário do (sempre) Menino Jesus.
Ao longo dos Natais vividos em companhia dos meus pais, eles sempre reforçavam certos tópicos, por exemplo:
- A partilha, a amizade, a simpatia, o senso de família, é para vivenciar o ano todo e não APENAS no Natal.
- Os menos favorecidos não o são SÓ no Natal.
- Aqueles que passam fome, não passam SÓ no Natal.
- Se queres "mimar" alguém, não esperes pelo Natal. Mima-o sempre que puderes.
- Sempre que receberes um "mimo" de alguém, agradece e demonstra satisfação. Não importa se não gostas do mimo, se já tens um exatamente igual, se não era o que esperavas... O que importa é que alguém pensou em ti e dedicou um tempo a escolher/fazer algo para ti.
- Um cachorrinho, um gatinho, um passarinho, um peixinho, não são presentes de Natal. São seres que vêm para aumentar a família; portanto, a magia da sua chegada em casa, continua bem para além de um Natal.
- A família não é para ser lembrada APENAS no Natal.
- A solidariedade não é para ser praticada APENAS no Natal.
- O espírito do Natal não pode existir APENAS no Natal.
Quando meus pais iniciaram a Grande Viagem, pensei que o Natal passaria a ser um momento triste.
Mas, não. Continuo a ter um prazer enorme de montar um presépio com mais de 60 anos e com mais de 200 peças; uma árvore cheia de enfeites com mais de 40 anos e outros mais recentes que meu marido escolhe a cada ano; de enfeitar toda a casa, dando-lhe um "cheirinho" de Natal.
(Até os cães entram no "clima" do Natal.)
Gosto muito do Natal; gosto tanto que faço tudo para que ele dure o ano inteiro.

FELIZ NATAL PARA TODOS



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Janeiras

Estávamos num café de aldeia e eis que começamos a ouvir música.
O que era?
Um grupo de jovens a manter uma tradição: Cantar as Janeiras!
O grupo percorre as ruas da aldeia, todas as noites, a partir do Natal, apesar do frio, visitando as casas e cantando as Janeiras.
Fico feliz ao ver que ainda existem jovens que se preocupam em manter algumas de nossas tradições.
Bem hajam!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Dia de Natal

Quando meus pais partiram para a longa viagem, pensei que o Natal passaria a ser um dia muito triste e perderia toda aquela magia que se vivia em nossa casa.
Enganei-me.
E por quê?
Simplesmente, porque o Natal sempre significou muito para os meus pais.
Desde criança, ouvia-os sempre falar sobre a data em que se comemorava o nascimento de um Menino. E como devia tentar manter-se esse espírito durante todo o ano.
E havia toda uma certa magia.
Tudo começava a 1 de Dezembro (pois ao dia 2 “já é muito tarde” – como dizia meu pai) a montar o presépio. Minha mãe tinha essa tarefa, depois eu dava uns “toques”.
Depois, naquele tempo, íamos escolher o pinheiro para ser a árvore de Natal. (Nunca me esqueço daquele cheirinho a Natal e ainda tenho algumas bolas desse tempo.)
Meu pai costumava dizer que não se deve esperar uma certa data para presentear ou ser solidário. Todos os dias servem para essas finalidades. Também dizia que os aniversariantes são os que recebem presentes e não os convidados. E assim levava-me a pensar o que poderia dar a esse Menino.
Pode parecer ridículo mas acredito que foi o melhor ensinamento que poderia receber. É bem provável que esse ensinamento me tornou numa pessoa que respeita o outro, a natureza e a mim própria.
A par disto, também havia a magia que minha mãe tinha vivido enquanto criança e que tentava me contagiar. E contagiou, pois eu acreditava no Pai Natal, apesar de nunca lhe ter escrito cartas. Lembro que meus pais diziam-me que não devia pedir nada pois, de repente, ele podia não conseguir e ficaria triste de não poder atender o pedido. (Hoje entendo que eles não queriam frustrar minhas expectativas, pois sempre lutaram com muitas dificuldades e não havia dinheiro sobrando.)
Mesmo assim, uns dias antes do Natal, minha mãe mandava limpar a chaminé “para que o Pai Natal não sujasse a roupa”. E lá colocava o meu sapatinho na chaminé… e no dia de Natal sempre havia algo no meu sapatinho: bonecas, jogos da Majora, puzzles, livros…
Vivi 38 Natais com meus pais com toda essa magia. Enfeitando a casa com o tema de Natal, montando presépio e árvore de Natal, preparando a ceia (simples) e o almoço de Natal, as prendas que se escondiam e só apareciam, no dia de Natal, ao pé da árvore.
Depois, ainda vivi mais 4 Natais com minha mãe e com a lembrança forte de meu pai; pois ele adorava o Natal (muito mais do que a passagem do Ano Novo).
E agora vivo essa magia com meu marido e sei que meus pais sorriem ao ver toda esta magia vivida por nós e pelos nossos anjos caninos.
Costumo dizer que sou uma eterna criança, com a única diferença de já não acreditar em Pai Natal… ou será que ainda acredito?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Voltando, devagarinho...

O trabalho já está todo realizado. O presépio já está montado.
O frio já está a abrandar. Mas o principal: não poderia deixar de desejar um Feliz Natal a todos os meus Companheiros de Pensasentimentos e aos que resolvem passear por aqui.
Agora, com mais tempo, vou começar a passear pelos espaços de vocês.
Que o ambiente de magia que envolve o Natal, esteja sempre vivo em vossas vidas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mais presépios

Presépio "guardado" por duendes!


Presépio de borracha com 48 anos. (Com este, podia brincar, quando era criança.)

Presépio

A tradição da família - montar o presépio, cujas figuras já têm mais de 60 anos.


A cabana com as figuras principais. Uma herdade "portuguesa, com certeza".

A cidade de Belém, ao longe. Os criados dos Reis Magos a guardar os camelos, num oásis.

Sempre que monto este presépio, sinto a presença de meus pais...

domingo, 5 de dezembro de 2010