Memorial

Companheiros de Pensamentos

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O anjinho de uma asa só


O Natal aproxima-se e, como de costume, chega o momento de montar o presépio.
Sempre que começo a desembrulhar as figuras, relembro as histórias que os meus pais aplicavam a cada uma.
Desde os Reis Magos, com seus nomes e presentes, passando pelos pastores e o que cada um oferecia; como o que trazia a vasilha de leite, o que trazia um saco de farinha, aquele que trazia a gaita-de-foles para oferecer música, a mãe acompanhada de sua criança ou a velhota que trazia o seu fuso de fiar, entre tantos outros.
Os animais também eram fontes de lendas como os que ladeavam o Menino Jesus ou as pombas e os galos.
Não podiam faltar os anjinhos e, entre eles, um que só possui uma asa.
Sempre que pego nesse anjinho, em particular, lembro de imediato como a minha mãe aproveitou para ensinar-me algo que ficou enraizado em mim, desde a minha tenra idade.
Quando criança, ao deparar-me com esse anjinho “estragado”, perguntei à minha mãe porque não o jogávamos fora, afinal era diferente dos outros que, perfeitos, possuíam as duas asas.
Minha mãe, naturalmente, não perdeu a oportunidade.

“- Só por ser diferente não presta? Não merece ocupar o seu lugar no presépio?
Aprende, filha, que não se pode rejeitar alguém por ser diferente, por ter alguma deficiência. Ninguém deixa de ser alguém por não ter uma perna ou um braço. Todos têm direito ao nosso respeito!
Portanto, este anjinho, mesmo sem uma asa, não deixa de ser um anjinho e tem o seu lugar ao lado dos outros.”

Ele foi conservado e hoje, após tantos anos, o anjinho de uma asa só continua a fazer parte do meu presépio.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Discurso X Ação

Alguém disse que sou do século passado…
É verdade!
E desde o século passado que ainda não consegui aceitar como algumas pessoas conseguem ter um discurso e agir, completamente, de forma diversa.
Não consigo entender! E porque será?
Talvez porque tive a sorte de ter tido pais que educaram-me através de suas atitudes, de seus exemplos. O modo de vida deles era o “meu caderno de exercícios”.
Nunca os ouvi dizer “faz o que digo e não o que faço”.
Já adulta, quando resolvi praticar uma arte marcial, tive a ”sorte” de conviver com mestres que “praticavam” a filosofia que pregavam. Assim, aprendi que Karatê é para ser “vivido” a cada dia e não, apenas, numa academia.
Ao tornar-me professora, assumi que tinha a responsabilidade acrescida de manter este ensinamento, ou seja, o meu discurso não podia dissociar-se da minha prática.
Infelizmente… sou encarada (por alguns) como uma “ave rara”!
Infelizmente? Não!
Tenho orgulho de permanecer fiel a mim, aos meus princípios, ao meu “discurso”.


Mesmo que seja a única pessoa a não compactuar com o lançamento de balões…



sábado, 12 de novembro de 2016

Adeus, Kibon.




Para alguns, foi apenas um cão. Para outros, como eu, foi um CÃOpanheiro de 16 anos e 3 meses.

Alguns nunca entenderão porque outros, como eu, choram a morte de um animal.

Nem vou me dar ao trabalho de explicar porque alguns nunca irão entender.

No entanto outros, como eu, choram a morte do Kibon.

Mas este choro vai parar porque vou apenas relembrar todas as peraltices que ele fez, todas as lambidelas que deu, todas as peripécias que vivemos juntos, a grande companhia que proporcionou às pessoas que o amaram.

"Amor? Mas alguém ama um cão?" (dirão alguns.)

Sim, responderão outros, como eu, porém nunca amaremos tanto quanto nos amou.

SERÁS SEMPRE O MEU "KIBON LINDO"
E OBRIGADA POR TERES SIDO
UM BOM E GRANDE CÃOPANHEIRO!