Memorial

Companheiros de Pensamentos

domingo, 25 de novembro de 2012

Lendo as Lombadas

Margarida, no seu blog mas tu és tudo e tivesse eu casa tu passarias à minha porta, lançou um desafio que achei um espetáculo: LENDO AS LOMBADAS.
Gostei tanto que acho que abusei... mas aí vai (apenas coloquei a pontuação):

"ADOECER", "COMO UM ROMANCE", "O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR".

"A CABANA", ("A CASA NA PRAIA"); "A MORADA DO SER": "UMA PROFESSORA MUITO MALUQUINHA"!

"SALA DE AULA: QUE ESPAÇO É ESSE?"
"ENSINAMOS DEMAIS, APRENDEMOS DE MENOS".
"O MUNDO É FÁCIL": "A PAZ TAMBÉM SE APRENDE"!

"TIETA DO AGRESTE", "AMAR DEPOIS DE AMAR-TE".

"A FILHA DO CAPITÃO", "TEREZA BAPTISTA CANSADA DE GUERRA" ("UMA VIDA DE CÃO"); "1KM DE CADA VEZ".

"PROFISSÃO PROFESSOR": "O VENDEDOR DE SONHOS"; "NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS"!

"COMO VENCER NA VIDA SENDO PROFESSOR"?
"APRENDER A APRENDER".
("SE VOCÊ FINGE QUE ENSINA, EU FINJO QUE APRENDO").
"ERA DOS EXTREMOS"!

"MÁGOAS DA ESCOLA".
"O ÚLTIMO SEGREDO":
"ASSINEI O DIPLOMA COM O POLEGAR".

domingo, 18 de novembro de 2012

Cheirinho a Natal!

Hoje comecei a enfeitar a casa de forma natalina. Sempre gostei desta época, não pelas prendas, mas pela história, pelo simbolismo.













Até apareceu o Pai Natal Kibon acompanhado da sua rena Tejo!

sábado, 17 de novembro de 2012

La vita è adesso - Renato Russo



Há 8 anos, após sofrer um aborto espontâneo (ocorrido depois de perder os meus gémeos), enquanto chorava imenso, sentindo-me atirada contra um muro intransponível, uma enfermeira de nacionalidade angolana (e menciono o país porque ele traz-me sempre boas recordações de sua gente) diz-me:
- Olhe, preste atenção; água que cai na areia não se apanha mais.
Agora, só lhe resta seguir em frente com a sua vida!
Palavras simples, acompanhadas por um forte abraço, conseguiram derrubar o muro à minha frente.
Acabaram com o vazio que sentia? Claro que não! Enxugaram as minhas lágrimas? De maneira nenhuma!
Mas permitiram que respirasse fundo. Permitiram que olhasse para o meu marido e visse, também, a sua dor. Aliás, as suas dores: a dor de perder a oportunidade de termos um filho e a dor da sua impotência perante a minha dor.
Nunca mais vi essa Enfermeira, mesmo porque estava para se reformar e, infelizmente, não sei o seu nome.
Gostaria de ter a oportunidade de lhe dizer como aquela frase marcou, profundamente, um momento tão triste.
Gostaria que ela soubesse que a sua frase passou a fazer parte da forma como encaro os muros que podem parecer intransponíveis.
O passado já passou, deixando suas lições agradáveis ou não.
O futuro … quem sabe?
O presente é isso: presente! E como um presente, pode ser o presente pedido ou uma surpresa (boa ou má), mas será sempre um presente que estará nas nossas mãos para dar-lhe a melhor utilidade.
Exatamente, a vida é agora!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

GREVE GERAL

Será que vai fazer alguma diferença?
 
 
"Era uma vez um escritor que morava numa tranquila praia, perto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e a tarde ficava em casa a escrever. Um dia, enquanto caminhava na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, deitá-las novamente ao oceano. - Por que fazes isso? - perguntou o escritor. - Não vês! - explicou o jovem - a maré está baixa e o sol está a brilhar. Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se. - Meu jovem, existem milhares de quilómetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Deitas umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai morrer de qualquer forma. O jovem pegou mais uma estrela na praia, deitou de volta ao oceano e olhou para o escritor. - Para esta aqui eu fiz a diferença...
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano." (desconheço o autor)

Não sei se vai fazer alguma diferença!
Mas eu quero participar daqueles que fazem a diferença!
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Gatos

MEUS GATOS
Nunca tive um gato.
Meus pais tiveram um; aliás, eles costumavam dizer que foi o gato que resolveu ir viver com eles. Falavam-me muito dele, pois eu ainda não era nascida.
Era um gato preto, já adulto. Foi batizado com o nome de TUPI.
Naquela altura, viviam quatro cães em casa. Ele deu-se bem com todos, especialmente com um pastor alemão (era na barriga dele que o Tupi dormia).
Bem, com todos, menos um: o “fox terrier”; apesar de nunca se terem enfrentado ou brigado, nunca partilharam o meu espaço. Eles próprios desenvolveram uma “boa” convivência, respeitando o espaço do outro.
O Tupi foi castrado, supostamente, para que ficasse mais “caseiro”. Nada feito. Tupi continuava a dar as suas saídas para namorar ou, simplesmente, para “vadiar”. Passados alguns poucos dias voltava, às vezes, bem sujinho ou com marcas das suas briguinhas. Nesses retornos, a quem é que ele recorria? Pois claro; à minha mãe, para que cuidasse de suas feridas.
Em nenhum momento, Tupi mostrou as garras a qualquer elemento da família e, apesar de nunca terem sido cortadas, nunca arranhou nenhum móvel ou porta de casa.
Meu pai sempre discordou das pessoas que costumavam dizer “gato não conhece dono”; “gato é falso”; “gato não é fiel”; e argumentava com a atitude que o Tupi teve com o meu avô.
Meu avô não gostava de gatos mas isso não era empecilho para o Tupi conquistar aquele que viria a ser o seu “companheiro” de fim de noite.
Tupi levou semanas a colocar o seu plano em ação até conseguir o objetivo: ao terminar do jantar, ficar no colo do meu avô, até ele se recolher ao quarto.
O gato “sabia” as horas que meu pai e avô regressavam do trabalho e ia esperá-los à porta de casa. Quer dizer, ele ia esperar o meu avô. E como havia esta certeza? A certeza de que o Tupi esperava o meu avô surgiu após o falecimento dele. O Tupi, mesmo depois de meu pai entrar em casa, continuava à espera do meu avô. Ficava ainda um tempo a olhar para a porta, por fim, lançava um miado e ia deitar-se no seu canto.
Parecia que a sua razão de viver estava diminuindo. Escusado será dizer que o Tupi também “partiu” pouco tempo depois.
Sempre ouvi meus pais enaltecerem as características dos gatos: independência, personalidade, meiguice, inteligência, higiene…
Por tudo isso, tenho receio de não saber ser uma boa dona de gato, ou melhor dizendo: uma boa companheira de gato.
Sempre tive cães (desde o meu nascimento) e aprendi com minha mãe a melhor forma de os ter, de cuidar, de os ensinar, de os amar. (Com meu pai, aprendi como “deseducá-los”!)
E por quê estou a pensar nisso agora?
Porque o meu marido “atirou-me” a seguinte frase: “Estou com vontade de ter um gatinho…”
Ui!!!
E agora?
Temos dois cães: um com 13 anos e com 12 kilos; e outro com 7 anos e 27 kilos.
E agora?
Saberei ter, cuidar, “ensinar”, lidar com um gato? Pois, AMAR, tenho a certeza que saberei.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sugestão de Aposentadoria

"Amei" a sugestão do senhor Miguel S. Tavares: as pessoas que tivessem mais filhos, aposentavam-se mais cedo.
 
(Conheço algumas que se aposentariam antes de começar a trabalhar...)

 Quem me conhece sabe o quanto respeito ser PAI / MÃE ... o que é bem diferente de ser APENAS progenitores.

domingo, 4 de novembro de 2012

Caça ao Boi


"Quando um homem deseja matar um tigre, chama a isso desporto; quando um tigre deseja matar um homem, este chama a isso ferocidade." - Bernard Shaw


Acho incrível como escolhem o método mais rápido para resolver um problema causado pelos próprios humanos (?) -
 
MATAR os BOIS!!!

Mas será que não há medidas judiciais para responsabilizar o dono dos animais? E não me venham dizer que não se sabe quem é!