Memorial

Companheiros de Pensamentos

sábado, 31 de dezembro de 2011

E lá se vai mais um ano!


Costumo sempre fazer um balanço de tudo o que vivi durante o ano. Acho que muitos fazem o mesmo…
Sempre relembrei os maus e bons momentos e o que acrescentaram para mim.
Bem, se fosse relacionar os aspectos negativos… teria alguns, sim. Desde ser “roubada” mensalmente no meu salário até o fato de meu marido estar desempregado, (pois o único trabalho que conseguiu foi a contrato mensal, para o período do Verão); portanto, só quero colocar na balança o que de bom aconteceu neste ano:
- Ninguém ficou doente (e aqui também incluo os meus cãopanheiros).
- Completei mais um ano de casamento com muita harmonia, companheirismo, afeto, compreensão e alegria (e, hoje em dia, isto torna-se um acontecimento em extinção).
- Continuo a exercer a profissão que escolhi com prazer (e isso é muito bom).
- Emagreci 10 kilos!!! (LEGAL!!!! Mas ainda falta mais alguns…)
- Mantenho vivas grandes e verdadeiras amizades (o que é muito precioso).
- Meus textos começaram a ser publicados num jornal local (incentivada por uma grande amiga: Terezinha.)
- Neste blog recebi muitos comentários repletos de carinho, sensibilidade e cumplicidade.
- Através deste blog, tive contato com outros onde sempre aprendi algo.
O balanço final foi positivo pois houve muitos momentos felizes.
Há muito tempo deixei de fazer planos para o próximo ano, pois muitas vezes enfrentei situações muito difíceis e tristes que, com certeza, não gostei que estivessem a ocupar os meus planos idealizados.
Agora não faço planos, apenas tenho desejos:
- Saúde;
- Trabalho;
- Humor;
- Mais respeito com os cidadãos, animais e natureza em geral.
- E muito Amor, sempre!
Acredito que se estes desejos se concretizem… todos nós seremos muito felizes.

Um Feliz Ano Novo para todos!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Então é Natal!



Como desejo que o Natal seja vivido o ano inteiro!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O meu presépio



O meu presépio nasceu no Natal de 1950, pelas mãos do meu avô paterno.
O meu avô decidiu iniciar o presépio no ano em que nasceu a minha irmã mais velha, comprando, nesse ano, a cabaninha e as figuras principais: Maria, José, menino Jesus, o burrinho e a vaquinha.
Depois, a cada ano comprava mais umas figuras: os reis magos, seus criados, camelos, pastores, ovelhas…
E assim foi durante 11 anos!
Durante 11 anos, o presépio foi crescendo, adquiriu anjos, casas com estilo árabe, poços, pontes, uma quinta com porcos, galinhas, pintainhos, vacas, cavalos, burros e até lebres que tentam escapar dos cães que andam soltos pela quinta.
Quando meu avô faleceu, meus pais resolveram que não iriam comprar mais nenhuma figura para o presépio. E assim foi.
Minha irmã ficou com alguns pastores e ovelhas mas, mesmo assim, o presépio conta com cerca de 200 figuras e tem sido montado todos os anos, logo nos primeiros dias do mês de dezembro, sendo desmontado após o dia 6 de janeiro.
Já foi montado em cima de musgo, papel imitando pedra, tecido, tela, aparas de madeira, mas o que mais se tem utilizado é a serradura e, para contê-la, desde 1970, usamos umas conchas muito especiais e diferentes, apanhadas na foz do rio Cuanza, em Angola.
Este presépio sempre nos acompanhou, atravessou oceanos, visitou três continentes. Para mim, sempre teve uma grande importância pois, para além de representar o nascimento de Cristo, recorda-me as inúmeras histórias que meus pais contavam, a partir das figuras que o compõem.

Como meus pais também queriam que existisse um presépio que tivesse sido adquirido pela altura do meu nascimento; em 1962 compraram um, confeccionado em borracha, simples, apenas com 6 figuras mas, igualmente, carregado do grande significado de amor, de família.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"QUANDO CHEGA O NATAL" - Deolinda



QUANDO CHEGA O NATAL

Diz-me lá porque é que tu só te lembras de mim quando chega o Natal
Porque é que só nesta quadra é que tu reparas se eu estou bem ou mal
Diz-me lá onde é que páras o resto do ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Diz-me lá porque é que tu não me envias postais durante o ano inteiro
Diz-me lá porque razão é que não me dás prendas sem ter um pretexto
Diz-me lá o que te move uma vez por ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Diz-me que gratidão é que esperas de mim apenas por um dia
Eu que espero o ano inteiro e que tanto anseio a tua companhia
Hoje reformulo os votos e o meu desejo:
Eu preciso de ti do que te vais lembrando

Um Feliz Natal, não hoje, mas o ano inteiro!

Natal



Sempre gostei muito do Natal.
Não por causa das prendas (mesmo porque não abundavam) mas pelo que significava: a comemoração de mais um aniversário do (sempre) Menino Jesus.
Ao longo dos Natais vividos em companhia dos meus pais, eles sempre reforçavam certos tópicos, por exemplo:
- A partilha, a amizade, a simpatia, o senso de família, é para vivenciar o ano todo e não APENAS no Natal.
- Os menos favorecidos não o são SÓ no Natal.
- Aqueles que passam fome, não passam SÓ no Natal.
- Se queres "mimar" alguém, não esperes pelo Natal. Mima-o sempre que puderes.
- Sempre que receberes um "mimo" de alguém, agradece e demonstra satisfação. Não importa se não gostas do mimo, se já tens um exatamente igual, se não era o que esperavas... O que importa é que alguém pensou em ti e dedicou um tempo a escolher/fazer algo para ti.
- Um cachorrinho, um gatinho, um passarinho, um peixinho, não são presentes de Natal. São seres que vêm para aumentar a família; portanto, a magia da sua chegada em casa, continua bem para além de um Natal.
- A família não é para ser lembrada APENAS no Natal.
- A solidariedade não é para ser praticada APENAS no Natal.
- O espírito do Natal não pode existir APENAS no Natal.
Quando meus pais iniciaram a Grande Viagem, pensei que o Natal passaria a ser um momento triste.
Mas, não. Continuo a ter um prazer enorme de montar um presépio com mais de 60 anos e com mais de 200 peças; uma árvore cheia de enfeites com mais de 40 anos e outros mais recentes que meu marido escolhe a cada ano; de enfeitar toda a casa, dando-lhe um "cheirinho" de Natal.
(Até os cães entram no "clima" do Natal.)
Gosto muito do Natal; gosto tanto que faço tudo para que ele dure o ano inteiro.

FELIZ NATAL PARA TODOS



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pensando no que disse o João...

“Esta é a visão optimista e a que devia ser a única e a verdadeira, de uma pessoa se sentir um verdadeiro professor.
Infelizmente a realidade é outra, muito diferente e ser professor, hoje em dia é mais uma profissão de risco do que uma reconfortante recompensa diária.” (João Roque; do Blog whynotnow)
Sim, é verdade, é uma profissão de risco.
Professores são agredidos fisicamente por alunos, por encarregados de educação… São denegridos por “determinados” políticos, por “determinados” ministros, por “determinados” governantes, por “determinados” comentaristas na comunicação social. (Acredito que estes são casos de ex-alunos traumatizados!)
É claro que houve, há e sempre haverá péssimos professores. Há aqueles que escolheram esta profissão porque não gostavam de matemática (nunca entendi esta justificativa).
Ouvi dizer, há muito tempo, que o curso de magistério é um curso espera-maridos. (???)
Há aquelas pessoas que escolheram esta profissão porque a achavam fácil (aonde?).
Também há aqueles que escolheram esta profissão porque achavam que iam trabalhar pouco (inocentes!).
Sim, há péssimos professores que nunca deveriam ter iniciado a carreira docente; se calhar, são exatamente os que escolheram a profissão pelos motivos errados.
Quando, adolescente, buscava uma opinião de meus pais sobre qual profissão devia seguir, eles sempre respondiam:

“- Filha, não nasceste rica. Vais ter que trabalhar como teus pais sempre trabalharam. Portanto, escolhe uma profissão, um trabalho que, para além de fornecer-te o que necessitas para viver, te dê prazer. A pior coisa é, logo de manhã, ires para o teu emprego já desanimada pelo que vais realizar.”

Não iniciei a minha carreira profissional na docência.
Confesso que, quando escolhi cursar a licenciatura em Pedagogia, não estava nos meus planos exercê-la em sala de aula. Muito pelo contrário, planejava vir a ocupar uma vaga de pedagoga na companhia siderúrgica, onde trabalhava na altura.
Mas como o Homem põe e Deus dispõe… E ao descobrir a profissão de Professor, descobri, SIM, que pode ser uma reconfortante recompensa diária.
Apesar de não ser fácil lidar com seres humanos em formação, com seus encarregados de educação, com diversas origens, valores, culturas; apesar de ter que desenvolver um trabalho para além do que se desenvolve em sala de aula (pois um Professor, para além de aplicar diferentes metodologias, utilizar diversas técnicas, pesquisar variadas estratégias, preparar aulas, corrigir testes, analisar trabalhos, preencher uma vasta documentação exigida pelos vários órgãos competentes; também tem que se manter bastante atualizado pois, continuadamente, convive com novas gerações – e isto “sai do nosso bolso”); para além de roubar muito tempo à família para desenvolver projetos; é compensador observar como as pedras brutas vão se transformando, pela nossa ação, em DIAMANTES de grande quilate.
É claro que nem sempre temos sucesso; é claro que nem sempre a escola tem condições para atender nossas reivindicações; é claro que nem sempre os pais desempenham o seu papel; é claro que muitas vezes ouvimos:

O meu filho tirou notas muito boas. Ele é tão inteligente!

“O meu filho tirou notas baixas. A professora não ensina nada!

(acho interessante como no primeiro caso, a professora “não risca nada” e como no segundo, o aluno “não risca nada”! Enfim…); é claro que nossos salários são baixos, não temos ajudas de custo para habitação, transporte (como têm os nossos dedicados deputados, ministros,…); é claro que, às vezes, sentimo-os frustradas, impotentes, revoltadas; mas AINDA não conseguem furtar-nos a alegria que sentimos ao constatar o fruto do nosso trabalho, ou seja, o desenvolvimento dos nossos alunos.

(imagem da net)
Obrigada a todos os que deixam seus comentários neste meu cantinho.
Obrigada, João, pela oportunidade de desabafar mais um pouquinho. Seus comentários instigam-nos a refletir, a repensar, a dar sempre mais um passo à frente.

sábado, 10 de dezembro de 2011

PERSISTIR NUM IDEAL



QUE O FUTURO SEJA FELIZ PARA TODOS!