Memorial

Companheiros de Pensamentos

sábado, 22 de outubro de 2011

22 de OUTUBRO de 1949

(imagem tirada da net)
“Até que a morte os separe” ou “que seja eterno enquanto dure” ou “estava escrito nas estrelas”…
Meu pai nasceu no Rio de Janeiro, em 1927.
Meus avós paternos tinham ido ao Brasil por causa das comemorações do Centenário da Independência, em 1922 (pois meu avô era parente do aviador Sacadura Cabral que, juntamente com Gago Coutinho, realizou a travessia aérea do Atlântico) e apaixonaram-se por esse país, ficando a viver nele. Quando meu pai tinha uns 13 anos, regressaram a Lisboa pois meu bisavô adoecera e meu avô não queria estar longe do seu pai.
Minha mãe nasceu em Casablanca, Marrocos, em 1928.
Meu avô materno tinha ido para esse país, devido a negócios. Ele e seu sócio tinham uma fábrica de conservas de sardinhas em lata. Quando minha mãe tinha uns 14 anos, regressaram a Lisboa, pois meu avô soube que seu sócio não estava a ser honesto e preferiu perder a sociedade mas manter seu “nome limpo”.
Meu pai começou a trabalhar aos 17 anos, deixando para trás o sonho de vir a ser engenheiro agrónomo, pois precisava ajudar em casa.
Minha mãe começou a trabalhar aos 20 anos, pois queria ter algum “dinheirinho” para si.
Coincidência, acaso ou destino? Mas os escritórios onde meus pais trabalhavam ficavam na mesma rua de Lisboa e meu pai começou a reparar “na cor do cabelo daquela jovem” do outro lado da rua.
A colega e amiga de minha mãe logo reparou nos olhares daquele rapaz e avisou-a, no sentido de que ela também retribui-se um simples olhar.
“Nem pensar! Imagina que vou acenar para esse magricela!”
Mas os olhares continuaram! E a coragem foi crescendo até meu pai, finalmente, falar com minha mãe. E o namoro começou, em casa de meus avós maternos, claro! Porém não foi só o namoro que começou, também foi o início dos contratempos, pois as minhas avós não concordavam com o namoro.
Minha avó paterna queria que meu pai casasse com uma jovem rica, filha de uma sua amiga. Por outro lado, minha avó materna, simplesmente, não queria que minha mãe casasse, pois era sua intenção que viesse a ser a dama de companhia (criada) da futura esposa do filho mais velho (meu tio).
Depois de uma série de aborrecimentos, contratempos, empecilhos, meu pai desistiu de ir namorar em casa de minha mãe. Comunicou-lhe que não iria aparecer mais. Disse-lhe que, no ano seguinte, no dia em que ela completasse 21 anos, telefonaria e perguntaria se queria casar com ele.
E assim foi! No dia 1 de setembro de 1949, meu pai telefona à minha mãe:
- “Parabéns! Feliz Aniversário! Queres casar comigo?”
No dia 22 de outubro, do mesmo ano, meus pais casam pelo Registo Civil, contra tudo, contra todos.
Foi neste casamento que eu nasci, cresci, vivi e aprendi o que é um relacionamento feito de respeito, cumplicidade, companheirismo, compreensão, união, ternura, cuidado, afeto, amizade, AMOR.
Eles conversavam com o olhar. Parece incrível mas até havia transmissão de pensamento entre eles.
Meu pai sempre se confundia quando lhe perguntavam a minha data de nascimento, mas nunca esqueceu a data do casamento.
A única vez que vi meu pai chorar, como uma criança, foi quando a minha mãe teve que ser internada para ser retirado líquido do seu pulmão. Lembro perfeitamente do desespero de meu pai e dele dizer “A mãe não vai morrer, pois não? Ana Paula, eu não sei viver sem ela!”
Comemoram 50 anos de casados.
Meu pai partiu primeiro. Minha mãe, quando viu que eu tinha encontrado alguém que seria para mim, como meu pai foi para ela, também partiu.
Ficaram unidos até que a morte os separou?
O Amor deles foi eterno enquanto durou?
Estava escrito nas estrelas que um menino nascido no Continente Americano e uma menina nascida no Continente Africano iriam conhecer-se e casar no Continente Europeu?
Não sei qual a resposta certa.
Sei que tive o privilégio de ser filha de um casal que, apesar de todas as enormes dificuldades financeiras, apesar das contrariedades familiares, apesar dos obstáculos que a vida resolveu oferecer, sempre teve a preocupação de cuidar, proteger, defender, “mimar” o outro, sempre manteve a união, o amor e a alegria de viver a Vida, a cada dia.

sábado, 8 de outubro de 2011

Amor de Filho

Um aluno tinha a sua avó em coma.
A Professora notou a sua tristeza e chamou-o, à parte, para que ele pudesse desabafar, para que se sentisse à vontade para chorar.
Conversaram, ele chorou bastante, desabafou. A Professora disse-lhe que sempre que sentisse necessidade de ficar só, podia retirar-se da sala de aula.
No dia seguinte, era o funeral da sua avó. Ele compareceu à escola. Participava das atividades desenvolvidas.
A Professora, discretamente, observava-o. Sabia que, muitas vezes, o seu pensamento viajava para fora da sala de aula, para fora da escola.
(imagem tirada da net)
Sua tristeza era visível.
A certo momento, ele levanta-se de seu lugar, dirige-se à Professora e pede se pode retirar-se por um momento.
A Professora autoriza.
Mas ele ainda tinha um favor a pedir:
“Não telefone à minha mãe, dizendo que estou muito triste. Ela está sofrendo muito. Não quero que também sofra por mim.”
Esta criança de 9 anos, apesar da sua enorme dor, estava preocupada com o sofrimento de sua mãe. Amor de filho.
É claro que a Professora não ligou à mãe; porém teve que fazer um enorme esforço para continuar na sala de aula, firme.
Devia ser proibido Criança Sofrer!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Feliz Dia do(a) Professor(a) - em Portugal

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