Memorial

Companheiros de Pensamentos

domingo, 18 de outubro de 2009

Num dia 22 de Outubro...


Quando vi este filme, estava acompanhada de minha mãe. Meu pai tinha ficado em casa, não era um grande amante de ir ao cinema.
É claro que nós duas fartámo-nos de chorar ao ver este filme, talvez pensando se algo assim acontecesse, um dia, connosco. Minha mãe sempre acreditou que um amor pode ser PARA SEMPRE.
Quando meu pai partiu para a Grande Viagem, minha mãe voltou a comentar que, às vezes, sentia a "presença" de meu pai. Foi um casamento de 50 anos, um namoro de 19 meses, sempre com muita cumplicidade, companheirismo, humor e amor.
Quando casei, minha mãe convenceu-se que já podia ir ter com meu pai. Acredito que ela queria muito continuar a "viver" com a sua outra metade...
Mais uma vez, Deus fez-lhe a vontade.
Hoje, muitas vezes, ao recordar o casamento de meus pais, aprendo os segredos (simples) para viver uma relação feliz, apesar das dificuldades e das tristezas que a vida teima em oferecer-nos.
Enfim, meus pais casaram num dia 22 de Outubro, uma cerimônia simples, apenas no Civil mas, como mandei escrever na pedra: Um Amor Para Sempre.
Basta querer, basta acreditar, basta saber cultivar Um Amor Para Sempre a 4 mãos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

maitê proença - em minúsculas, pois assim merece

RECEBI ESTE VÍDEO DE UMA COLEGA E FIQUEI INDIGNADA. NÃO ESTRANHEI A ATITUDE DESSA "FIGURA" PORQUE, TENDO VIVIDO TANTOS ANOS NO BRASIL, SEI BEM COMO É A MENTALIDADE DE CERTOS BRASILEIROS.
ALIÁS, CERTOS IGNORANTES POIS OS BRASILEIROS QUE CONHECEM O SUFICIENTE DE HISTÓRIA DO BRASIL SABEM RECONHECER A GRANDE OBRA QUE FOI FEITA PELOS PORTUGUESES NAQUELA TERRA.
OS BRASILEIROS QUE SÃO VERDADEIRAMENTE CULTOS E INTELIGENTES NÃO SÃO INVEJOSOS E CONSEGUEM ENFATIZAR O QUANTO OS PORTUGUESES TRABALHARAM PARA FAZER DO BRASIL A POTÊNCIA QUE ELE SE TORNOU. E SE O BRASIL AINDA NÃO "MANDA" NO MUNDO, É PORQUE "ALGUNS" BRASILEIROS NÃO TIVERAM A CAPACIDADE DE CONTINUAR A OBRA FEITA PELOS PORTUGUESES.
PEÇO DESCULPAS PELO MEU DESABAFO MAS, COMO LUSO-BRASILEIRA, SINTO-ME DUPLAMENTE REVOLTADA COM O QUE OUVI NESSE VÍDEO E, COMO DIZ O DITADO "QUEM NÃO SE SENTE NÃO É FILHO DE BOA GENTE" E EU SEI QUE SOU FILHA DE MUITO BOA GENTE; FILHA DE BRASILEIRO E DE PORTUGUESA.

Este vídeo foi para o ar no programa Saia Justa. A atriz (?) e escritora (?) Maitê Proença estava em Portugal por causa de uma peça teatral e aproveitou o seu momentos de horas vagas (?) para fazer algumas imagens para o quadro do semanal do canal GNT. A pergunta é: como isso foi para o ar? O tema? Aquele mesmo assunto pobre de sempre: gozar com os portugueses. Como isso ainda não basta, ela terminou o vídeo cuspindo. A pergunta é novamente: para quê? Será um laboratório para ela ser "o próximo chafariz" da nova novela da TV Record?Todo o vídeo é uma ofensa a Portugal e aos portugueses. Começa por ir a Sintra para mostrar uma porta de uma casa aparentemente comum com o 3 virado para a direita e, sem perceber o significado esotérico, zoa com os portugueses, pois diz que aquilo demonstra que está em Portugal - os caras nem sabem colocar direito um algarismo numa porta! Só vai a Sintra, que tem imensos monumentos, castelos e palácios, para gozar com aquilo.Depois goza com o Tejo ser, para os portugueses, o mar, quando na realidade ela está junto ao Estuário do Tejo, onde o rio deságua no mar e ambos se confundem. Fala também no Salazar, de que ela não sabe nada, imaginando que, por ter sido um ditador, foi igual a Hitler ou a Mussolini. Goza com o túmulo de Camões, com o estilo arquitectónico manuelino, enfâtisando o Manuel, nome injuriado no Brasil nas piadas de português e fala também no epísódio no Hotel com o seu PC, quando o Hotel tem áreas de Internet e se tinha problemas com o seu Computador pessoal, deveria usar o equipamento disponível no Hotel para os clientes. O Hotel não tem obrigação de reparar os equipamentos pessoais dos clientes, sejam PC's ou carros ou máquinas de barbear ou sei lá o quê.Eu acho que ela vai ter muita vergonha quando souber das reações dos portugueses ao vídeo e vai pensar duas vezes antes de voltar a falar do país e dos seus habitantes. Infame, só revelou ignorância e rancor, talvez dor de cotovelo.Quem deveria ter acesso a este vídeo eram os milhares de portugueses que gastaram muitos euros para assistir às suas peças de teatro em Portugal. O que lhe vale é que o povo português é o mais simpático e sereno do mundo.Enfim... vejam o vídeo e, por favor, divulguem: http://www.youtube.com/watch?v=1GCAnuZD7bkEssa mulherzinha quando voltar a Portugal para, cinicamente, dizer maravilhas muito simpáticas, terá explicações a dar...é favor fazer circular para que bem conste...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fado


Se há 20 anos, alguém me convidasse para ir a uma Noite de Fados, com certeza que arranjaria uma boa e educada desculpa para esquivar-me a tal programa.
Sim, há 20 anos eu dizia que não gostava de fado, que não gostava de Amália Rodrigues; apenas ouvia, um pouco, Carlos de Carmo e Francisco José.
Meu pai não era um grande apreciador de Fado, ao contrário de minha mãe que era uma fã de Amália Rodrigues, Ermínia Silva, Fernanda Baptista, Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo e de muitos outros nomes marcantes da nossa música.
Hoje, acho que meu pai não gostava dos fados que faziam nascer algumas lágrimas nos olhos de minha mãe… Se calhar, talvez fosse por isso que eu também não gostava…
Há 10 anos fui à minha primeira Noite de Fados, apenas para agradar minha mãe e lá vi, novamente, algumas lágrimas nascerem nos seus olhos quando ouvia determinados fados. Mas, ao contrário do que imaginava que poderia sentir, entendi perfeitamente o porquê dessas lágrimas pois elas também apareceram nos meus olhos.
Lágrimas que traduziam saudade de alguém muito querido: meu pai.
Nessa noite, comecei a gostar de Fado. Comecei a apreciar os diversos estilos de Fadistas. Comecei a aprender a ouvir Amália Rodrigues e não só.
Há dois dias fui a mais uma Noite de Fados (já tenho ido a várias), com meu marido que também é um bom apreciador.
Foi uma Noite de Fados linda, com uma mistura de melancolia, saudade, tristeza, mas também muita alegria e com vozes magníficas.
Não sou uma entendida em Fado, apenas sei dizer se gosto ou não de ouvir certos Fados ou certos Fadistas mas acho que Fado rima com Saudade.
Uma Saudade que gostamos de sentir, apesar de fazer-nos chorar, uma Saudade que procuramos reviver, uma Saudade que, no fim, faz-nos sorrir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tributo aos meus Professores


Há Professores e professores. Diria melhor, há Professores e pessoas que têm o emprego de professor.
Posso dizer que tive ambos. A minha primeira Professora, Profª Angélica Martins Garcia, foi marcante pela sua atenção permanente com seus alunos. Não era de dar miminhos nem beijinhos mas estava sempre atenta às nossas dificuldades. Nunca a vi usar a palmatória, nunca a ouvi desprezar alguém. Foi um bom exemplo para mim.
Depois tive algumas pessoas que tinham o emprego de professora e não vou perder tempo a escrever sobre elas. Não compreendo como pode--se tratar os alunos levando em conta a situação financeira dos respectivos pais. Enfim...
Nos 6º, 7º e 8º anos, tive a grande oportunidade de ser aluna da Profª Terezinha Campos, leccionava História e Geografia do Brasil. Que Professora! Que sabedoria, que cultura, que psicologia! Ela agigantava-se quando ensinava-nos factos históricos. As aulas dela eram puro prazer. E quando era necessário repreender algum aluno, por mau comportamento, sua voz baixava de tom mas a força da razão fazia-se ouvir bem alto dentro de nossas cabeças e corações.
Depois, no antigo Liceu São Paulo, tive Professores com características bem distintas:
- Profª Laura (Matemática): tinha o dom de apresentar os conteúdos com uma facilidade, que descobríamos todos os "segredos" das fórmulas matemáticas.
- Prof. Waldemar (Química): sabia muito mas não tinha muita paciência para ensinar. Mas, devido ao seu valor, foi escolhido para ser o Padrinho da Turma.
- Profª Rosely (Inglês): foi a única Professora que conseguiu que gostasse de inglês.
- Prof. Laurindo Chaves Neto (Hematologia, Biologia): ensinou-nos muito mais do que conteúdos necessários para o mercado de trabalho, ensinou-os como seria o próprio ambiente de trabalho.
- Profª Solange (Educação Física): preocupava-se com cada aluno, dentro das suas habilidades (ou não, como no meu caso).
- Prof. Paixão (O.S.P.B.=Organização Social e Política do Brasil): apenas tenho a dizer que foi um GRANDE PROFESSOR.
Depois veio a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da Universidade Católica de Santos, onde tive Bons Professores e Boas Professoras. Todos merecem o meu mais profundo respeito e admiração mas... há uma Professora que sempre se destacou para mim: Professora Doutora Conceição Neves Gmeiner.
Destacou-se pela sua enorme cultura, grande sabedoria e pela grande Pedagoga que é. Ensinou-me que o fato de ser autoridade não tem nada a ver com ser autoritária. Ensinou-me que a verdadeira Professora conhece, a fundo, seus alunos e deve ter o cuidado de direccionar suas aulas para TODOS eles. Ensinou-me que o bom humor deve estar presente nas aulas mas que não deve ser vulgar. Ensinou-me que nós somos o que pensamos. Ensinou-me que a discussão é enriquecedora quando baseada em argumentos válidos. Ensinou-me que sempre devemos reflectir no que queremos, realmente, para nossas vidas. Ensinou-me que, na vida, há sempre prioridades e devemos saber classificá-las. Ensinou-me que a verdadeira Professora toma conhecimento dos problemas de seus alunos (quaisquer que sejam) e tenta apontar para possivéis soluções.
Lembro quando ela obteve o seu Doutoramento em Filosofia com nota máxima e menção honrosa.
Nós, enquanto alunas, ficámos a saber, não por ela. Quando ela apresentou-se para a aula, nós dissemos-lhe: "-Agora temos que passar a tratá-la por Doutora."
E ela, parou imediatamente na entrada da sala, virou-se para nós e disse: "- Antes de ser Doutora, fui, sou e sempre serei Professora."
Uma Professora que deixou-me uma profunda marca.
E, para finalizar, o meu grande tributo aos meus primeiros Mestres: os meus Pais, que ensinaram-me tudo o que sou.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia Mundial dos Animais


Hoje é Dia Mundial dos Animais, menos para mim.
Para mim, todos os dias são dias mundiais dos animais. Em todos os dias, os animais devem ser respeitados, cuidados, lembrados.
As pessoas não são obrigadas a gostar de todos os animais mas têm a obrigação de não fazer-lhes mal, de deixá-los em paz. Se os deixarem em paz, já estarão a fazer um enorme bem.
Ainda não consigo perceber porque existem pessoas que maltratam os animais. Não entendo como conseguem abandoná-los, não percebo qual o prazer de tentar, deliberadamente, atropelá-los, não aceito que os desprezem quando mais eles necessitam de cuidados e atenção. Aliás, não acho que seres assim, possam ser classificados como “pessoas”. Para mim, são “coisas”. “Coisas” não têm sentimentos.
Se deixar cair uma caneta, ela não sentirá dor, se esquecer um lápis no fundo de uma gaveta, não sentirá solidão, se colocar uma borracha dentro de um estojo completamente cheio, não sofrerá por falta de espaço. São coisas, desprovidas de sentimentos. Exactamente como essas “coisas” que não entendem que os animais são bem diferentes delas; os animais têm sentimentos, sofrem, ficam doentes, precisam de cuidados, de protecção, de atenção, de carinho.
Será que essas “coisas” acham que são superiores aos animais?
Grande erro! Mas, tenho a certeza que, um dia, sentirão na pele toda a dor que provocaram nesses seres tão especiais, os Animais.

sábado, 3 de outubro de 2009