Memorial

Companheiros de Pensamentos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Será que eu é que estou fora de contexto?


Algumas vezes tiro certos momentos para reflectir em determinadas atitudes dos seres humanos.

Sei que isso não vai mudar em nada tais atitudes mas continuo a tentar entendê-las.

Já tenho percebido que algumas pessoas exigem dos outros certas "respostas", quando elas próprias não fornecem essas "respostas".

Exigem atenção mas não dão atenção.

Exigem carinho mas não são carinhosas.

Exigem dedicação a tempo inteiro mas só se dedicam quando existe algum interesse.

Porquê são assim?

Quando olho para os meus cães (nossa, quanta diferença!), primeiro dão-me toda a atenção e depois esperam que eu lance os brinquedos deles.

Atiram-se sobre mim, lambendo-me as mãos e depois ficam à espera de uma simples festa.

Dedicam-se totalmente a mim e esperam (claro) que eu possa dedicar-lhes tudo o que merecem.

Mas nesta relação, não há cobranças; simplesmente, os seres vivos possuem um respeito mútuo.

Seria muito bom que as pessoas aprendessem com os animais irracionais...

Só tenho receio que as atitudes dessas pessoas, possam "brutalizar-me".

Será? Não sei.

Espero bem que não mas, por outro lado, cada vez mais vou descrendo da raça humana.

No entanto, há algo positivo nisso tudo.

De repente, conhecemos pessoas que parecem possuir os mesmos ressentimentos e sentimentos. E quando cruzamos com esses HUMANOS, temos a sensação que não estamos fora do contexto.

Quando começamos a conviver com esses HUMANOS voltamos a acreditar na raça humana e que a AMIZADE é algo precioso e que "NOS FAZ UM BEM DANADO".

E cada momento que partilhamos faz-nos acreditar que é possível existir respeito mútuo, carinho mútuo, atenção mútua, dedicação mútua; e que tudo isto torna estes momentos em algo muito especial.

Que bom que ainda existem Pessoas HUMANAS e é óptimo quando cruzamos com elas...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia da Espiga


“Esta quinta-feira, assinalada no calendário cristão como a da Ascensão - em que a Igreja comemora a ascensão de Jesus Cristo ao Céu -, é igualmente o dia em que tradicionalmente se ia ao campo colher um ramo, no qual a espiga de trigo era o elemento mais simbólico. Compunham igualmente o ramo, um malmequer, uma papoila, um ramo de oliveira, um ramo de parreira e um pé de alecrim. Simbologia associada a cada elemento: Espiga – Pão; Malmequer – Ouro e prata; Papoila – Amor e vida; Oliveira – Azeite e paz; Videira – Vinho e alegria; Alecrim – Saúde e força.Manda a tradição que no “Dia da Espiga” os jagozes saiam da sua terra para animadamente “povoar” zonas mais saloias e, em jeito de passeio, levem a sua família e amigos para um alegre piquenique. São vários os petiscos típicos para este dia. Se uns escolhem a churrascada, outros preferem o coelho com ervilhas, o arroz de pato ou até o ensopado de borrego, entre outras iguarias. O que não pode faltar é a rega vinícola, seja branca, tinta ou verde, muita alegria e boa música para dar cor à festa.De há uns anos para cá, os mais jovens reúnem-se na noite de quarta-feira na Foz do Lizandro onde acampam até o dia nascer. As fogueiras dão o tom quente à noite, de onde vem também o aroma inconfundível dos grelhados. No fundo, é uma festa típica portuguesa. Come-se, bebe-se e emerge a diversão por entre várias gerações naquilo que os jagozes, e não só, mais gostam: uma boa festa!”


(Texto de César Moreira)

domingo, 10 de maio de 2009

GRANDE PROFESSOR



Meu Professsor, grande Amigo, excelente Maestro.
Tive uma agradável surpresa em ver estes vídeos. Parece que um filme desenrolou-se na minha memória: as aulas, os ensaios, as apresentações, os ensinamentos, as lições de simplicidade, o exemplo de um Amante da Música; tanta coisa...

Maestro Antonio Manzione



Parabéns, Maestro. Que seu trabalho seja sempre bem reconhecido.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

"Amor à Mãe" (desconheço o autor)


"Ama a tua mãe, enquanto a tens e enquanto
O teu sorriso é o seu deslumbramento,
Porque nunca acharás quem te ame tanto
Assim, quem tanto sinta o teu tormento!

Que nunca a deixes ao esquecimento...
Lembra-te sempre, na existencia, o quanto
Ela chora contigo este teu pranto,
E sofre muito mais teu sofrimento!

Ama-a, que um dia sentirás, por certo,
A ausência dela e, de saudades mudo(a),
Sofrerás na aflição deste deserto...

E chamarás, em vão, na estrada agreste
A quem te deu seu sangue, a vida, tudo,
Em troca dos trabalhos que lhe deste!"


Não existem palavras suficientes para descrever o que sinto pela minha Mãe...

Minha grande e muito sábia Amiga, meu colo, minha cura, minha conselheira, meu TUDO...
Conhecia-me como ninguém...
Lia a minha alma...
Tinha sempre a palavra certa para toda e qualquer situação, por mais difícil que fosse...
Era o alicerce da nossa casa (como meu pai costumava sempre dizer)...
Possuía uma grande Fé; fé em Deus e no ser humano. Para ela, todas as pessoas mereciam uma segunda, terceira, quarta,..., oportunidade...
Nunca desistia; de nada e de ninguém...
Transmitia uma calma, uma serenidade, que todos gostavam de estar na sua companhia...
Minhas colegas de estudo preferiam ir para a minha casa, porque lá "sentiam paz"...
Os animais sempre a procuravam (era incrível); os nossos cãezitos, quando estavam doentes ou sentiam dores, era para ela que corriam...
Gostava muito do meu marido e, pela primeira vez na vida, não lutou contra a dor... Sentiu que ele iria me fazer feliz e ... partiu ... Como ela mesma dizia, foi encontrar-se com o amor da vida dela, meu pai.
Como sempre, ela estava certa...
A vida da minha mãe foi uma permanente lição: lição de como viver, como amar, como ser feliz, como fazer os outros felizes...
Mas ela não me ensinou como fazer para que ela fosse eterna... apesar de ser eterna nas minhas lembranças...
Deixou uma grande saudade...
Fazes-me falta...